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A CRIANÇA ADOPTADA QUE MORREU ESPANCADA:

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Quando a Segunda Casa se Torna o Lugar Mais Perigoso do Mundo É comum que existe uma noção colectiva que vivemos numa comunidade que ainda acredita no valor da adopção como acto de humanidade, mas uma história de horror abala as consciências, algures:  um casal adoptou uma menina de 10 anos apenas para a transformar em vítima de maus-tratos sistemáticos, agressões constantes e trabalho forçado. Doente durante duas semanas, a criança continuou a ser enviada em recados desnecessários e espancada até à morte. Quando o corpo chegou ao hospital, já estava frio. O marido ainda tentou livrar-se do cadáver com uma mota de três rodas, mas a comunidade interveio. A justiça foi accionada. Esta tragédia não é apenas um caso isolado de crueldade. Claro, quando esse tipo de crianças são levadas das suas famílias, como acontece - às vezes cá em Moçambique - é no sentido de dar uma oportunidade, ajudando também em algumas actividades, pois de outra forma, os pais não podem dar. Ou, ainda têm sido...

25 DE JUNHO: ORGULHO DE SER MOÇAMBIQUE! 🇲🇿✨

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🇲🇿✨Hoje, celebramos a força, a cultura e a liberdade do nosso povo Que o espírito de união continue a guiar a nossa nação rumo a um futuro próspero e cheio de conquistas. A equipa do verbalyzador.blogspot.com deseja a todos os moçambicanos um: Feliz Dia da Independência Nacional! 🎉

RELACIONAMENTO: NÃO É O QUE ELE DÁ, MAS O QUE PODEM CONSTRUÍR JUNTOS.

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A Armadilha do “ o que ele/a Pode me dar ” No turbilhão da vida moderna, onde as redes sociais vendem amores perfeitos e expectativas inflacionadas, surge uma verdade simples e profunda: um relacionamento não se mede pelo que uma pessoa pode oferecer à outra, mas pelo que ambos conseguem edificar em parceria. Essa reflexão, convida-nos a repensar o amor além do consumo emocional. Em Moçambique, terra de ancestrais que sempre souberam que a força reside na comunidade e na partilha, esta ideia ressoa com uma sabedoria antiga. O “eu” isolado fragiliza-se; o “nós” constrói palhota, família e futuro. Não se trata de romantismo ingénuo, mas de uma visão madura da existência humana. A armadilha do “o que ele pode me dar” Quantas vezes entramos numa relação como quem vai ao mercado? Procuramos segurança financeira, status social, companhia para preencher vazios, sexo satisfatório ou simplesmente alguém que nos faça sentir “completo”. Essa mentalidade transforma o outro num fornecedor e a nós ...

NÃO JULGUES A LOJA PELO CAOS

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A Riqueza Escondida nos Negócios que o Olho Despreza Enxergamos um mundo que nos deixa obcecados por fachadas reluzentes, vitrines minimalistas e perfis impecáveis nas redes, ainda persiste uma verdade antiga e incómoda: a riqueza verdadeira raramente grita. Ela murmura, muitas vezes vestida com chinelos de banho, rodeada de poeira e peças amontoadas - desmontadas daquelas viaturas acidentadas ou "magoadas", fechando transacções que valem dezenas de milhões enquanto o observador casual sente pena. Aparência versus essência nos negócios .  Pensa naquela pequena oficina ou loja de peças sobressalentes, os famosos scratches . Do exterior, parece um amontoado de ferro velho, um labirinto de sucata onde o desordem reina. Um homem sentado num banco improvisado, com roupa simples, rodeado de molas, amortecedores e peças usadas. O instinto imediato é de compaixão ou superioridade: “coitado, deve estar a lutar”. Mas a realidade, como tantos testemunham, é outra. Aquela mesma pessoa p...

À BEIRA DO ABISMO: A EXPLORAÇÃO SISTÉMICA DO DESESPERO.

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Como as Burlas e os Jogos de Azar Exploram o Desespero dos Moçambicanos Do Autor para vocês, com carinho e fé! Há dias em que acordamos já cansados. Não é o cansaço físico do trabalho. É o peso de contas que não param de crescer, de um acidente que transformou um pequeno saldo positivo numa dívida pesada, de um salário que só chega no final do mês e que, mal toca na conta, já está comprometido. É o cansaço de quem vive na Função Pública em Moçambique e sente que, por mais que discipline os gastos, o chão continua a fugir debaixo dos pés. E é exactamente nesses momentos que chegam as mensagens. “Curandeiro António. Existem 3 formas de mudar a sua vida. Trato à distância…” “Parabéns! 20.435,00 MT ganhos no Aviator. Receba 7560 MT no teu primeiro depósito…” Duas mensagens recebidas no mesmo dia. Dois números diferentes. Duas promessas de solução rápida para quem mais precisa. Eu bloqueio um, aparece outro. Bloqueio dez, surgem vinte. Já são centenas. A rede é vasta, profissional e cruel:...

NÃO É MALDIÇÃO DIVINA OU AUSÊNCIA DE DEUS. ENTENDA

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O Drama Humano por Trás das Armas em Mulheres no Vale do Omo Autor : Dr. Elias M. Chivambo, antropólogo e ensaísta natural da Macia, com especialização em dinâmicas socioeconómicas das sociedades pastorais africanas e consultor em políticas de desenvolvimento inclusivo na região da SADC. Na imagem que circula e que, infelizmente, representa o quotidiano de milhões, uma mulher mursi ou de um povo irmão do Vale do Omo, na Etiópia, equilibra na cabeça um pote ancestral, segura com firmeza um AK-47 e carrega ao colo uma criança de olhar sereno. Ela não fabrica a arma. Provavelmente desconhece a origem do metal que a compõe. Não é uma guerreira por vocação, mas uma mãe que navega num mundo onde a sobrevivência se mede em gado, pastagens escassas e a capacidade de defender o que resta. Esta cena não é mero exotismo. É um espelho incómodo da condição humana em contextos de extrema adversidade. O que “mal” fizeram estas pessoas para viverem assim? A pergunta, carregada de dor e perplexidade, ...

SERÁ QUE O POBRE TEM DIREITO DE DESCANSO.

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A Fome Não Tira Férias: O Direito ao Descanso do Pobre que Move Moçambique Por: Zito Nhantumbo, de Inhambane A madrugada na Estrada Nacional Número 1 tem destas coisas. O silêncio só é quebrado pelo roncar do motor e pelas conversas em voz baixa dos passageiros que tentam matar o tempo até ao destino. Foi nesse cenário, entre Maputo e Inhambane, que testemunhei um diálogo que me persegue até agora. O polícia de trânsito, num misto de curiosidade e advertência, perguntou ao condutor do semi-colectivo: “Essas horas, não descansa?”. A resposta, seca e cortante como a lâmina da própria sobrevivência, foi: “Fome, chefe! Vamos comer o quê, se pararmos para descansar?”. E ali, enquanto a nota de cem a duzentos meticais mudava de mãos num ritual tão antigo quanto as estradas poeirentas do nosso país, ficou a pergunta que ecoa nas consciências: o pobre que trabalha a fio por um prato de comida para o dia seguinte, merece ou pode descansar? Este artigo não busca dar uma resposta simples a uma p...