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O VALOR DA ÉTICA DO DINHEIRO DOS HOMENS

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Para a Mulher Moderna, a Origem do Dinheiro do Homem Ainda Importa? Havia uma cena. Um homem de fato azul - uniforme das obras, com marcas de tinta seca e cal acumulada nos ombros — as marcas honestas de quem constrói o que outros vão habitar — rodeado por duas mulheres jovens, vestidas com aquela elegância ensaiada das ruas da cidade. A imagem não precisava de legenda. Ela já fazia a pergunta sozinha. E a pergunta é esta: numa sociedade que cada vez mais confunde valor com preço, ainda importa — para a mulher moderna — saber de onde vem o dinheiro do homem que a corteja? A resposta fácil é a que se diz em público: claro que importa . Nenhuma mulher consciente se deixa envolver por dinheiro mal ganho. Mas a resposta verdadeira é a que se vive na prática, na escolha concreta entre o homem que cheira a esforço e o que cheira a colónia importada paga com dinheiro de proveniência nebulosa. E aí, a honestidade começa a escassear. A Armadilha do Dinheiro Sem História Vivemos num tempo em qu...

O REGISTO QUE O AMANHÃ NÃO PERDOA

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A imagem fica. O futuro, nem sempre. Passa a grande festa das mulheres e pesadelos para alguns relacionamentos mal estruturado, s compostos por indivíduos ou seres humanos que mal se importam ou pelo menos fingem saber o que querem nos diversos casos. Porém, há outro lado sombrio que marca os momentos dessa festa, que às vezes, o evento acolhe uma celebração comovente e misturada de várias emoções e exageros incontroláveis, etc. Sinal de que nesses ambientes, nos esquecemos frequentemente que vivemos numa época em que a memória já não depende apenas da mente.  Depende do ecrã. Depende da ligação à internet. Depende de um dedo que carregou num botão sem pensar nas consequências — ou pensando apenas no instante, sem considerar o amanhã, a individualidade dos envolvidos na captação da imagem em alusão e dentre outros aspectos, relevantes ou não, dependendo dos registos.  Nesse contexto, a mulher africana, e a moçambicana em particular, cresce num mundo de contradições cruéis. É-...

QUANDO A FÉ É DESVIADA

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Como a religião é manipulada por líderes para fins políticos e comerciais. A ideia de que o problema não reside nas religiões em si, mas nas pessoas que as dirigem, interpretam e instrumentalizam, merece uma reflexão séria e honesta, sobretudo num tempo em que a fé se tornou visível tanto como refúgio espiritual quanto como mercadoria simbólica. A religiosidade, enquanto dimensão profunda da experiência humana, nasce do desejo de sentido, pertença, transcendência e orientação moral. Em quase todas as culturas, ela surge como resposta às grandes perguntas da existência e como tentativa de organizar a vida colectiva em torno de valores partilhados. O desvio começa quando essa necessidade legítima é capturada por interesses que nada têm de espirituais. Ao longo da história, observa-se que as religiões, enquanto sistemas de crença, não actuam sozinhas. Elas ganham forma prática através de líderes, instituições, intérpretes e estruturas de poder. É nesse ponto que o risco se instala. Quand...

POR QUE NOS CASAMOS TÃO CEDO?

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O Relógio Cultural do Amor em Moçambique e no Mundo 🍃🍃 “ Casar cedo não é sinal de maturidade; às vezes é apenas o medo de ficar só num mundo que ainda não nos ensinou a estar completos. ”— Paulino Intepo in memória dos casamentos que não realizei. 🕰️ Em Moçambique , a idade média do primeiro casamento é de 22,8 anos, uma das mais baixas do mundo. Em Espanha , por exemplo, as pessoas casam-se em média aos 38,8 anos; na Holanda aos 37,6; e na Noruega aos 36,8. A diferença é gritante — quase uma geração. Mas o que é que explica esta pressa de dizer “sim” num continente onde a sobrevivência ainda pesa mais do que o amor? 💍 Casar cedo, entre nós, é muitas vezes mais uma resposta social do que uma escolha pessoal. É o reflexo de tradições que associam o valor da mulher à fertilidade e o prestígio do homem à sua capacidade de “constituir família”. O amor, quando entra, é um convidado tardio — chega depois das obrigações, dos dotes - lobolos , das bênçãos e das expectativas comunitár...

Sobreviver hoje, para continuar a lutar amanhã!

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 "Sobreviver hoje, para continuar a lutar amanhã" Anónimo   Terminamos a semana sentido o pulsar da nação com vários assuntos e o fenómeno da política moçambicana tira mais uma carta na manga. E, a vida "segue seguindo" nas comunidades onde os efeitos das más decisões e escolhas se fazem sentir e a esperança resurge ainda ameaçada, como sempre, parecendo que há um grupo determinado a não dar trevas ao sofrimento do povo moçambicano.  Foi assim que viemos a reeditar essa matéria de Abril em Agosto de 2024 e agora em 2025 com a figura do novo presidente, nesta semana. Pois, essa frase numa das publicações, por acaso e acompanhada de várias imagens, com alguns breves comentários ou simplesmente, ela só.  Ficamos comovido e optamos em eterniza-lá, embora desconhecendo o autor. Porém, enquanto corre a busca ou esperamos a reivindicação da mesma, surge esta publicação para circundar o impacto da frase. Por favor, que o autor se pronuncie! Pois, ela como um todo, na prime...