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DA FAMÍLIA EM ISRAEL AO IMPÉRIO RELIGIOSO EM ÁFRICA

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Quando o Cristianismo Deixou de Ser Fé e Se Tornou Negócio “ Christianity left Israel as family, went to England as a religion and ended up in Africa as a business.” Esta frase curta, desconfortável e profundamente reveladora circula há anos como provocação intelectual. Mas será apenas uma hipérbole amarga ou uma síntese histórica brutalmente honesta? Quando observamos o percurso do Cristianismo ao longo dos séculos, percebemos que esta afirmação não é gratuita — ela é um espelho. Este artigo não é um ataque à fé, nem uma negação da espiritualidade cristã. É, antes, uma reflexão crítica sobre como uma mensagem espiritual simples foi progressivamente capturada por estruturas de poder, interesses económicos e mecanismos de exploração, sobretudo em África. 1. Israel: o Cristianismo como experiência familiar e comunitária O Cristianismo nasce em Israel, não como instituição, mas como vivência íntima. Jesus de Nazaré não fundou igrejas, não criou hierarquias, não cobrou dízimos, nem pr...

Ter um único parceiro ou viver em relações múltiplas?

Monogamia vs Poligamia: Imposição Social ou Escolha Natural?

Gira nas redes sociais uma imagem de um homem saudita casado com uma estudante, professora, supervisora e diretora da mesma escola, desperta questionamentos sobre a natureza das relações humanas e a validade da monogamia e da poligamia. Afinal, o que é mais natural para o ser humano: ter um único parceiro ou viver em relações múltiplas? Essa questão tem sido debatida há séculos, envolvendo argumentos biológicos, históricos e culturais. Sei que isso mexe com meus amigos afrocentristas e ocidentais. Mas vamos aos meio termo que é o que o mundo precisa.

A Favor da Poligamia

A ideia de que a poligamia é um traço natural da espécie humana encontra respaldo em estudos da antropologia e biologia evolucionista. Em sociedades ancestrais, a poligamia era uma estratégia reprodutiva comum, permitindo que indivíduos maximizassem sua descendência e fortalecessem laços sociais entre grupos. Muitos primatas, nossos parentes biológicos mais próximos, também praticam relações não monogâmicas, sugerindo que a exclusividade sexual pode não ser a regra fundamental da natureza.

Historicamente, a poligamia foi amplamente aceita em diversas culturas. Civilizações africanas, asiáticas e do Oriente Médio adotaram a prática, e em algumas delas, ela permanece socialmente válida. A monogamia, por sua vez, não é universal e pode ser vista como uma construção sociocultural.

A imposição da monogamia pode ser explicada por fatores econômicos e sociais. O surgimento de sociedades organizadas trouxe a necessidade de garantir heranças e evitar disputas entre descendentes. Religiões abraâmicas, como o cristianismo e o islamismo, consolidaram a monogamia como um ideal moral e espiritual, influenciando a estrutura das famílias ao longo dos séculos.

A Favor da Monogamia

Por outro lado, a monogamia pode ser vista não como uma imposição artificial, mas como uma escolha funcional para a vida em sociedade. Estudos em neurociência indicam que sentimentos como o amor romântico e a fidelidade estão associados à liberação de substâncias químicas no cérebro, como a oxitocina e a vasopressina, que reforçam a conexão entre parceiros. Esse fator biológico sugere que os seres humanos possuem mecanismos naturais para formar laços duradouros.

Além disso, a monogamia proporciona estabilidade emocional e social. Relações monogâmicas tendem a ser mais previsíveis, permitindo maior investimento mútuo entre os parceiros e oferecendo um ambiente seguro para a criação dos filhos. Em sociedades modernas, muitas pessoas escolhem a monogamia não por imposição cultural, mas por preferência pessoal, considerando-a uma forma mais equilibrada de relacionamento.

No Final das Contas...

O debate entre monogamia e poligamia não tem uma resposta definitiva, pois o comportamento humano é complexo e influenciado tanto por fatores biológicos quanto culturais. O que parece evidente é que o ser humano possui uma capacidade adaptativa, podendo viver em diferentes formas de relacionamento conforme o contexto social e histórico. A monogamia pode ter sido incentivada por razões práticas, mas também encontrou bases psicológicas e emocionais para se manter ao longo do tempo.

No fim das contas, a questão talvez não seja qual das formas é mais "natural", mas sim qual delas melhor se adapta às necessidades e valores de cada indivíduo e sociedade.

Ter um único parceiro ou viver em relações múltiplas?

Comentários

  1. O Homem (machos e fêmeas) é por narureza polígamo, mas há de facto um exercício mental que ocorre no qual ele desliga a necessidade de ter mais de um parceiro ou até mesmo de apaixonar-se ou apreciar, sentir atração alguma por pessoa segunda. A fusão entre a os aspectos neurológicos e fisiológicos dependendo daquilo que o Homem (macho ou fêmea) decidi desenvolver e activar comandos em seu próprio corpo. A neurologia é uma quase magia. Há muita coisa que o Homem (fêmeas e macho) é por natureza no entanto é possível desconstruir um mapa mental e introduzir uma nova tendência ou pensamento.

    Aguardo ansioso pelo próximo debate.

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  2. Outro, sim, a própria necessidade sexual pode ser absolutamente desactivada. Tem pessoas que não desenvolvem esta necessidade a 100%. Bloqueios neurológicos naturais ou adquiridos podem induzir ao "desapego por relações sexuais). É interessante como os estudos e experiências científicas são dinâmicas. É um debate aceso e interminável.

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  3. Tantas são as evidências biológicas que atestam a tendência natural dos animais, incluindo o homem, de serem polígamos por sua natureza. Porém, é o psicológico humano que serve de regulador dessa tendência natural da pessoa humana, desafiando sua essência, o que não acontece com os outros animais por serem mais naturais possíveis.
    O equívoco ocorre no não entendimento do que é realmente poligamia, trazendo assim um entendimento erróneo e pejorativo sobre a prática da poligamia. Devemos entender que ter várias relações amorosas (homem com mais de uma mulher) não é propriamente poligamia, aliás, esta tem seus princípios próprios e para que seja considerada como tal devem estar presentes estes princípios que a definem.

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