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O PODER DO NOME NO CASAMENTO

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Mulheres Etíopes e Eritreias Desafiam Tradições Matrimoniais Na maioria das culturas, o casamento é acompanhado por mudanças simbólicas que vão muito além da cerimónia. Uma das mais comuns é a adopção do apelido do marido pela mulher, prática que reforça a ideia de pertença e continuidade familiar. No entanto, na Etiópia e na Eritreia, esta tradição ganha uma forma completamente diferente e profundamente reveladora.   Nestas sociedades, a identidade da mulher não se dissolve no matrimónio. Ela continua a ser reconhecida pelo seu primeiro nome, seguido do nome do pai, e nunca pelo do marido. Este detalhe aparentemente simples carrega uma mensagem poderosa: o casamento não apaga a história individual nem a linhagem paterna.   Trata-se de uma prática que desafia conceções ocidentais sobre identidade feminina e conjugal. Ao manter o nome do pai, a mulher preserva a sua autonomia simbólica e cultural, mostrando que o matrimónio é uma união de vidas, mas não uma fusão de ...

A CEGUEIRA DE UM POVO 🇲🇿 DIANTE DA RIQUEZA QUE ATÉ IRRITA OS DEUSES

Uma Análise Crítica da Exploração de Recursos em Moçambique

Há uma imagem que circula e até virou perfis e temas de outros projectos de consciencialização nas redes sociais e outras plataformas e fóruns resultantes de interacção humana, o qual faz capa desta publicação, servindo também de inspiração para este texto. Uma vez que, é uma metáfora poderosa da cegueira que assola Moçambique.


Ela representa a incapacidade do país de ver e aproveitar as riquezas que estão ao seu redor, enquanto a elite se beneficia da exploração desenfreada dos recursos naturais, deixando a população na pobreza.


A imagem não só revela a incapacidade da "Exploração de Recursos Minerais", ela captura a incapacidade de Moçambique de explorar seus recursos minerais de forma justa e sustentável. As reservas minerais do país, como carvão, ouro e diamantes, são exploradas por empresas estrangeiras e nacionais, muitas vezes em parceria com a elite política. 


No entanto, a população local, que vive nas áreas de exploração, não se beneficia dessa riqueza, ficando à mercê da pobreza, da falta de oportunidades e dos impactos ambientais negativos.


A imagem aparentemente não inclui a a situação de "Gás Natural Liquefeito". Mas podíamos relacionar, uma vez que, quando se olha para o dois senhores, ainda lembram a história da exploração do gás natural liquefeito (GNL) em Cabo Delgado e Inhambane, que também não trouxe os benefícios esperados para o país. 


As promessas de desenvolvimento e geração de emprego não se concretizaram. A pobreza persiste nas áreas de exploração, e os danos ambientais são consideráveis. 


Talvez esteja associado à falta de transparência nos contratos com as empresas multinacionais, que agrava a situação, impedindo o controle social sobre os recursos e seus impactos. Isto não está na imagem, mas lembra esse cenário. 


A imagem não inclui também a questão do "Tráfico de Drogas e Outros Crimes", que são parte do que poucos vêem e sabem dos contornos. Pois, indo mais além, a imagem levanta ainda a reflexão de suspeita de que o terrorismo em Cabo Delgado pode ser uma cortina de fumaça para encobrir outras actividades criminosas, como o tráfico de drogas e de órgãos humanos. 


E que a descoordenação entre as autoridades competentes, a falta de recursos para o combate ao crime e a corrupção endêmica contribuem para a proliferação de actividades ilícitas, que minam a segurança e o desenvolvimento do país.


O que a imagem claramente faz, é expressar o impacto absurdo da "Falta de Conhecimento e Discernimento".


Apesar de tudo, a maior causa só pode residir na falta de conhecimento e discernimento, que impede o povo moçambicano de compreender a realidade e de se mobilizar para defender seus direitos. 


A educação precária, a manipulação da informação pela mídia estatal e a falta de acesso à cultura crítica contribuem para a perpetuação da cegueira diante da riqueza do país. Há muitos assuntos corriqueiros que nos distraem, até mesmo as polémicas dos partidos podem estar no mesmo pacote, se não a questão as greves recorrentes dos professores e médicos. 


Para terminar, a imagem que inspirou este texto é um chamado à acção. Uma chamada de atenção que o povo moçambicano precisa romper com a cegueira e se conscientizar da riqueza que o país possui.


É necessário lutar por uma exploração justa e sustentável dos recursos naturais, que beneficie toda a população. A educação é fundamental para a construção de um futuro melhor para Moçambique, onde a riqueza do país seja utilizada para o desenvolvimento social, econômico e ambiental.



Por: Lino Isabel Mucuebo TEBULO

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