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HOMENS QUEIMADOS NO LAR

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A Vergonha que Mata Mais que o Óleo Quente em Moçambique Às vezes dá medo se casar... Olhe para a foto que serve de capa deste artigo. Um homem deitado de bruços, o corpo nu coberto de crostas escuras e feridas abertas que expõem a carne viva. As costas, os ombros, as nádegas – tudo marcado por queimaduras graves, como se alguém tivesse derramado uma panela de óleo a ferver ou água a escaldar em cima dele enquanto dormia ou tentava fugir. Não é uma imagem de guerra. Não é um acidente de trabalho. É o resultado de violência doméstica. E a vítima é um homem moçambicano. @whatsapp "Homens estão a sofrer, e o pior é a vergonha de denunciar." Esta frase, que acompanha a imagem, não é exagero. Mésio, um rapper nortenho, uma vez chamou o público em geral para reflectir sobre o assunto numa das suas músicas. É a dura realidade que se repete nos bairros de Maputo, Matola, Beira, Dondo, Pemba, Manica, etc.  Casos recorrentes, documentados pela imprensa moçambicana e pela Polícia da Re...

A FRANÇA NÃO POUPA NAS HUMILHAÇÕES AOS FRANCÓFONOS

França doa 20 Tendas ao Exército do Benim e vira piada mundial: “Neocolonialismo de circo”

A França conseguiu o impossível: transformar uma doação militar em meme continental. Nesta semana, Paris “ajudou” o Exército do Benim com exactamente, apenas 20 tendas de campanha. Sim, vinte. Com direito a cerimônia oficial, fotos posadas e sorrisos constrangedores.

O um activista panafricanista @marcus_herve explodiu no X em poucas horas e transformou a doação em símbolo máximo do que muitos africanos chamam de “humilhação consentida”. A indignação foi quase unânime: deboche, revolta e uma enxurrada de memes comparando as barracas a “presente de Natal de tio racista”.

Não é caso isolado. Faz poucas semanas a França doou 5 bicicletas à polícia do Gabão — também com pompa e foto oficial. Antes disso, já tinham sido um megafone para o Mali e um barquinho inflável para Camarões. O padrão é claro: equipamentos baratos, ridiculamente simbólicos, entregues como se fossem tanques Leopard.

A reação nas ruas digitais resume o sentimento:

- Chamam líderes francófonos de marionetes, fantoches e “embaixadores da pobreza africana”.

- Acusam Paris de usar essas migalhas para manter a narrativa de “grande benfeitora” enquanto continua sugando urânio, petróleo e controlando o franco CFA.

- Destacam o contraste brutal: países do Sahel (Mali, Burkina, Níger) expulsam tropas francesas e compram drones turcos e russos, enquanto Benin, Gabão e Costa do Marfim ainda posam para foto com barracas ou tendas e bicicleta.

O recado que mais se repete é simples e cortante: 

“Esses países têm orçamento para comprar 10 mil barracas se quiserem. Aceitar isso não é pobreza. É subserviência.”

Em 2025, a França parece não ter recebido o memorando: a era de tratar — mesmo as de acampamento — já não compra mais silêncio nem soberania na África francófona.

E você, ainda acha que é só “cooperação amistosa”?  

Porque, pelo visto, o continente inteiro já entendeu o recado. Aliás, leiam o Cartas de Moçambique, há outra vergonha embaraçosa que ainda doe cabeça só de pensar. 



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