Quando o Ginásio se Transforma em Aplicativo de Namoro Partimos de uma reflexão neutra, depois de ter visto título de um dos jornais da praça se referindo que os guardas dos ginásios é academias reclamava de aumento salarial por causa do que viam nas sessões. Passam alguns meses e nem está ser fácil lembrar qual foi o jornal. Pois, sabesse que antigamente, o ginásio era um espaço de disciplina física, suor e metas pessoais. @Raymond Mzilikazi Hoje, transformou-se num palco de interações sociais onde o treino corporal se mistura com a exibição estética e, muitas vezes, com a sedução. O contacto físico em aulas de alongamento ou yoga a dois tornou-se frequente, e o ambiente, que antes evocava esforço e superação, agora mistura desejo, olhares e proximidade. Essa transformação suscita uma reflexão mais profunda sobre os novos contornos da moral , da confiança e da autonomia nos relacionamentos contemporâneos. Sem mencionar que tão frágeis que são, estes locais tornarem-se numa am...
A imagem fica. O futuro, nem sempre. Passa a grande festa das mulheres e pesadelos para alguns relacionamentos mal estruturado, s compostos por indivíduos ou seres humanos que mal se importam ou pelo menos fingem saber o que querem nos diversos casos. Porém, há outro lado sombrio que marca os momentos dessa festa, que às vezes, o evento acolhe uma celebração comovente e misturada de várias emoções e exageros incontroláveis, etc. Sinal de que nesses ambientes, nos esquecemos frequentemente que vivemos numa época em que a memória já não depende apenas da mente. Depende do ecrã. Depende da ligação à internet. Depende de um dedo que carregou num botão sem pensar nas consequências — ou pensando apenas no instante, sem considerar o amanhã, a individualidade dos envolvidos na captação da imagem em alusão e dentre outros aspectos, relevantes ou não, dependendo dos registos. Nesse contexto, a mulher africana, e a moçambicana em particular, cresce num mundo de contradições cruéis. É-...
O Duplo Padrão que Corrói Relações e Confiança O comentário de um internauta respondendo ao Paulino Intepo , em reacção ao artigo “ A Natureza de Relacionamentos Amorosos no Trabalho ”, publicado no Verbalyzador , levanta uma questão sensível, profunda e recorrente na sociedade moçambicana — e não só: o fenómeno do duplo padrão de comportamento de algumas mulheres casadas, frequentemente resumido numa expressão popular e inquietante: casadas em casa, solteiras no serviço. Este comportamento não é novo, mas ganhou maior visibilidade com a ascensão das redes sociais, a circulação de imagens virais e relatos quotidianos partilhados em grupos de WhatsApp , páginas de Facebook e blogs. Fotografias e cenas que mostram proximidade física excessiva no local de trabalho — mãos entrelaçadas sob mesas de escritório, mulheres sentadas no colo de colegas, abraços prolongados, risos sugestivos, poses provocantes em ambientes profissionais — tornaram-se símbolos de uma erosão silenciosa dos limites...
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