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O CACHORRO QUE MIJOU NO HÁBITO DA FREIRA

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Quando os Animais Nos Mostram a Nossa Própria Futilidade Num domingo como este, enquanto preparava um artigo sobre religião, deparei-me com uma imagem que me deixou parado. Madrid, 1960. Um homem de terno anota algo com ar sério. Uma mulher elegante observa a cena. Duas freiras, vestidas com hábitos negros longos e imponentes, representam séculos de devoção e autoridade espiritual. E, no meio de tudo, um simples vira-lata, rabo empinado, faz o que os cães fazem sem qualquer cerimónia: mija tranquilamente no hábito de uma das freiras . Não há maldade no gesto. Não há provocação. Para o animal, aquele pano escuro não é símbolo sagrado, não é sinal de consagração nem de separação entre o profano e o divino. É apenas um objecto conveniente — um poste vertical que cheira a humano. O contraste é tão forte que a foto se tornou icónica. Mas, para além do riso inicial, ela esconde uma pergunta profunda: e se os animais nos vissem exactamente como somos… fúteis? Esta imagem toca no coração do a...

O SEGREDO QUE NINGUÉM FALA

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Quando um Casal Reza Junto, o Mundo Pode Tremer Por: Lucas Timóteo Buanar, 69. Mecufi Domingo. O sol em Moçambique nasce e povo ainda mal despontou, já se ouve o canto distante dos primeiros fiéis nas igrejas de cimento e zinco ou palhas e capim, sacos e papelões, em sombras, alpendres, garagens, galpões, armazéns ou edifícios transformados e construídos como centros de adoração. Há qualquer coisa de sagrado neste dia que nos obriga a parar. Não é só o cansaço da semana. É a necessidade de olhar para dentro, de medir a vida pelo que realmente importa. E, para muitos casais moçambicanos, esse olhar começa – ou deveria começar – juntos, de joelhos, diante de Deus. Não se trata de um ritual bonito para fotografia. Trata-se de um acto revolucionário. Num país onde as estatísticas falam de famílias desfeitas pela migração, pelo desemprego, pelas tentações que chegam pelo telemóvel às três da madrugada, rezar juntos é erguer uma muralha invisível. É dizer, sem palavras grandes: “Eu e tu, co...

E SE TODOS OS MOÇAMBICANOS TIVEREM PENTHOUSE?

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A Revolução da IA e dos Robôs que Vai Acabar com a Pobreza Imagina acordar num Maputo onde o sol bate nas janelas de um apartamento alto, com vista para o mar, e o café já está pronto na cozinha inteligente. Sem stress do aluguer que come o salário, sem preocupação se o arroz vai subir outra vez. Parece sonho? Para muitos moçambicanos que ainda lutam para pôr comida na mesa ou encontrar casa decente, sim. Mas o que era ficção científica ontem – o telemóvel, o dinheiro móvel, os drones que já entregam encomendas – hoje é normalidade. E o próximo salto pode mudar tudo. A inteligência artificial combinada com robôs humanoides está a criar uma capacidade de produção nunca vista na história da humanidade. Fábricas que funcionam sozinhas, machambas automatizadas, hospitais geridos por algoritmos, transportes autónomos. O custo de produzir comida, energia, roupa, casas e serviços básicos tende a cair para quase zero. O resultado? Um mundo de abundância onde a escassez que hoje nos sufoca – a...

O LADRÃO AUDACIOSO DO GANA

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Roubar um Veículo Blindado da Polícia e o Que Isso Revela Sobre a Nossa Humanidade. Numa tarde comum nas ruas do Gana, um homem comum transformou-se em protagonista de uma história que parece saída de um filme de acção. O condutor de um veículo blindado da polícia saiu por breves momentos e, nesse instante de descuido, o impensável aconteceu: o veículo foi levado. O suspeito foi detido pouco depois, mas o caso não termina na prisão. Ele abre uma porta para reflexões profundas sobre a natureza humana, a vulnerabilidade das instituições e o espelho que a África contemporânea segura perante si própria. O que leva um ser humano a tentar roubar um tanque de guerra da própria polícia? Não se trata de um erro de cálculo simples. É uma audácia que desafia a lógica. Muitos diriam que “as pessoas têm coragem”, como se o acto fosse fruto de uma mente que, de repente, decide acordar e escolher a missão mais arriscada da vida real. Outros comparam-no a um jogo de vídeo: “ele estava a jogar GTA na ...

