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DE AL-QAEDA AO JIHADI ATÉ AL-SHABAAB, AFINAL, O QUE SE PASSA?

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Os Apoiantes e Membros, o Que é Ganham com os Ataques Armados? É comum ouvir por aí e sussurrados murmúrios nas universidades, entre docentes e discentes afirmarem que a guerra, contudo, é um grande negócio. Mas, como ela funciona, não é assunto de hoje. Sabe-se que o actual actor forte nesse negócio são os protagonistas do terrorismo conhecido. Então, numa altura em que o terrorismo continua a assolar várias regiões de África, incluindo Moçambique, impõe-se uma pergunta recorrente: o que ganha o grupo Al-Shabaab ao perpetrar ataques contra populações civis?  Trata-se de uma questão que vai além da condenação moral e exige uma análise estruturada dos objectivos estratégicos que motivam esta violência. O Al-Shabaab é uma organização jihadista afiliada à Al-Qaeda que opera principalmente na Somália, estendendo as suas acções a países vizinhos como o Quénia e Moçambique. No norte moçambicano, particularmente na província de Cabo Delgado, o grupo tem sido responsável por ataques de gr...

COMO SERIA UM MUNDO SEM FÉ NEM CRENÇA

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Será que a humanidade se salva ou se perde? Oh! Puxa a vida, mais uma vez cá no seu carinho de reflexões. A crise dos combustíveis veio para ficar e vamos se ajustar, como sempre, mas... Imagine profundamente, por um instante, que todas as religiões, ritos, deuses e espíritos desaparecessem de uma vez. Não por imposição, mas como se nunca tivessem existido. O que restaria da humanidade? Sem a crença no sagrado, o ser humano continuaria a ter fome de sentido. Porque essa fome é mais antiga que qualquer templo. Ela mora na pergunta sobre a morte, sobre o sofrimento, sobre o amor que não cabe em explicações simples. A história mostra que, onde a religião não preencheu esse vazio, outras crenças surgiram: na nação, na raça, no progresso cego, no mercado, na tecnologia como salvação. Ideologias totalitárias do século XX, por exemplo, agiram como religiões laicas, com mártires, livros sagrados, promessas de paraíso terrestre e caçadas aos “hereges”. Então, sem uma religião específica, o mun...

JUVENTUDE PRESA ENTRE NOITADAS E O FUTURO

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Uma Noite que Custa um Futuro Brilhante Por: Inocêncio da Graça , 39. Espanha Há uma imagem que circula nas redes sociais e que, para olhos desatentos, é apenas mais uma fotografia de jovens a divertir-se num fim de semana qualquer. Música, dança, cervejas na mão, corpos em movimento, sorrisos. A vida a acontecer. Leve-leve como são tomenses ou com vuco-vucos como moçambicanos. Mas para quem olha com atenção - com a atenção filosófica que a nossa realidade exige, esta imagem é um documento. Um retrato fiel de uma geração presa numa contradição silenciosa e devastadora: a geração que sabe festejar melhor do que sabe poupar. Que sabe impressionar melhor do que sabe construir. E se calhar não é de hoje, pode ser herança também, pois referências são várias e inspirações, levaram muitos jovens a se envolver em atalhos de vida fácil, onde a perca da dignidade superou mais que o encontro com a morte na esquina a seguir ou num esquema mal formulado, logo interceptado pela a polícia.

VIZINHOS ÍNTIMOS, LIÇÃO DE MATURIDADE OU CONVITE AO CAOS?

