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Publicação em destaque

O PONTO DE PARTIDA DA COLONIZAÇÃO DO SAGRADO

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Origens da Ridicularização da Espiritualidade Africana Partimos da seguinte questão para acomodar e vaguear numa vasta experiência e busca em literaturas que o mundo digital disponibiliza, acidentalmente ou por alguma razão, que nos remete atenciosamente a reflexões delicadas sobre a espiritualidade no seio africano. Levantado a seguinte questão como uma dessas consequências de exposição a leque de informações relacionadas ao caso: De onde surgiu a ideia da ridicularização das práticas africanas e engrandecimento das tradições estrangeiras? Sem intenção de responder directamente, mas observar a génesis  desse imbróglio, seguem alguns raciocínio como um ponto de partida de uma jornada, que esperamos ainda desenvolver durante o mês de Maio e quiçá, aprender mais sobre o que é sensível, mas real, necessariamente humano se admitirmos que pretendemos evoluir e estar em pé de igualdade com o mundo fora. Ainda que haja riscos e desafios para tal.

VERSÍCULOS NÃO ENCHEM BARRIGA

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Por que fazer o bem vale mais que postar fé Nos últimos anos, as redes sociais viraram púlpitos digitais. De manhã cedo, o feed já está cheio: versículos da Bíblia, aforismos do Alcorão, imagens com flores e luzes. Tudo bonito, tudo partilhável. Mas fica a pergunta que poucos querem fazer: alguém comeu graças a esses versículos? Alguma criança dormiu melhor porque você recitou uma sura hoje? Não me interprete mal. A fé, seja cristã ou muçulmana, tem valor imenso. As escrituras trazem conforto, guiam escolhas, unem comunidades. O problema não é o versículo. O problema é trocar a acção pela publicação. É acreditar que dar like num post de caridade equivale a visitar um doente. Ou que compartilhar uma mensagem de paz absolve a indiferença com o vizinho. O alarme dos falsos profetas digitais Em Moçambique, vemos isso na pele. Crescem os “pregadores de Instagram” e os “sheiks de TikTok” que vivem de patrocínios, mas nunca puseram os pés numa zona de ciclone para ajudar uma família desaloja...

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR E OS HERÓIS INVISÍVEIS

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Ao Trabalhador Que Não Se Vê, Mas Que Sustenta o Mundo

QUANDO O DNA APAGA A PATERNIDADE E ACENDE A MONSTRUOSIDADE

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Um conto de Bukedea que envergonha a humanidade Foi em Bukedea, num recanto do Uganda onde o sol queima a terra e as histórias de opressão germam sem rebuço, que um homem decidiu reescrever as leis da natureza com a caneta podre da conveniência. Após um teste de ADN revelar que a sua filha de 19 anos, nesse caso criada, educada e amada como sua filha durante quase duas décadas, boom, não era biologicamente sua, o veredicto não foi de desilusão paternal. Foi de oportunismo cru: “Não vou desperdiçar dinheiro a educar uma rapariga tão bonita até à universidade. Agora que não é minha filha, quero que seja minha esposa”. E a jovem, num gesto que mais parece eco de sobrevivência do que consentimento livre, aceitou. Casamento marcado. O que dizer diante de tamanha putrefacção moral sem vomitar as palavras? É preciso esfriar o peito para analisar, mas o que arde aqui não é só o sangue, é a consciência colectiva de uma sociedade que ainda aplaude, ou tolera, a transformação de uma filha em tro...

PAGANDO A CONTA DE UMA FESTA QUE JÁ ACABOU

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O Endividamento Bancário e a Armadilha do Casamento em Moçambique Por O Verbalyzador Há um silêncio particular no rosto de quem vai ao banco todos os meses pagar uma prestação por algo que já não existe. Não é a dor de quem perdeu um bem material - uma casa, um carro, um negócio que faliu. É algo mais fundo e mais complicado: é a dor de quem paga, mês após mês, pela memória de uma festa. Pela lembrança de um dia que correu bem - ou talvez nem isso. Em Moçambique, este silêncio está a tornar-se demasiado comum para ser ignorado.

A CRIANÇA QUE HERDOU A GUERRA

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Esta é a Infância que o Mundo Esquece que Existe Olhe bem para esta foto.  No meio da terra seca, entre cabras magras e arbustos sem vida, um menino sorri. Os dentes brancos contrastam com a pele marcada pelo sol e pela vida dura. Tem uma arma velha atravessada nas costas, como se fosse uma mochila da escola. Os pés descalços tocam o chão poeirento. Nas mãos, não carrega brinquedos, mas sim o peso de uma Kalashnikov. Esta é a criança que herdou a guerra. Não escolheu nascer no meio do conflito. Não pediu para trocar os jogos da infância por balas e medo. Enquanto muitas crianças no mundo sonham com bicicletas e telemóveis, ele aprendeu cedo que a sobrevivência muitas vezes exige carregar uma arma maior do que o seu próprio corpo. Em Moçambique, especialmente no norte, em Cabo Delgado, esta imagem não é apenas uma fotografia do passado. É uma realidade que continua a repetir-se. Grupos armados raptam meninos e meninas, transformando-os em soldados, carregadores ou escudos humanos. ...

5 SEGUNDOS DE RAIVA OU UMA VIDA INTEIRA

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A Escolha Que Podes Fazer Hoje Todos os dias, nas estradas e ruas das nossas cidades e vilas, acontecem pequenos toques, raspões ou travagens bruscas. O que parece um incidente menor pode, em segundos, transformar-se numa tragédia que ninguém esperava. Há poucas horas, num bairro movimentado, um simples “beijo” entre dois veículos terminou em homicídio. Começou com uma discussão acesa, passou para empurrões e, por fim, uma vida foi tirada. Tudo porque ninguém quis recuar. Tudo porque o orgulho falou mais alto que o bom senso. A verdade é dura: não conhecemos o estado emocional de quem está do outro lado . O outro condutor pode vir de um dia horrível, pode estar sob efeito de drogas ou álcool, pode ter problemas psicológicos não tratados, ou pode simplesmente ser uma pessoa violenta por natureza. Nenhuma razão do mundo — nem mesmo ter 100% da razão — vale o risco de perder a vida ou tirar a liberdade. Por isso, a lição é simples e salva vidas: nunca desças do carro armado, nem com uma ...