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AMAR NÃO SE APRENDE NA ESCOLA

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Ninguém me ensinou que inteligência e intimidade falam línguas diferentes Por: Stella Rodrigues Nunes , 41. Mónaco, 05.2026 Cresci a acreditar que inteligência resolvia tudo. Resolvia provas, resolvia problemas, resolvia conversas difíceis. Resolvia carreiras inteiras. Era a ferramenta universal, aquela que nunca falhava. Depois entrei num relacionamento sério. E percebi, mais tarde do que devia, que tinha chegado a uma arena onde a minha ferramenta favorita não só não ajudava, como atrapalhava ativamente. Ninguém me tinha avisado disso. A escola ensina-te a argumentar. Não te ensina a ceder sem te sentires derrotado. Ensina-te a identificar padrões. Não te ensina a parar de aplicar essa habilidade à pessoa que dorme ao teu lado. Ensina-te a ser preciso. Não te ensina que há momentos em que precisão é crueldade. A inteligência, quando não treinada para o amor, transforma-se num instrumento de distância. Analisa em vez de sentir. Diagnostica em vez de acolher. Debate em vez de escutar....

PATERNIDADE IRRESPONSÁVEL & MASCULINIDADE TÓXICA:

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O Silêncio do Homem que Foge de Frente Ele não desaparece de noite. Foge de dia, a passo firme, com uma garrafa na mão e a consciência anestesiada. Por: Amélia Caciano Brejnev , 39. Quelimane, Zambézia Existe uma forma de abandono que não figura em nenhum boletim de ocorrência. Não há porta batida, não há mala feita à pressa, não há despedida dramática. O homem está ali - visível, presente, de corpo inteiro - e ainda assim completamente ausente. Caminha à frente. Carrega o que lhe dá prazer na mão ou, às vezes sai do serviço, se for, com o salário na conta e vai mandar ver aos amigos e colegas em qualquer barraca. E não olha para trás. A imagem que circula nas redes sociais e que inspirou esta reflexão não precisa de legenda. Um homem avança num caminho de terra com uma caixa de bebidas numa mão e uma garrafa de álcool na outra. Atrás dele, uma mulher carrega um bebé ao colo, segura uma lata de leite em pó, e grita - não de raiva, mas de desespero acumulado. Uma criança descalça fecha...

O QUE REALMENTE NOS ESPERA DO OUTRO LADO?

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O desenho de uma experiência de quase-morte que nos obriga a reflectir sobre a vida Num mundo onde a correria diária nos distrai dos grandes mistérios da existência, surge por vezes uma imagem simples que nos para e nos faz olhar para dentro. Foi isso que aconteceu com o desenho partilhado por Yusuff Shakur , um homem que sobreviveu a uma experiência de quase-morte  e decidiu registar, com linhas humildes, o que viu quando esteve à beira do fim. O esboço não é de um artista profissional. É cru, directo e, por isso mesmo, profundamente tocante. Nele, a Terra aparece na base, com figuras humanas ligadas por finos “ cordões de prata ” que sobem para camadas intermédias. Ali, almas em transição expressam surpresa, resistência ou aceitação. No topo, uma grande esfera luminosa - o Over-Soul , fonte de onde tudo parece emanar e para onde tudo regressa. Uma legenda simples completa a visão: “The highest parent is love”.

O PONTO DE PARTIDA DA COLONIZAÇÃO DO SAGRADO

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Origens da Ridicularização da Espiritualidade Africana Partimos da seguinte questão para acomodar e vaguear numa vasta experiência e busca em literaturas que o mundo digital disponibiliza, acidentalmente ou por alguma razão, que nos remete atenciosamente a reflexões delicadas sobre a espiritualidade no seio africano. Levantado a seguinte questão como uma dessas consequências de exposição a leque de informações relacionadas ao caso: De onde surgiu a ideia da ridicularização das práticas africanas e engrandecimento das tradições estrangeiras? Sem intenção de responder directamente, mas observar a génesis  desse imbróglio, seguem alguns raciocínio como um ponto de partida de uma jornada, que esperamos ainda desenvolver durante o mês de Maio e quiçá, aprender mais sobre o que é sensível, mas real, necessariamente humano se admitirmos que pretendemos evoluir e estar em pé de igualdade com o mundo fora. Ainda que haja riscos e desafios para tal.

VERSÍCULOS NÃO ENCHEM BARRIGA/ESTÔMAGO

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Por que fazer o bem vale mais que postar fé Nos últimos anos, as redes sociais viraram púlpitos digitais. De manhã cedo, o feed já está cheio: versículos da Bíblia, aforismos do Alcorão, imagens com flores e luzes. Tudo bonito, tudo partilhável. Mas fica a pergunta que poucos querem fazer: alguém comeu graças a esses versículos? Alguma criança dormiu melhor porque você recitou uma sura hoje? Não me interprete mal. A fé, seja cristã ou muçulmana, tem valor imenso. As escrituras trazem conforto, guiam escolhas, unem comunidades. O problema não é o versículo. O problema é trocar a acção pela publicação. É acreditar que dar like num post de caridade equivale a visitar um doente. Ou que compartilhar uma mensagem de paz absolve a indiferença com o vizinho. O alarme dos falsos profetas digitais Em Moçambique, vemos isso na pele. Crescem os “pregadores de Instagram” e os “sheiks de TikTok” que vivem de patrocínios, mas nunca puseram os pés numa zona de ciclone para ajudar uma família desaloja...

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR E OS HERÓIS INVISÍVEIS

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Ao Trabalhador Que Não Se Vê, Mas Que Sustenta o Mundo

QUANDO O DNA APAGA A PATERNIDADE E ACENDE A MONSTRUOSIDADE

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Um conto de Bukedea que envergonha a humanidade Foi em Bukedea, num recanto do Uganda onde o sol queima a terra e as histórias de opressão germam sem rebuço, que um homem decidiu reescrever as leis da natureza com a caneta podre da conveniência. Após um teste de ADN revelar que a sua filha de 19 anos, nesse caso criada, educada e amada como sua filha durante quase duas décadas, boom, não era biologicamente sua, o veredicto não foi de desilusão paternal. Foi de oportunismo cru: “Não vou desperdiçar dinheiro a educar uma rapariga tão bonita até à universidade. Agora que não é minha filha, quero que seja minha esposa”. E a jovem, num gesto que mais parece eco de sobrevivência do que consentimento livre, aceitou. Casamento marcado. O que dizer diante de tamanha putrefacção moral sem vomitar as palavras? É preciso esfriar o peito para analisar, mas o que arde aqui não é só o sangue, é a consciência colectiva de uma sociedade que ainda aplaude, ou tolera, a transformação de uma filha em tro...