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A REVOLUÇÃO DA GERAÇÃO Z CONTRA O ÁLCOOL

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A  Geração Z  está a Acabar com o Álcool? É o que dizem algumas fontes ocidentais, uma realidade aparentemente distante da nossa em Moçambique e África no geral, por várias razões e factores sobre postos às realidades de cada povo, face aos seus modelos e opções políticas. O que se registou no mundo fora é que: A Indústria Perdeu 830 Mil Milhões de Dólares em Quatro Anos! Por Que os Jovens Estão a Beber Menos e o Que Isso Significa para o Mundo A indústria global de bebidas alcoólicas está a viver um dos momentos mais difíceis da sua história recente. De acordo com dados da Bloomberg , um índice que acompanha cerca de 50 das maiores empresas de cerveja, vinho e destilados perdeu cerca de 830 mil milhões de dólares  em valor de mercado nos últimos quatro anos (de 2021 a 2025), uma queda de 46% desde o pico em Junho de 2021. Esta perda colossal não vem de uma recessão qualquer, mas de uma mudança profunda nos hábitos da Geração Z — os nascidos entre meados dos anos 1990 e...

Entre o Essencial e o Supérfluo – O Silêncio Que Distrai

Epílogo: Entre o Essencial e o Supérfluo – O Silêncio Que Distrai

Este surge na tentativa de fazer uma varredura dos assuntos que mais dominaram as manchates dos jornais e sites nacionais e internacionais sobre Moçambique. Usando várias ferramentas de pesquisa online e sem exactamente recorrer a deep ou darkweb, os resultados mostraram algo, meio que estranho e quase com um tratamento moderado de algo que fosse delicado para abordar abertamente. 

Curiosamente, o que resultaria no apanhado de: "MOÇAMBIQUE EM ALERTA? NÃO! Mas Continuam Dias de Tensão, Conflitos Silenciosos e Esperança Renovada no país", não menciona os temas que mais se destacaram nas redes sociais e televisões privadas: escândalos de figuras públicas, intrigas entre influencers, desafios virais e outras queiricorices que dominaram o discurso popular. Este contraste revela algo inquietante: muitos moçambicanos estão mais atentos ao entretenimento trivial do que às decisões que moldam o destino colectivo do país.

Esse fenómeno não é acidental. Os desinformadores, muitas vezes com ligações ao poder político e económico, incentivam a ideia de que “assuntos sérios” devem ser deixados aos dirigentes. Assim, o cidadão comum é empurrado para a margem, desacostumado a exigir explicações ou a participar criticamente na vida pública. 

A cultura do silêncio e da distração tornou-se uma estratégia eficaz de controlo social.

A consequência? Uma democracia de fachada, onde o povo vota, mas não governa; opina, mas não decide; observa, mas não interfere. A transformação deste cenário exige mais do que protestos momentâneos — exige educação crítica, responsabilização colectiva e participação activa. Porque, em Moçambique, pensar tornou-se um acto de resistência.

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