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TEAM-BUILDINGS QUE DEGRADAM

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Quando a “Diversão Corporativa” se Transforma em Humilhação Colectiva e Desconfiança O vídeo circula nas redes sociais e expõe o que muitos casais já suspeitavam. Há imagens que não precisam de som para ferir o orgulho e abalar a confiança. Um grupo de mulheres deitadas de costas no chão, com frutas colocadas estrategicamente na zona pélvica, enquanto homens se inclinam, sem usar as mãos, para tentar mordê-las ou apanhá-las. O cenário é apresentado como team-building - aquela actividade “inovadora” que as empresas organizam para fortalecer laços entre colegas. Mas o que se vê é outra coisa: corpos expostos, gestos sugestivos, risos que misturam descontração com provocação, numa fronteira perigosa entre o lúdico e o erótico. Não é ser retardado, porque mesmo lá onde dizem ser uma civilização avançada ou países desenvolvidos e de qualquer forma evoluídos, também não está dar certo aguentar essas exposições. Este não é um caso isolado para África. Cada vez mais, os chamados team-buildin...

A EDUCAÇÃO QUE NÃO CONSTRÓI

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Quando o Conhecimento Fica Preso nas Palavras, Apenas Esta teoria surge em reacção à um comentário zimbabuano que zomba uma imagem sul-africana, onde só viralizam vídeos e imagens de estudantes negros em danças e escândalos, enquanto as imagens de olimpíadas de ciências, aparecem só estudantes brancos. Ao passo que, os zimbabuanos, nas áreas onde a África do Sul branca se destaca, em imagens, aparecem os negros. @NNyashaYessur: Quando os zimbabuanos dizem que somos educados, queremos dizer nós, o povo, mas quando os sul-africanos negros dizem que são educados, querem dizer pessoas brancas. Daí que se presume em jeito de reflexão que, num mundo que exalta diplomas e estatísticas de alfabetização, surge uma pergunta incômoda: para que serve realmente a educação ? Quando um povo afirma possuir formação, refere-se ao seu próprio potencial colectivo ou delega o mérito a outros? Esta tensão revela muito mais do que rivalidades regionais. Desvela uma crise profunda na relação entre o conheci...

O ROSTO MAIS CRUEL DO PODER EM ÁFRICA

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Quando a Arma se Volta Contra o Próprio Povo que Devia Defender/Proteger, Falhamos por Completo Há imagens que não precisam de legenda longa para ferir a alma. Uma senhora idosa, curvada pelo peso de sacos e trouxas que carrega na cabeça e nas mãos, caminha com a resignação de quem já viu de tudo. Ao lado, um homem fardado, armado com uma AK-47, aponta-lhe a arma quase como quem aponta um dedo acusador. Não há guerra declarada na imagem. Não há inimigo visível. Apenas uma avó e um uniforme que esqueceu o seu verdadeiro dever. Esta cena, repetida em tantas esquinas do continente, obriga-nos a uma reflexão incómoda - o que acontece quando aquele quem devia proteger se transforma em ameaça? Quando o Estado, em vez de servir o cidadão, o humilha e o reduz a suspeito permanente? É o drama silencioso da economia informal, onde mulheres e idosos carregam o sustento das famílias sobre as costas, enfrentando não só o cansaço físico, mas também o olhar armado de quem deveria garantir a ordem. N...

OS CONTORNOS DA PROSTITUIÇÃO ON-LINE: LIBERDADE OU DESESPERO

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O Lado Oculto das Mulheres que Vendem o Corpo Online Num mundo cada vez mais conectado, onde os ecrãs substituem as ruas e as câmaras captam o que antes ficava escondido, surge uma história que nos obriga a parar e questionar as verdades que damos como certas. Imagine 27 jovens, muitas delas recrutadas em diferentes partes de um país, reunidas num edifício não para estudar ou trabalhar num escritório, mas para se despirem diante de estranhos do outro lado do mundo. Elas não eram crianças inocentes raptadas, mas adultas que, segundo relatos, aceitaram novos nomes para proteger as famílias e ganhavam dinheiro com um público ocidental ávido por conteúdo proibido na sua própria terra. Este cenário não é apenas notícia de uma rusga policial. É um espelho incômodo da nossa era digital. Por um lado, ouvimos vozes que defendem: “São maiores de idade, o alvo são clientes no Ocidente, e estão a tentar ganhar a vida”. Afinal, num tempo em que a economia aperta e as oportunidades parecem reservad...

