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CHINA REVOLUCIONA DOUTORAMENTOS

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Menos Tese, Mais Inovação Prática A China está a transformar profundamente o modelo tradicional de doutoramento , substituindo a dissertação extensa por projectos inovadores com impacto real na indústria e no desenvolvimento nacional . A reforma, aprovada em 2024 e com os primeiros graus práticos concedidos em 2025, marca uma mudança estrutural na educação superior chinesa e pode influenciar o futuro da formação académica global . Em vez de medir o valor doutoral pelo número de páginas escritas ou artigos publicados, o novo modelo privilegia a criação de produtos, protótipos, tecnologias ou soluções aplicáveis. Universidades como a , a e a lideram esta transição, sobretudo nas áreas de engenharia e tecnologia. Os doutorandos são avaliados pela sua capacidade de desenvolver técnicas industriais, componentes tecnológicos ou sistemas inovadores com impacto comprovado e potencial de escalabilidade . A supervisão passa a ser partilhada entre académicos e profissionais da indústria, e ...

Da "vontade de potência" à "inteligência acima da mídia".

Diante do conceito "vontade de potência" em Friedrich Nietzsche me pus a reflectir a reflectir se ele era o caminho para evitar o ressentimento das mídias sociais, quando vi uma postagem que rezava o seguinte: "Admiro quem tem inteligência acima da mídia". 

Uma vez que o conceito de "vontade de potência" em Nietzsche é complexo, mas de forma simplificada refere-se ao impulso humano de expansão, crescimento e auto-superação. 

Nietzsche via a vontade de potência como uma força positiva e saudável se bem direcionada. Já o ressentimento nas mídias sociais muitas vezes surge quando as pessoas se sentem frustradas, impotentes ou invejosas na comparação com outras.

De certa forma, cultivar uma vontade de potência saudável em nossas próprias vidas, buscando sempre crescer e progredir, pode ajudar a evitar cair na armadilha do ressentimento ao scrollar pelas redes sociais. 

Isso porque estaremos mais focados em nossos próprios objetivos e conquistas ao invés de ficarmos comparando nossa existência com uma versão idealizada da vida alheia. Então sim, desenvolver nossa própria vontade de potência pode ser um antídoto ao veneno do ressentimento virtual.

A chave é direcionar essa vontade de expansão a metas positivas, focando no nosso próprio desenvolvimento, e não cair na tentação de querer diminuir ou atacar os outros por qualquer sentido de inferioridade. Assim, esse conceito nietzschiano pode nos ajudar a evitar as armadilhas psicológicas das mídias sociais.


Relação intrínseca da vontade de potência com a frase

Sinto haver uma conexão interessante entre a ideia da "vontade de potência" de Nietzsche para evitar o ressentimento nas mídias sociais e a frase "Admiro quem tem inteligência acima da mídia".

A vontade de potência sobre si mesmo implica em um pensamento independente, não deixando que nossa autoimagem e estado mental fiquem à mercê das narrativas e comparações artificiais promovidas pelas redes sociais.

Do mesmo modo, ter inteligência acima da mídia demonstra a capacidade de desenvolver um pensamento crítico próprio, de analisar as informações recebidas de forma cuidadosa ao invés de simplesmente absorver e internalizar tudo de forma acrítica.

Ambas as posturas denotam certo autogoverno psíquico e discernimento, não permitindo que fatores externos controlem nossa mente e bem-estar. Tanto o cultivo da vontade de potência quanto o desenvolvimento de uma inteligência superior à mídia permitem que guiemos nossos próprios passos de forma autêntica.

Quem desenvolve essas faculdades está menos propenso a cair em armadilhas emotivas como o ressentimento, a inveja e a frustração promovidas por uma superexposição às redes. Consegue enxergar além da superficialidade midiática e tocar sua própria jornada com mais consciência e maturidade.

Portanto, admiro igualmente aqueles que cultivam sua vontade de potência pessoal e aqueles com inteligência proativa além dos conteúdos rasos da mídia, pois ambos desenvolvem autonomia e governedoridade sobre si em meio ao turbilhão das redes.




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