POSITIVIDADE CORPORAL OU GLORIFICAÇÃO DA OBESIDADE?
Retirando os cenários de vandalização e violência registados que ocorrem esporadicamente em forma de aproveitamento de situação, podemos ver o lado que há de positivo nas greves, manifestações e protestos em prol do recente processo eleitoral.
Ou melhor dizendo, os protestos liderados por Mondlane promovem cidadania, consciência crítica e pressionam por reformas em prol da democracia. Dito isto, a seguir apresentamos alguns subsídios, que não advocam o lado negativo, mas sim a intenção expressa pelos manifestantes e outras partes relevantes e segundo a lógica da existência dos actos.
Quer dizer, confrontando a questão e assumindo a base de que manifestações são um instrumento legítimo de promoção da democracia, da liberdade e do despertar da consciência cidadã, é possível argumentar que as manifestações promovidas por Venâncio Mondlane têm sim valores agregados significativos, mesmo em contextos controversos.
As manifestações reflectem um exercício de direitos fundamentais como liberdade de expressão, reunião e protesto. Quando os cidadãos se mobilizam para contestar processos eleitorais ou denunciar injustiças sociais, estão essencialmente pedindo transparência, accountability e reformas, pilares de qualquer democracia saudável.
Sem precisar desencorajar ou fomentar o errado, há que conscientizar a sociedade de que: Mesmo com controvérsias e repressões, essas acções incentivam o engajamento político e a participação activa da sociedade na vida pública, elementos essenciais para a cidadania plena.
As manifestações trazem questões importantes para o centro do debate nacional. Em Moçambique por exemplo, onde o descontentamento social muitas vezes encontra barreiras institucionais para ser canalizado, os protestos podem funcionar como catalisadores para o despertar da consciência colectiva.
Isso significa que a nossa população começa em partes ou colectivamente, a reflectir sobre seus direitos, sobre os abusos do poder e sobre a necessidade de mudança parcial ou radical de todo o sistema.
No caso específico de Mondlane, ao abordar temas como justiça eleitoral, raptos e assassinatos, ele destaca problemas críticos que afectam diretamente a população. Por isso vimos todas classes sociais aproveitando esse momento para protestar a indignação das causas que às motiva.
Isso ajuda a criar uma narrativa de resistência e demanda por reformas, algo que pode inspirar mais pessoas a se unirem por uma causa comum. Olhem apenas no recente fenómeno dos panelanços.
O simples acto de organizar e participar de manifestações, especialmente em contextos onde há repressão, já é um acto simbólico de liberdade. A ideia de uma manifestação ocorrendo dentro da prisão na cidade da Beira em Sofala, ainda que não confirmada, seria um marco para demonstrar que nem a detenção silencia as vozes dos cidadãos.
Este tipo de resistência fortalece a ideia de que a luta por direitos e justiça não é facilmente suprimida.
Os mais informados sabem ou já ouviram dizer que embora manifestações possam gerar danos imediatos (como mortes, ferimentos e detenções), elas frequentemente resultam em mudanças a longo prazo, ainda que graduais.
A história global demonstra que movimentos populares, mesmo inicialmente marginalizados ou reprimidos, podem influenciar reformas políticas, reconfigurar a cultura política e fortalecer movimentos sociais.
Embora haja valores agregados claros, é importante considerar as críticas como:
Riscos de violência - Manifestações mal organizadas podem levar a confrontos desnecessários, prejudicando os cidadãos.
Falta de soluções claras - Se as lideranças não oferecem propostas concretas, o movimento pode ser interpretado como puramente disruptivo.
Concluindo, as manifestações lideradas por Venâncio Mondlane agregam valor ao promover diálogo, resistência cidadã e a luta por justiça e direitos fundamentais ou até básicos da comunidade moçambicana em todas esferas sociais. Independentemente dos desfechos imediatos, o impacto reside em fortalecer a ideia de que mudanças são possíveis e que os cidadãos têm um papel central na construção do futuro do país.
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| Vandalização do super mercado na cidade de Maputo, zona da liberdade: 15-11-2024. |
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