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O QUE REALMENTE NOS ESPERA DO OUTRO LADO?

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O desenho de uma experiência de quase-morte que nos obriga a reflectir sobre a vida Num mundo onde a correria diária nos distrai dos grandes mistérios da existência, surge por vezes uma imagem simples que nos para e nos faz olhar para dentro. Foi isso que aconteceu com o desenho partilhado por Yusuff Shakur , um homem que sobreviveu a uma experiência de quase-morte  e decidiu registar, com linhas humildes, o que viu quando esteve à beira do fim. O esboço não é de um artista profissional. É cru, directo e, por isso mesmo, profundamente tocante. Nele, a Terra aparece na base, com figuras humanas ligadas por finos “ cordões de prata ” que sobem para camadas intermédias. Ali, almas em transição expressam surpresa, resistência ou aceitação. No topo, uma grande esfera luminosa - o Over-Soul , fonte de onde tudo parece emanar e para onde tudo regressa. Uma legenda simples completa a visão: “The highest parent is love”.

O PONTO DE PARTIDA DA COLONIZAÇÃO DO SAGRADO

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Origens da Ridicularização da Espiritualidade Africana Partimos da seguinte questão para acomodar e vaguear numa vasta experiência e busca em literaturas que o mundo digital disponibiliza, acidentalmente ou por alguma razão, que nos remete atenciosamente a reflexões delicadas sobre a espiritualidade no seio africano. Levantado a seguinte questão como uma dessas consequências de exposição a leque de informações relacionadas ao caso: De onde surgiu a ideia da ridicularização das práticas africanas e engrandecimento das tradições estrangeiras? Sem intenção de responder directamente, mas observar a génesis  desse imbróglio, seguem alguns raciocínio como um ponto de partida de uma jornada, que esperamos ainda desenvolver durante o mês de Maio e quiçá, aprender mais sobre o que é sensível, mas real, necessariamente humano se admitirmos que pretendemos evoluir e estar em pé de igualdade com o mundo fora. Ainda que haja riscos e desafios para tal.

VERSÍCULOS NÃO ENCHEM BARRIGA/ESTÔMAGO

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Por que fazer o bem vale mais que postar fé Nos últimos anos, as redes sociais viraram púlpitos digitais. De manhã cedo, o feed já está cheio: versículos da Bíblia, aforismos do Alcorão, imagens com flores e luzes. Tudo bonito, tudo partilhável. Mas fica a pergunta que poucos querem fazer: alguém comeu graças a esses versículos? Alguma criança dormiu melhor porque você recitou uma sura hoje? Não me interprete mal. A fé, seja cristã ou muçulmana, tem valor imenso. As escrituras trazem conforto, guiam escolhas, unem comunidades. O problema não é o versículo. O problema é trocar a acção pela publicação. É acreditar que dar like num post de caridade equivale a visitar um doente. Ou que compartilhar uma mensagem de paz absolve a indiferença com o vizinho. O alarme dos falsos profetas digitais Em Moçambique, vemos isso na pele. Crescem os “pregadores de Instagram” e os “sheiks de TikTok” que vivem de patrocínios, mas nunca puseram os pés numa zona de ciclone para ajudar uma família desaloja...

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR E OS HERÓIS INVISÍVEIS

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Ao Trabalhador Que Não Se Vê, Mas Que Sustenta o Mundo

QUANDO O DNA APAGA A PATERNIDADE E ACENDE A MONSTRUOSIDADE

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Um conto de Bukedea que envergonha a humanidade Foi em Bukedea, num recanto do Uganda onde o sol queima a terra e as histórias de opressão germam sem rebuço, que um homem decidiu reescrever as leis da natureza com a caneta podre da conveniência. Após um teste de ADN revelar que a sua filha de 19 anos, nesse caso criada, educada e amada como sua filha durante quase duas décadas, boom, não era biologicamente sua, o veredicto não foi de desilusão paternal. Foi de oportunismo cru: “Não vou desperdiçar dinheiro a educar uma rapariga tão bonita até à universidade. Agora que não é minha filha, quero que seja minha esposa”. E a jovem, num gesto que mais parece eco de sobrevivência do que consentimento livre, aceitou. Casamento marcado. O que dizer diante de tamanha putrefacção moral sem vomitar as palavras? É preciso esfriar o peito para analisar, mas o que arde aqui não é só o sangue, é a consciência colectiva de uma sociedade que ainda aplaude, ou tolera, a transformação de uma filha em tro...

PAGANDO A CONTA DE UMA FESTA QUE JÁ ACABOU

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O Endividamento Bancário e a Armadilha do Casamento em Moçambique Por O Verbalyzador Há um silêncio particular no rosto de quem vai ao banco todos os meses pagar uma prestação por algo que já não existe. Não é a dor de quem perdeu um bem material - uma casa, um carro, um negócio que faliu. É algo mais fundo e mais complicado: é a dor de quem paga, mês após mês, pela memória de uma festa. Pela lembrança de um dia que correu bem - ou talvez nem isso. Em Moçambique, este silêncio está a tornar-se demasiado comum para ser ignorado.

A CRIANÇA QUE HERDOU A GUERRA

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Esta é a Infância que o Mundo Esquece que Existe Olhe bem para esta foto.  No meio da terra seca, entre cabras magras e arbustos sem vida, um menino sorri. Os dentes brancos contrastam com a pele marcada pelo sol e pela vida dura. Tem uma arma velha atravessada nas costas, como se fosse uma mochila da escola. Os pés descalços tocam o chão poeirento. Nas mãos, não carrega brinquedos, mas sim o peso de uma Kalashnikov. Esta é a criança que herdou a guerra. Não escolheu nascer no meio do conflito. Não pediu para trocar os jogos da infância por balas e medo. Enquanto muitas crianças no mundo sonham com bicicletas e telemóveis, ele aprendeu cedo que a sobrevivência muitas vezes exige carregar uma arma maior do que o seu próprio corpo. Em Moçambique, especialmente no norte, em Cabo Delgado, esta imagem não é apenas uma fotografia do passado. É uma realidade que continua a repetir-se. Grupos armados raptam meninos e meninas, transformando-os em soldados, carregadores ou escudos humanos. ...