A HIPOCRISIA DAS EXIGÊNCIAS FEMININAS
Assisti através do vidro de embarque enquanto a minha esposa, Sandra, era arrastada pela segurança do aeroporto. Ela gritava o meu nome, a peruca caiu, as mãos no ar.
Eu bebia o meu champanhe, coloquei o telemóvel em Modo Avião e apertei o cinto de segurança.
Não sou uma vítima. Não peço a tua pena. Peço uma salva de palmas.
Dizem que a vingança é um prato que se serve frio. A minha foi servida congelada.
Chamo-me Kelvin. Há seis meses descobri que Sandra, a mulher com quem me casei e que patrocinei até ao Mestrado, dormia com o nosso senhorio.
Não os apanhei na cama. Não vi mensagens. Vi os resultados do teste de ADN dos nossos gémeos.
“0% de probabilidade de paternidade.”
O senhorio — baixo, barrigudo, sempre a reclamar das taxas de manutenção — era o verdadeiro pai das crianças.
Não chorei. Não a confrontei. Não parti garrafas nem gritei como louco.
Fui trabalhar. Sorri em casa. Brinquei com os gémeos.
Mas por dentro desenhei um mapa. Um mapa para sair daquele casamento e entrar numa nova vida.
Sandra tinha uma fraqueza: era obcecada por emigrar. Queria ir para o Reino Unido mais do que queria respirar.
— Amor, consegui o emprego. A empresa de tecnologia em Londres vai pagar tudo: visto, mudança, tudo para a família.
Ela gritou de felicidade. Saltou sobre mim. Ligou para a mãe:
— Mamã, vamos para Londres!
Mas havia uma condição:
— A empresa exige Prova de Fundos na nossa conta nigeriana. Temos de liquidar todos os bens para mostrar que não temos amarras aqui.
Ela aceitou.
Cega pelas luzes de Londres, assinou tudo sem ler.
Vendemos a boutique dela. Vendemos o terreno deixado pelo pai em Lekki (Nigeria). Vendemos as joias.
O dinheiro entrou na minha conta: mais de 45 milhões de nairas.
— Não te preocupes, amor. Converto em libras quando chegarmos a Heathrow.
Falsifiquei os vistos. Sou designer gráfico — foi brincadeira de criança.
Ela fez despedida, doou roupas, humilhou inimigos:
— Vou sair deste país sujo!
Hoje chegámos ao aeroporto às 6h. Eu tinha passaporte verdadeiro e bilhete real para o Dubai.
Ela tinha documentos falsos e ilusões de papel.
Na fila do check-in, disse:
— Amor, vou ao WC. Já volto.
Ela sorriu:
— Anda rápido, Londres está à espera.
Saí pelo acesso traseiro e fui para outro terminal. Sentei-me junto à janela… e vi tudo.
Os funcionários a verificarem os papéis. Os rostos a fecharem. Chamaram o supervisor. Depois a polícia.
Ela gritava:
— O meu marido tem os originais! Está no WC!
Os documentos: falsos.
Crime: falsificação.
Ela procurava-me no meio da multidão.
Enviei-lhe a última mensagem antes do meu embarque:
“O senhorio pode pagar a tua fiança. Os gémeos são dele. As contas também. Boa viagem para lado nenhum.”
Vi o momento em que a alma dela saiu do corpo. Caiu no chão.
O avião começou a rolar na pista.
Senti-me leve.
Tenho 45 milhões de nairas em Bitcoin.
Estou solteiro.
Estou livre.
Alguns dirão que fui cruel. Que fui longe demais.
Se descobrisses que criaste durante quatro anos os filhos de outro homem, pagando escola aos filhos do teu senhorio…
Ias simplesmente embora?
Ou queimavas a ponte, o rio e o barco?
Não traias um homem paciente.
Ele não se zanga.
Ele acerta as contas.
Brindemos à minha nova vida. 🥂
Deixa um comentário se achas que servi bem o prato. 👍
Quer receber os próximos alertas de golpes, denúncias e histórias reais antes de todo mundo? Subscreve grátis AQUI→ (Leva 5 segundos e não tem spam – só o que realmente importa)
Boa, gostei da actuação
ResponderEliminarBem feito
ResponderEliminarSoldado inteligente estás promovido
ResponderEliminar