HERÓIS MOÇAMBICANOS ONTEM, HOJE E AMANHÃ
Entre o Sacrifício Fundador e a Disputa Pelo Sentido do Heroísmo O 3 de Fevereiro de 2026 volta a encontrar Moçambique num exercício delicado de memória. Celebramos o Dia dos Heróis Moçambicanos evocando, antes de tudo, Eduardo Chivambo Mondlane , assassinado em 1969 por uma bomba dissimulada num livro — um acto que não matou apenas um homem, mas tentou silenciar um projecto colectivo de unidade nacional. Mondlane permanece como símbolo maior da resistência ao colonialismo português , arquitecto de uma ideia rara e ambiciosa: um país plural, unido para além de etnias, línguas e geografias. Mas o que torna o heroísmo moçambicano verdadeiramente singular não reside apenas nas figuras consagradas, repetidas nos discursos oficiais e nos manuais escolares. O extraordinário está, muitas vezes, no que não se vê. Está nos nomes que não foram gravados em estátuas, nas histórias que sobreviveram apenas pela oralidade, nas aldeias onde resistir significava esconder combatentes, partilhar o pouc...

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