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POR QUE É QUE NÃO FREQUENTO NENHUMA DAS RELIGIÕES TRADICIONAIS?

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Fora das "Religiões" Tradicionais, Quais Opções Ainda Existem e são Válidas Por: Lino TEBULO linoisabelmucuebo@gmail.com Em primeiro, dou-me bem com todos, não necessariamente como altamente social ou acessível a qualquer um. Quer dizer, não acho hostilidade em nenhum homem que abrece qualquer religião ou crença que lhe apetece. Apenas sou um homem curioso, daqueles que passam horas a olhar o céu estrelado ou a ler sobre o Universo e a mente humana. Quando me perguntam porque é que, até hoje, não adiro a nenhuma das religiões mais comuns que vemos por aí, sejam igrejas cristãs, mesquitas ou templos tradicionais, diferente do radicalismo verbal na resposta como um das pessoas me deu um dia - "ainda não estou desesperado", gostaria que respondesse com sinceridade e sem arrogância. “Eu sou um buscador”, tenho dito para mim mesmo, sem palavra alguma sair da minha boca. “Respeito profundamente o que as religiões trazem às pessoas: sentido para a vida, comunidade, consol...

RAPARIGAS AMBICIOSAS DAS CIDADES AFRICANAS

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Sonhadoras ou Monstras Aliás, Predatoras de expectativas irreais? Nas ruas movimentadas de Nairobi, como nas avenidas de Maputo, vê-se o mesmo retrato: raparigas jovens, muitas delas estudantes universitárias vindas das aldeias, caminhando com passos firmes, vestidas com confiança, o olhar cheio de ambição. À primeira vista, representam o progresso. São o símbolo da mulher africana que estuda, sonha e quer mais. Mas, quando se aproxima, surge outra face: padrões altíssimos que contrastam com uma realidade económica muitas vezes precária. Pode um simples gelado ao almoço revelar um abismo? Esta observação, que circula nas redes sociais e nas conversas de rua, não é mera crítica superficial. É um espelho incómodo da nossa época. O que está por detrás destas “monstras” de expectativas? Não é o mal em si, mas um fenómeno mais profundo: a urbanização acelerada, a influência das redes sociais e a transformação das relações de género no continente africano. Da aldeia para a cidade: a ilusão ...

QUANDO A BELEZA ESCONDE O VAZIO

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O Que Realmente Procuramos Quando Olhamos Para Nós Mesmos? Uma imagem como esta desperta desejo. Mas o que fica depois do desejo passar? Sentada na beira da cama, com o olhar perdido no espelho do telemóvel, ela parece ter tudo: corpo escultural, confiança e presença. Milhares de pessoas param nessa imagem e sentem um aperto no peito. Eu também parei. Mas por outro motivo. Vivemos numa era onde a aparência vale mais que a essência. Uma mulher bonita consegue milhares de likes em minutos. Um texto sobre sentido da vida, superação ou valores mal chega a algumas dezenas de visualizações. É injusto? Sim. É a realidade? Também. A verdadeira pergunta não é “como ficar mais atraente”. É: Quando o desejo passa, o que sobra de nós? A beleza física é real e poderosa, não vale a pena fingir o contrário. Mas ela é temporária. O corpo envelhece, a pele muda, o tempo passa para todos. O que resta é a relação que construímos connosco mesmos: a capacidade de enfrentar as perdas, de suportar pressões,...

A RAINHA DOS BANDIDOS QUE CONQUISTOU O PARLAMENTO

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A Mulher que se Tornou Rainha dos Bandidos e Desafiou o Sistema de Castas na Índia Numa Índia marcada por profundas desigualdades de casta, pobreza extrema e violência contra as mulheres, emerge a história de Phoolan Devi, conhecida como a Bandit Queen . De vítima de abusos brutais a líder de um bando que aterrorizou os opressores, a sua vida simboliza a vingança feroz e a luta por dignidade num mundo que esmaga os mais fracos. Esta narrativa não é apenas de crime, mas de resistência contra um sistema que perpetua a humilhação diária das classes baixas. Phoolan Devi nasceu em 1963 numa família pobre da subcaste Mallah, no estado de Uttar Pradesh. Casada ainda criança com um homem muito mais velho, sofreu abusos constantes. Fugiu, mas enfrentou rejeição e mais violência. Raptada por bandidos, foi repetidamente violada por membros de castas superiores. Escapou e formou o seu próprio grupo, transformando-se numa figura lendária que assaltava aldeias ricas e distribuía parte dos despojos ...

