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A FAÇA, O MENINO E O ESTIGMA

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Quando o Repatriamento Traz Feridas que não se Veem A imagem de uma criança com uma faca na escola expõe o drama social dos repatriados da África do Sul. Uma reflexão sobre xenofobia, trauma e a sobrevivência que ronda Moçambique. Esse menino foi encontrado com faca na Escola. Rumores: Viu com Tio que veio da África do Sul.

O PRAZER DA JAULA DOURADA

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Como a Indiferença Estrutural nos Transforma em Turistas da Própria Miséria Por Nelson Chitlango * Há uma corrente silenciosa, quase invisível, que tem moldado o ethos de certas camadas da juventude urbana em Moçambique. Não se trata de um movimento político ou de uma agenda social. Trata-se, antes, de uma vibe: a arte de viver alheio aos problemas estruturais do país, tratando a política como ruído, o bairro como cenário e a comunidade como um conceito abstracto e distante.  O foco torna-se exclusivamente a vida interior, os caprichos, a curtição e a vaidade. À superfície, esta postura parece uma conquista de liberdade individual. No fundo, porém, ela esconde um pacto silencioso com a dissonância cognitiva que merece ser escrutinado com lentes filosóficas e sociológicas.

O GESTO DE UM CRIMINOSO QUE EXPÕE OS NOSSOS PADRÕES DUPLOS

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Pouco antes de morrer, o criminoso Mark Read recusou um transplante de fígado Sim, a história é verídica. Mark “Chopper” Read, criminoso australiano notório, declarou em entrevista à ABC News Austrália, em agosto de 2009, que recusava entrar na lista de espera para transplante de fígado. A frase exacta: “ I’m not going to ask for a liver transplant, it’s not fair. I’m 55-years-old; I’m not going to put my name down against some 10-year-old kid .” Ele tinha cirrose hepática (contratada na prisão por hepatite C) e morreu em 2013 de cancro do fígado, sem realizar o procedimento.  Criminoso australiano Mark “Chopper” Read recusou transplante de fígado para não competir com criança.  E se trata-se de um dirigente, político ou desses vossos líderes à monte, qual deles acham que ia ceder? Acompanhe o resto da reflexão clicando AQUI : O CRIMINOSO QUE ESCOLHEU MORRER COM DIGNIDADE .

SE BAIXARES A GUARDA, ELES ACENDEM AS VELAS POR Ti.

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A Lição Vital da Vigilância nas Relações Humanas Somos profundamente fascinados pelos conselhos e lições que vagueiam por aí. Além de usar o nosso escasso recurso ostentando vaidades inúteis e passageiras, sentimo-nos bem quando os partilhamos dessa forma. Imagine, numa mesa simples, copos de plástico ou vidro, risos que ecoam e uma noite que parece apenas mais uma entre amigos, mas que pode esconder-se o momento em que tudo muda.  Quer dizer, um segundo de distração, um olhar que não acompanha o gesto do outro, e o que era convívio transforma-se em armadilha. Se baixares a guarda, mesmo que por um instante, eles podem acender as velas por ti. Paulino Intepo deu-nos lições que ainda serão públicas no tempo oportuno, na sua obra sobre "a Chaga dos Envenenamentos". Onde, retrata sobre as situações de jovens promissores da sua época que partiram desta, para outra por veneno introduzido nas bebedeiras. Esta não é uma história de paranoia vazia, meus senhores. É o reconhecimento ...

UM CRIME QUE ABALA A HUMANIDADE

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Pai Injecta HIV no Filho Bebé para Fugir à Pensão No coração das trevas da condição humana, onde o egoísmo se mistura com a crueldade mais vil, surge uma história que nos obriga a questionar os limites da paternidade e da sanidade. Um homem, técnico de hematologia nos Estados Unidos, decidiu infectar deliberadamente o próprio filho com o vírus da VIH, ainda bebé, na esperança de que a criança morresse e ele escapasse ao pagamento da pensão alimentícia. Este não é um enredo de filme de terror: é a realidade vivida por Brryan Jackson, que sobreviveu para contar o horror.  Em 1991, durante uma hospitalização por asma, Brian Stewart aproveitou um momento sozinho com o filho de 11 meses para injectar sangue contaminado. A mãe, ao regressar, encontrou a criança aos gritos. Anos depois, o diagnóstico de VIH revelou a monstruosidade: o pai, motivado por vingança contra a companheira que recusara abortar e por evitar responsabilidades financeiras, usou o acesso a amostras hospitalares para...

AS TEMPERATURAS ALTAS REVELAM O MISTERIOSO “GREEN BOOTS” NO EVEREST

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O Aquecimento Global Expõe Corpos e Memórias da Tragédia de 1996 Durante quase três décadas, o corpo conhecido como «Green Boots» permaneceu como um marco sombrio nas encostas do Everest, a 8 500 metros de altitude. Graças a testes de ADN, foi finalmente identificado como Dorje Morup, um soldado indiano desaparecido no devastador blizzard de 1996. A Índia prepara agora uma expedição para repatriar os seus restos mortais. @ CerfiaFR: O Green Boots, corpo do soldado indiano - Dorje Morup, à 8500 metros de altitude, no Everest. Este episódio revela uma realidade inquietante: o aquecimento global está a acelerar o degelo dos glaciares, trazendo à superfície corpos de alpinistas outrora aprisionados pelo gelo. O Everest, símbolo da conquista humana, transforma-se também num espelho das nossas vulnerabilidades.   A montanha guarda histórias interrompidas, lembrando-nos que cada vitória sobre a natureza tem um preço. O reaparecimento de Dorje Morup não é apenas uma notícia científic...

A MURALHA DE GELO QUE NÃO EXISTE

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Porque Preferimos o Mistério à Verdade Nua e Crua Por Nelson Munhequete, Chimoio Há qualquer coisa de profundamente humano no fascínio por aquilo que nos é negado. O desejo de que exista um “lado oculto”, uma verdade proibida, um conhecimento guardado a sete chaves por elites sombrias, é tão antigo quanto a própria civilização. O documento que circula em certos círculos, com os seus anéis concêntricos, muralhas de gelo e civilizações perdidas com nomes como Mu, Asgard e Horus, não é mais do que a mais recente encarnação desse anseio milenar. Mas o que acontece quando confrontamos esse desejo com os factos? O que resta do mistério quando a luz da investigação científica incide sobre ele? Ou que tal ser milionário e investir em viagens para descobrir e provar se realmente existe algo que não nos é revelado?