COMO PROTEGER AS NOSSAS FILHAS DO MUNDO QUE AS DEVORA?

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Um Alerta que Nenhum Pai Moçambicano Pode Ignorar Numa tarde qualquer em Maputo, um pai abre o telemóvel e o coração para. Ali, no ecrã, uma rapariga que podia ser a sua filha, ainda com o uniforme da escola, faz coisas que nem o mais cruel dos pesadelos ousaria inventar. Noutra esquina do país, uma menina de 14 anos é entregue em casamento a um homem com o triplo da idade. No lar que devia ser refúgio, a violência chega disfarçada de “disciplina” ou de “amor”. E o pai, a mãe, ficam paralisados: como é possível que o mundo lá fora esteja a engolir as nossas filhas enquanto ainda são crianças? Esta não é uma história distante. É a nossa realidade moçambicana, cruamente exposta nas redes, nos tribunais e, pior ainda, dentro de muitas casas. O mundo mudou. O que antes se escondia nas sombras agora viraliza em segundos. E as raparigas, com a inocência ainda intacta, pagam o preço mais alto. O veneno invisível que entra pela porta do telemóvel As filhas de hoje crescem com um mundo inteiro...

ESTE É O TAL PAN-AFRICANISMO?

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A Ideologia Mais Retardada e Inútil que Continua a Enganar África Por: Dr. Abdoulaye Traoré 16 de Abril 2026, Ouagadougou, Mali Como teria sido se tivesse dado certo o projecto? Tal seja por isso que o Julius Malema e entre outros não tenham tido sucessos nas suas abordagens e que ao nível da África, todos líderes tidos como da oposição, não tenham a justiça como a sua aliada. No coração de África, onde as feridas da história ainda latejam, o pan-africanismo surge como uma bandeira colorida que muitos erguem com paixão.  Mas, olhando com honestidade para a realidade que vivemos todos os dias – de Maputo a Lagos, de Nairobi a Luanda –, é impossível não questionar: será que esta ideologia, nascida no século XX com sonhos de união continental, não se transformou na mais inútil e retardada das promessas políticas africanas? Pensemos com calma. O pan-africanismo vende a ideia de que a cor da pele e a história comum criam automaticamente interesses partilhados. Que basta um “nós contra ...

OS DOIS CRIMINOSOS QUE TE ROUBAM SEM ARMA

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Dois criminosos sem arma que levam o teu dinheiro No coração das nossas ruas, nas conversas de bicha no machimbombo ou nos cafés de Maputo, surge uma verdade incómoda: nem todos os ladrões precisam de pistola ou faca para te deixar sem um tostão. Existem dois tipos de criminosos que operam com uma elegância quase poética: um usa o corpo como arma silenciosa, o outro usa o fato e a lei como escudo invisível. Nenhum dispara. Nenhum ameaça fisicamente. Mas ambos saem com o teu dinheiro, a tua dignidade e, por vezes, com um pedaço da tua alma. Pensa bem. De um lado, a figura que a sociedade aponta com dedo: a mulher que transforma desejo em transacção. Ela não força ninguém. Ela simplesmente existe, com curvas que falam mais alto que palavras, com um olhar que promete o paraíso temporário. Tu entras voluntariamente. Pagas. E no dia seguinte acordas mais pobre, mas com a ilusão de que foi escolha tua. É crime? A lei diz que sim, quando se trata de prostituição aberta. Mas será que a lei ol...