A LIBERDADE INCÓMODA DE SER UM CIDADÃO EXEMPLAR

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O Que Significa Ser um Cidadão Exemplar Ser honesto, não é ser tolo! Lino TEBULO.  Olhe para aquela placa. “DO NOT URINATE HERE”. Ela está ali, seca, imperativa, quase ofendida. Alguém, em algum momento, precisou escrever isto porque o óbvio deixou de ser praticado. E aqui nasce a primeira grande confusão sobre o que significa ser um cidadão exemplar. Muita gente acredita que basta não fazer o que a placa manda evitar. Não urinar ali. Não atirar lixo para o chão. Não gritar depois das dez. Não furar a fila. Não, não, não. Mas será que uma cidadania construída sobre a ausência de infrações é realmente exemplar? Ou será que ela é apenas o mínimo aceitável, um retrato medíocre de quem não causa dano mas também não acrescenta nada? Ser um cidadão exemplar não é um estado de inocência passiva. É um exercício activo de presença no mundo. O indivíduo exemplar não precisa de uma placa a lembrar que o muro alheio não é um urinol. Ele já entendeu que o espaço público é uma extensão da sua p...

MÃO COSTURADA NA BARRIGA/ABDÔMEN

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A Cirurgia Incrível que Salvou um Trabalhador Russo da Amputação Num mundo onde a medicina continua a surpreender, uma cirurgia invulgar vinda da Rússia voltou a chamar a atenção mundial: médicos costuraram temporariamente a mão gravemente esmagada de um paciente dentro da própria barriga dele para evitar a amputação. O caso, ocorrido num hospital de Pyatigorsk, envolveu um trabalhador que sofreu um trauma esmagador na mão, provavelmente numa obra. A lesão era tão grave que o risco de necrose e infecção era altíssimo. Em vez de amputar, a equipa de cirurgia plástica e trauma optou por uma técnica comprovada: criar uma “bolsa” na parede abdominal e inserir a mão danificada no interior. Durante várias semanas, a mão ficou literalmente “dentro” da barriga do paciente. A pele, a gordura e o rico suprimento sanguíneo da região abdominal actuaram como um incubador vivo, fornecendo nutrientes, oxigénio e novos vasos sanguíneos à mão lesionada. Após o período de integração, os médicos separar...

A ILUSÃO DA RIQUEZA FÁCIL

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Porquê o Caminho Curto Quase Sempre Acaba em Beco Sem Saída? Em qualquer avenida e becos, das cidades aos campos, a pergunta surge sempre que a vida aperta, pior nesses dias de crise renovada: qual é a forma mais fácil de ficar rico? Um simples post nas redes sociais revela o que muitos pensam em silêncio. Uns respondem com apostas como o Aviator, outros falam de vender pão, óleo de palma ou produtos consumíveis, há quem sugira apostas desportivas ou até ideias mais radicais.  Mas, no fundo, o que emerge é uma verdade incômoda: a busca pela riqueza rápida expõe uma ferida profunda na nossa sociedade – a impaciência perante o esforço sustentado. Dizia Duas Caras, um dos nossos rappers lusófono, "no atalho da vida fácil, muitos encontraram a norte". Quase isso ou isso. A Sedução dos Atalhos Muitos comentários apontam para jogos de azar ou esquemas digitais. “Aviator”, “apostas” ou “betting” aparecem com frequência. É compreensível. Num país onde o desemprego juvenil é alto e ...