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O ENCANTO DO SILÊNCIO ESCOLHIDO EM CELEBRAÇÃO DA VITALIDADE

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Típico de Onde a Alma se Despimenta e o Mundo se Esquece In: A venturas do Capitão Phingli. Numa era em que o barulho digital devora as nossas horas, surge uma imagem que nos obriga a parar e pensar. Claro, vi iguais desde às cascatas de Namaacha, Lugenda, Rurumuana (Moçambique) e em Tica (Guiné Equatorial e em Port Louis na Ilha Reunião. Só que este, nem sei de onde é, mas teve o privilégio de ter quatro irmãs de pele sei-la, corpos esculpidos pela vida, mergulhadas até aos joelhos num riacho cristalino, rodeadas de vegetação exuberante. Uma segura o telemóvel, outra curva-se com graça natural, as outras observam ou simplesmente são. A legenda em inglês de rua pergunta: “Is the creek where they quiet at?” – tradução livre: “É neste riacho que elas se aquietam?”. Quem me dera se tivesse sido o fotografo! Essa pergunta simples carrega um peso existencial profundo. Num Moçambique e num mundo que corre atrás do próximo trend, do próximo like, do próximo estímulo, o riacho representa o re...

MAIS UM PÚLPITO VIRA CASSINO DE UM PASTOR MAIS ESPERTO QUE O DIABO

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A Traição Que Abalou a Alma e fé dos Fiéis Há momentos em que a notícia não chega apenas aos ouvidos, além de arrepiar, penetra na consciência como uma ferida aberta. Um pastor de duas igrejas baptistas na Louisiana, Dale Sanders, de 56 anos, foi condenado por um júri federal por ter desviado mais de 340 mil dólares das contas das suas congregações. Durante quatro anos, entre 2020 e 2024, retirou dinheiro, fez transferências e usou o cartão de débito da igreja para financiar jogos de azar, hotéis, refeições e despesas pessoais. A defesa alegou que os gastos eram autorizados e que a igreja lhe devia salários atrasados. O júri não acreditou. Vinte e cinco acusações. Sentença marcada para Outubro. Até 20 anos de prisão. Não se trata apenas de um crime financeiro, simplesmente como se pense, embora se imagine por conta de outros casos semelhantes. Trata-se de um abismo ético. O mesmo homem que subia ao púlpito para falar de honestidade, de renúncia e de fidelidade aos princípios divinos u...

QUANDO A MENTIRA COLIDE COM A JUSTIÇA SEM FILTROS

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Seis Anos de Prisão por Apostar no Poder da Falsa Acusação Há momentos em que a realidade atravessa o véu das narrativas construídas e revela, com a frieza de um golpe certeiro, que nem todas as terras perdoam a manipulação da dor alheia. Uma jovem britânica, conhecida pelo seu estilo de vida exuberante e pela imagem de confiança absoluta, encontrou-se diante de um tribunal em Hong Kong e saiu com uma sentença de seis anos de prisão. O crime? Fabricar uma acusação de violação contra um banqueiro e exigir cem mil libras em troca do silêncio. A história, que poderia ter sido apenas mais um episódio de conflito íntimo, transformou-se num espelho inquietante das diferenças profundas entre sistemas de justiça e da fragilidade da verdade quando esta é usada como arma. Imaginemos o cenário: um encontro casual em terras distantes, uma visita a um apartamento luxuoso, uma relação que, segundo a versão oficial dos factos, se tornou fonte de chantagem. A acusação de violação surgiu não como grit...

