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RÚSSIA DESENVOLVE MOTOR DE PLASMA É REACENDE O SONHO DE MARTE EM 30 DIAS

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Avanço tecnológico real, disputa geopolítica e o futuro da propulsão espacial nuclear Em Fevereiro de 2025, um anúncio oriundo da indústria científica russa voltou a agitar o imaginário colectivo global: o desenvolvimento de um protótipo laboratorial de motor eléctrico de plasma, capaz — em teoria — de reduzir drasticamente o tempo de viagem até Marte, dos actuais cerca de 300 dias para apenas 30 a 60 dias. A notícia rapidamente ultrapassou os círculos científicos e espalhou-se pelas redes sociais, alimentando narrativas de supremacia tecnológica, rivalidade geopolítica e uma nova etapa da corrida espacial. Mas para além do entusiasmo, impõe-se uma leitura mais fria, crítica e estratégica do que realmente está em causa.

POV: A PERDÃO DOS TABUS TRADICIONAIS EM ÁFRICA

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Entre o Progresso/Avanços e o Vazio Cultural Em Moçambique, especialmente no Niassa , onde o povo macua tem raízes profundas, há tradições que moldam a vida desde o nascimento até à morte, lembro-me bem — como muitas crianças da minha geração, nascidas nascidas antes do milénio dois mil— de ser avisado para não olhar para caixões ou urnas fúnebres. Chamávamos isso de “ malavi ”, um termo em macua ou emakua se preferirem, que se refere a tabus ou proibições ligados às cerimónias de morte e outros casos inusitados ou inapropriados.  Acreditava-se que, se uma criança ou adolescente ainda não iniciado visse algo assim, poderia atrair azar para toda a família. Muitas vezes tapávamos o rosto com as mãos ou desviávamos o olhar — e isso não era brincadeira; era parte da cultura, uma forma de proteger os mais novos e manter o equilíbrio espiritual. Esses tabus, chamados de “malavi”, faziam parte de um sistema mais amplo de valores que guiava a comunidade, ensinando respeito, hierarquia ...