ENTRE O LANCHE PARTILHADO E AS NOITES NO MATO

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Às Nossas Lindas Crianças de Moçambique e da África No dia 1 de Junho de cada ano, Moçambique veste-se de cores, sorrisos e pequenos gestos de solidariedade. Nas escolas onde as famílias conseguem, os miúdos levam lanchinhos – bolachas, sumo, pão com manteiga ou o que o orçamento permitir – para partilharem com os professores e colegas.  É um dia de convívio, de alegria colectiva, mas também, para muitas crianças do ensino primário, o último dia de aulas antes das longas férias que só terminam em Janeiro. É um costume enraizado em muitas comunidades moçambicanas: o dia em que a escola se transforma num espaço de partilha e de celebração antecipada das férias.  No entanto, por trás dessa imagem colorida, esconde-se uma realidade mais complexa e desigual.  O Lado Luminoso e o Lado Sombrio da Mesma Data Para as crianças de famílias que podem, o 1 de Junho é sinónimo de festa. Levar o lanche, vestir a melhor farda, tirar fotos com os amigos e sentir o orgulho de terminar mai...

ENTRE A FÉ E A FRAGILIDADE HUMANA

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Quando a Realidade Desafia os Nossos Julgamentos O que realmente estamos a ver? Uma fotografia, mais uma daquelas que não fui eu que capturei. Duas mulheres vestidas com trajes, aquele perfil dos religiosos, sentadas diante de garrafas de cerveja num estabelecimento comercial. Nada mais. Nada menos, simplesmente elas lá. O mais complicado que não parece, ninguém sabe sabe se é real ou foi mesmo produto de inteligência artificial.  Mas basta a imagem circular nas redes sociais para que surjam os juízes instantâneos, os moralistas de serviço e os especialistas em condenação pública. Nós ou os outros para dizer alguma coisa, moderada ou exagerada, educativa ou pejorativa, para chamar atenção por algum interesse ou pura e simplesmente, a maior inocência de querer se divertir.  A questão é: sabemos realmente o que está a acontecer? Talvez estejam a beber cerveja. Talvez não. Talvez estejam apenas a conversar. Talvez estejam a descansar depois de uma longa caminhada. Talvez estejam...

O ORGULHO QUE CHOCA A SOCIEDADE PODRE

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“Limpar Rabos” dá Mais Dignidade do que Roubar Jatos e/ou o Futuro de um Povo Retrato de uma enfermeira que cuida de idosos e vulneráveis  Às vezes tenho vergonha da forma como algumas dessas informações chegam, mas o que me motiva é publicar e partilhar, embora de forma evasiva, a profundidade da mensagem que esses textos, links e publicações trazem ao povo moçambicano que ousa acessar e nos apoiar directamente e indirectamente através dos sucessivos compartilhamos, mesmo sem os ler. Desde já, MUITO OBRIGADO PELO SUPORTE E PROCUREM SE INSCREVER NO BLOGUE PARA MAIS SEGUIMENTO E MORAL.  Nos últimos dias, uma publicação em espanhol viralizou silenciosamente, mas fez estremecer quem ainda tem alma. Uma profissional da saúde – técnica de enfermagem ou cuidadora – escreveu, sem filtros: “ Tenho orgulho em limpar culos ” (rabo, na nossa língua). Ou melhor, traduzindo de forma bruta: "tenho orgulho de limpar cús", espero que a Google não nos sencione, que é sobre saúde pública e is...