AUTENTICIDADE E AS MARCAS QUE CARREGAMOS NA ALMA
A Sanidade Mental Religiosa ou a Santidade tem Tatuagens? Uma reflexão sobre fé, autenticidade e as marcas que carregamos na alma Há imagens que nos perturbam precisamente porque nos obrigam a olhar para dentro. A fotografia que hoje partilhamos — uma figura de hábito branco e preto, com um halo azul brilhante sobre a cabeça, os braços cobertos de tatuagens florais, um cigarro entre os dedos e uma pistola firmemente segura — é dessas que não nos deixam indiferentes. E talvez seja exactamente esse o seu propósito: questionar onde termina a sanidade mental religiosa e começa a autenticidade da alma. Em Moçambique , terra de forte sincretismo religioso , crescemos a ouvir que santidade rima com pureza, com ausência de mácula. A freira é vista como esposa de Cristo, modelo de renúncia ao mundano. O padre é o pastor imaculado. O sheik, o guardião da retidão. Mas será que esta exigência de perfeição externa não está, ela própria, a empurrar-nos para uma espécie de loucura espiritual? Uma n...