QUANDO O PRAZER INSTANTÂNEO ENTERRA A VIDA EM SILÊNCIO.
As 300 Pedras de um Corpo Sedento que não era Satisfeito Correctamente Uma reflexão sobre saúde, hábitos e a sedução do açúcar Há histórias que, pela sua crueza, funcionam como espelhos. Não reflectem o que vemos, mas o que recusamos ver. O caso de Xiao Yu, uma jovem de 20 anos de Taiwan, é uma dessas narrativas. Internada no Centro Médico Chi Mei, em Tainan, com febre alta e dores lancinantes nas costas, ela descobriu, através de exames, que o seu rim direito estava repleto de mais de trezentas pedras. O seu corpo, silenciosamente, vinha construindo uma espécie de monumento à desidratação e ao excesso. O que há de mais perturbador neste episódio não é propriamente o número impressionante de pedras (que variavam entre 0,5 e 2 centímetros e tinham a aparência de "pequenos pães cozidos a vapor"), mas sim a banalidade da sua causa. Xiao Yu confessou aos médicos que quase nunca bebia água. Em vez dela, há anos que se hidratava com chás açucarados, sumos de fruta e bebidas alcoól...