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O CULTO À BUNDA GRANDE

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Libertação Feminina ou Nova Prisão Estética? Nas redes sociais moçambicanas e africanas em geral, o “ rabo grande ” virou religião. Mulheres posam de costas, de lado, sentadas em bancadas, com jeans colados ou vestidos justos que parecem feitos para desafiar a gravidade. Muitas usam hijab ou lenços coloridos, misturando fé, tradição e sensualidade extrema. Para umas, é libertação: “Meu corpo, minhas regras! Celebro minhas curvas africanas!”. Para outras, é só mais uma prisão: um novo padrão estético que pressiona as mulheres a terem quadris impossíveis, cintura fina e um traseiro que “quase senta copo de vinho”. Historicamente, em muitas culturas africanas – incluindo em Moçambique – corpos curvilíneos eram sinal de saúde, fertilidade e prosperidade. Uma mulher “cheia” era desejada, respeitada. Mas o que vemos hoje nas redes não é só celebração cultural. É um culto globalizado, impulsionado por Kim Kardashian , Beyoncé, twerking e, mais tarde, pelo boom das BBL (Brazilian Butt Lif...

A FRANÇA NÃO POUPA NAS HUMILHAÇÕES AOS FRANCÓFONOS

França doa 20 Tendas ao Exército do Benim e vira piada mundial: “Neocolonialismo de circo”

A França conseguiu o impossível: transformar uma doação militar em meme continental. Nesta semana, Paris “ajudou” o Exército do Benim com exactamente, apenas 20 tendas de campanha. Sim, vinte. Com direito a cerimônia oficial, fotos posadas e sorrisos constrangedores.

O um activista panafricanista @marcus_herve explodiu no X em poucas horas e transformou a doação em símbolo máximo do que muitos africanos chamam de “humilhação consentida”. A indignação foi quase unânime: deboche, revolta e uma enxurrada de memes comparando as barracas a “presente de Natal de tio racista”.

Não é caso isolado. Faz poucas semanas a França doou 5 bicicletas à polícia do Gabão — também com pompa e foto oficial. Antes disso, já tinham sido um megafone para o Mali e um barquinho inflável para Camarões. O padrão é claro: equipamentos baratos, ridiculamente simbólicos, entregues como se fossem tanques Leopard.

A reação nas ruas digitais resume o sentimento:

- Chamam líderes francófonos de marionetes, fantoches e “embaixadores da pobreza africana”.

- Acusam Paris de usar essas migalhas para manter a narrativa de “grande benfeitora” enquanto continua sugando urânio, petróleo e controlando o franco CFA.

- Destacam o contraste brutal: países do Sahel (Mali, Burkina, Níger) expulsam tropas francesas e compram drones turcos e russos, enquanto Benin, Gabão e Costa do Marfim ainda posam para foto com barracas ou tendas e bicicleta.

O recado que mais se repete é simples e cortante: 

“Esses países têm orçamento para comprar 10 mil barracas se quiserem. Aceitar isso não é pobreza. É subserviência.”

Em 2025, a França parece não ter recebido o memorando: a era de tratar — mesmo as de acampamento — já não compra mais silêncio nem soberania na África francófona.

E você, ainda acha que é só “cooperação amistosa”?  

Porque, pelo visto, o continente inteiro já entendeu o recado. Aliás, leiam o Cartas de Moçambique, há outra vergonha embaraçosa que ainda doe cabeça só de pensar. 



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