O SANGUE QUE NÃO SILENCIA A CORAGEM

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Uma Lição Poderosa de Resiliência Feminina que Quebra Tabus. Nas pernas de uma mulher de 25 anos, o vermelho vivo do ciclo menstrual escorreu sem piedade. Não foi um acidente. Foi a vida a manifestar-se no meio da prova mais exigente que o corpo humano pode enfrentar: uma maratona. Li Meizhen, maratonista chinesa de Fujian, sentiu as regras chegarem quando faltavam cerca de oito quilómetros para a meta do Maratona do Lago Hengshui. O sangue tornou-se visível. Os olhares, inevitáveis. E ela? Continuou a correr. Não parou para se limpar. Não abandonou a prova. Terminou em 2 horas e 35 minutos, com a mesma determinação com que tinha começado. O motivo era prático e profundo ao mesmo tempo: precisava daquele tempo oficial para se qualificar para um campeonato. “Se desistisse, teria de correr outra maratona inteira”, explicou depois, com a simplicidade de quem já decidiu que o corpo não manda na alma. A imagem viralizou. Pernas manchadas, tronco erguido, olhar focado para a frente. Um corp...

UMA LIÇÃO À PÁTRIA QUE OS FANTOCHES (LÍDERES AFRICANOS) DEVIAM SABER

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Governar não é fazer negócio : a frase de Ibrahim Traoré que estremece os palácios de cartão Há frases que não precisam de longos discursos para incendiar consciências. A sentença do Capitão Ibrahim Traoré, Presidente do Burkina Faso, é um desses trovões secos que atravessam a savana e deixam tudo em silêncio: “Liderar um país é um privilégio, não uma oportunidade de negócio.” Pronunciada com a serenidade de quem carrega o peso de um povo, esta afirmação devia ser gravada em granito à entrada de cada palácio presidencial africano. Mas, infelizmente, a maioria dos que lá se sentam trata o Estado como uma banca de dumba-nengue onde tudo se vende: a soberania, os recursos, a dignidade. Moçambique, pátria de Samora e também de promessas repetidamente atraiçoadas, conhece bem este enredo. A elite política que deveria ser guardiã do bem comum transformou o erário num património familiar, as instituições em condomínios privados e a luta de libertação numa legenda desbotada que serve apenas pa...

TESTES DE SOLO E GEO-TÉCNICOS PASSAM A SER OBRIGATÓRIOS

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O Passo Visionário que Está a Salvar Vidas e a Redefinir a Construção Civil O colapso de um edifício não é apenas uma tragédia estrutural. É o desmoronar de lares, sonhos, famílias inteiras e a confiança numa sociedade que deveria proteger os seus cidadãos. Quando o chão cede sob os pés de quem habita ou trabalha num prédio mal planeado, o que falha não é só a engenharia: falha também a visão de quem deveria antecipar o desastre. É precisamente contra este flagelo que o Governo do Estado de Abia, na Nigéria, decidiu agir com determinação. Tornou obrigatórios os testes de solo e os estudos geotécnicos  para todas as aprovações de novas construções em Umuahia, a capital. Não se trata de mais uma burocracia. Trata-se de colocar a ciência e a vida humana no centro das decisões de desenvolvimento. O solo como alicerce literal e simbólico Qualquer estrutura começa pelo chão. Ignorar as características do solo, a sua capacidade de suporte, a presença de água subterrânea, riscos de liquef...

A BONECA CRAVADA COM ALFINETES ENTERRADA POR BAIXO DE UMA OBRA

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Quando o Invisível Desafia o Progresso Humano Escrevera uma vez a renomada escritora moçambicana, Paulina Chiziane na sua obra: O Sétimo Juramento, enquanto um dos jornalistas da velha nossa Rádio Moçambique a partir do Chimoio, na Província de Manica, reconhece que "são coisas da nossa terra", que no entanto, o Verbalyzador tem a tarefa fatídica de descreve-las e imortalizar nesse canto onde o estimado leitor, por alguma circunstância acessou. O que achamos que não foi por mero acaso, há um propósito nisso.  Trabalhadores de um estaleiro descobrem boneca de juju cheia de alfinetes enterrada e removem-nos cuidadosamente para libertar alguém preso espiritualmente. Imagine um canteiro de obras onde o ruído das máquinas anuncia construção e avanço. De repente, a terra abre-se e entrega um segredo sombrio: uma figura humana tosca, escura pela lama, perfurada por vários alfinetes. Os trabalhadores não a descartam com indiferença. Em silêncio, pegam nela, observam e começam a extr...