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Quando o prazer mora ao lado Por: Tomás Casimiro Neves (67 anos) Luanda - Angola) Há questões que a urbanidade moderna prefere varrer para debaixo do tapete da falsa moral. Uma delas é esta: faz mal haver relações íntimas entre vizinhos? Não me refiro ao barulho nocturno que atravessa paredes, mas ao envolvimento sexual ou afectivo consentido entre pessoas que dividem o mesmo corredor, o mesmo elevador, o mesmo portão. Em Luanda, onde vivo, e também em Maputo, sigo com atenção os debates nos dois lados da África lusófona, o tema é tabu. Fala-se baixo. Ri-se nos cafés. Mas ninguém encara de frente a questão. A resposta curta: não, não há mal nenhum. Adultos, solteiros, com consentimento livre e esclarecido, podem relacionar-se com quem quiserem. A vizinhança não é um convento. Contudo, a resposta longa dói mais: o mal está nas consequências que fingimos não ver. Primeira implicação: a geometria do constrangimento Quando o relacionamento acaba – e muitos acabam –, não podes simplesment...

O GRITO DA CRIATIVIDADE AFRICANA CONTRA O DESPERDÍCIO

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A Visão de Transformar Lixo Electrónico em Obra-Prima Num mundo afogado em resíduos tecnológicos, surge uma obra que não só encanta os olhos como desafia a consciência colectiva. Uma cabeça humana, imponente e vibrante, construída inteiramente com placas-mãe, controlos remoto, controladores de jogos, teclados, ratos e outros detritos da era digital. O que à primeira vista parece um simples retrato ganha profundidade quando percebemos: cada peça foi descartada, rejeitada pela sociedade de consumo, mas encontrou novo sopro de vida nas mãos de um artista visionário. Esta não é mera decoração. É um manifesto silencioso contra o desperdício que asfixia o nosso planeta. Em Moçambique, onde o acesso a equipamentos electrónicos cresce rapidamente, mas a gestão de resíduos ainda engatinha, esta criação chega como um tapa na cara da indiferença. Quantos computadores velhos, telemóveis obsoletos e consolas partidas jazem em depósitos improvisados ou são queimados nas periferias das nossas cidade...

A DITADURA DO LIKE: O DIA EM QUE A INTIMIDADE VIROU MOEDA DE TROCA

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O que há de errado em partilhar momentos íntimos com o mundo, actualmente Vivemos numa era em que, se não foi postado, parece que não aconteceu. Em Moçambique, terra de gente calorosa e de convívio fácil, essa tendência ganhou contornos drásticos com a democratização do acesso aos dados móveis. O que antes pertencia ao santuário do quarto ou ao sussurro do ouvido, hoje é arremessado para o tribunal implacável das redes sociais. Mas a pergunta que urge fazer no "Verbalyzador" é: qual é o preço real dessa exposição ? A Ilusão da Validação Instantânea O fenómeno a que os psicólogos chamam de " extimidade " - a necessidade de tornar público o que é íntimo para lhe dar valor - está a criar uma geração de dependentes emocionais. Em Maputo, Beira ou Nampula, multiplicam-se os cenários onde a espontaneidade é sacrificada em nome do "ângulo perfeito". O erro não reside no amor ou no carinho, mas na convicção de que a felicidade só é real se for validada por estran...

AMAR NÃO SE APRENDE NA ESCOLA

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Ninguém me ensinou que inteligência e intimidade falam línguas diferentes Por: Stella Rodrigues Nunes , 41. Mónaco, 05.2026 Cresci a acreditar que inteligência resolvia tudo. Resolvia provas, resolvia problemas, resolvia conversas difíceis. Resolvia carreiras inteiras. Era a ferramenta universal, aquela que nunca falhava. Depois entrei num relacionamento sério. E percebi, mais tarde do que devia, que tinha chegado a uma arena onde a minha ferramenta favorita não só não ajudava, como atrapalhava ativamente. Ninguém me tinha avisado disso. A escola ensina-te a argumentar. Não te ensina a ceder sem te sentires derrotado. Ensina-te a identificar padrões. Não te ensina a parar de aplicar essa habilidade à pessoa que dorme ao teu lado. Ensina-te a ser preciso. Não te ensina que há momentos em que precisão é crueldade. A inteligência, quando não treinada para o amor, transforma-se num instrumento de distância. Analisa em vez de sentir. Diagnostica em vez de acolher. Debate em vez de escutar....