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POSITIVIDADE CORPORAL OU GLORIFICAÇÃO DA OBESIDADE?

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Até onde vai o “amor próprio” quando o corpo vira espetáculo? Nos últimos anos, as redes sociais transformaram-se num palco permanente de exibição corporal. Uma foto como esta – uma mulher de pele negra, de costas, com um rabo e quadris que parecem desafiar as leis da anatomia, sentada numa bancada de casa de banho – torna-se viral em minutos. Para uns, é empoderamento puro: “Amo o meu corpo como ele é!”. Para outros, é apenas mais um exemplo de como o movimento da positividade corporal descarrilou e passou a glorificar algo perigoso: a obesidade . O movimento da positividade corporal nasceu com boas intenções. Surgiu para combater a gordofobia , a discriminação contra pessoas com corpos fora do padrão magro imposto pela indústria da moda e da publicidade. A ideia era simples: todo o corpo merece respeito, independentemente do tamanho. Ninguém deve ser humilhado por ser gordo. Até aqui, tudo bem. O problema começa quando o “amor próprio” vira desculpa para ignorar factos científicos...

A 4ª TemPorada ainda tem porada?

Eleições, Manifestações e o Confronto Moçambique vs Mali

Enquanto circulam rumores sobre a remoção de comentários nas redes sociais devido à pressão das denúncias feitas pelos internautas em páginas e perfis de figuras públicas, também há uma onda de desinformação ligada a um jornal norte-americano. Além disso, a comunidade do futebol moçambicano está mobilizada, fazendo apelos quase desesperados na véspera do confronto entre Moçambique e Mali, marcado para o final de semana.

Paralelamente, nos aproximamos da 4ª etapa das manifestações, que foram anunciadas por Venâncio Mondlane e trazem preocupações quanto à possibilidade de ocorrerem pacificamente. O cenário actual é marcado por incertezas, onde a análise dos comentários nas redes sociais revela pouca moderação e uma crescente tensão entre a população e as autoridades. 

Ademais, recentemente, recebemos informações sobre um incêndio em Moatize, Tete, que destruiu um caminhão de carga, um exemplo da tensão que paira sobre o país. Sem mencionar algumas orientações nas redes sociais que dão conta sobre o boicote dos portos e vias de acesso. Algo que poderá prejudicar a economia moçambicana e afectar até aos países vizinhos como o Malawi, Zimbabwe, Zambia, Africa do Sul, etc. 

1. Contexto Histórico e Actual

Desde a independência, Moçambique enfrenta tensões políticas e sociais recorrentes. Manifestações passadas, em resposta a questões eleitorais e demandas por justiça, resultaram em confrontos violentos e repressão policial. Onde os repúdios vinham a sucapa através do saudoso Afonso Dlhakama nas vias tradicionais de comunicação social. 

Hoje, no entanto, as Tecnologias de Informação e Comunicação ampliam a visibilidade e o impacto desses eventos, permitindo que comunidades virtuais se mobilizem em todo o país. Embora essa conexão facilite a união de manifestantes, representa um desafio considerável para as autoridades, que enfrentam dificuldades para conter a escalada das manifestações.

2. Natureza das Manifestações Planeadas 

A "4ª Etapa", anunciada por Mondlane, sugere a paralisação de actividades econômicas, incluindo portos, estradas e fronteiras, o que pode gerar grandes Impactos negativos:

  • Interrupção do comércio e do transporte de mercadorias;
  • Possíveis prejuízos econômicos;
  • Aumento da tensão entre manifestantes e autoridades.

Outro aspecto relevante é o possível boicote relacionado à empresa que esteve na  impressão de boletins e editais eleitorais, uma questão que envolve figuras influentes, como a família Sidat, o qual também está ligado ao desporto rei. Esse cenário adiciona mais complexidade e potencial de conflito, dificultando a previsão de um movimento pacífico.

3. Factores de Risco

Alguns elementos que podem aumentar o risco de conflitos incluem:

  • Histórico recente de repressão policial excessiva;
  • Sensibilidade das questões eleitorais e políticas;
  • Impacto econômico das paralisações.
Ainda que alguns critiquem a postura dos manifestantes e os acusado das várias consequências ligadas à especulações de preços dos produtos da primeira necessidade, há quem culpe outras instâncias por falta de capacidade de gestão de assuntos como estes para terem um desfecho favorável às partes relevantes ao invés de mais gasolina no lume. 

4. Possibilidade de Manifestações Pacíficas

Apesar dos riscos, há a possibilidade de manifestações pacíficas, se olharmos para os seguintes casos:

  • Os organizadores enfatizem métodos não-violentos, algo que parece improvável ao observar o tom dos comentários nas redes sociais;
  • As autoridades respondam com moderação, embora a prática sugira o oposto;a
  • O diálogo entre as partes seja priorizado, uma via que, atualmente, parece bloqueada pela falta de abertura ao diálogo.

É essencial que todos os envolvidos busquem evitar uma escalada de tensões e priorizem a segurança dos cidadãos. Contudo, de um lado há um governo que demonstra arrogância e insensibilidade às demandas populares, enquanto, do outro, o povo expressa desespero, desconfiança e descrença nos processos de governança. É lamentável que, enquanto outros países da região já concluíram seus processos eleitorais e estão avançando em suas transições de governo, Moçambique ainda enfrente atrasos, confrontos, mortes e tensões.

Que Deus salve Moçambique e traga paz ao país.



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