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CHINA REVOLUCIONA DOUTORAMENTOS

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Menos Tese, Mais Inovação Prática A China está a transformar profundamente o modelo tradicional de doutoramento , substituindo a dissertação extensa por projectos inovadores com impacto real na indústria e no desenvolvimento nacional . A reforma, aprovada em 2024 e com os primeiros graus práticos concedidos em 2025, marca uma mudança estrutural na educação superior chinesa e pode influenciar o futuro da formação académica global . Em vez de medir o valor doutoral pelo número de páginas escritas ou artigos publicados, o novo modelo privilegia a criação de produtos, protótipos, tecnologias ou soluções aplicáveis. Universidades como a , a e a lideram esta transição, sobretudo nas áreas de engenharia e tecnologia. Os doutorandos são avaliados pela sua capacidade de desenvolver técnicas industriais, componentes tecnológicos ou sistemas inovadores com impacto comprovado e potencial de escalabilidade . A supervisão passa a ser partilhada entre académicos e profissionais da indústria, e ...

POR UMA EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA E MOTRIZ

“Por uma educação que nos ajuda a pensar e não que nos ensine a obedecer”

Escrevia sobre isso no canal do WhatsApp “O Verbalyzador” quando a indignação me atravessou o pensamento como um relâmpago: as manobras obscuras de certos líderes religiosos e figuras locais que, aproveitando-se da fragilidade social e educativa, influenciam jovens em distritos como Palma e Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, abrindo espaço para interpretações radicais e discursos de violência que nada constroem para o futuro de Moçambique.

Quase por coincidência, o grupo começou a ferver num debate intenso. E ali ficou claro algo inquietante: onde a educação é frágil, a manipulação floresce. Países pobres em estrutura, mas ricos em recursos, raramente caem por falta de riquezas naturais — caem por falta de formação crítica das pessoas.

Foi então que amadureceu em mim um voto: apostar numa educação de qualidade como prioridade nacional. Antes de colheitas, vêm as sementes. E antes de estabilidade social, vem a formação da mente.

Educação: a raiz de tudo

Tudo o que está estruturalmente mal em sociedades vulneráveis tem ligação directa com falhas educativas. Não se trata apenas de escolas, carteiras e manuais. Trata-se de como se forma o pensamento humano.

Uma educação transformadora não forma repetidores — forma pensadores.

Não forma submissos — forma cidadãos conscientes.

É por isso que a frase que inspira esta reflexão carrega tanta força:

“Por uma educação que nos ajuda a pensar e não que nos ensine a obedecer.”

Talvez não saibamos o autor, mas a ideia é clara: o objectivo da educação não é produzir obediência automática, mas consciência activa.

Obedecer não é pensar

Durante décadas, muitos sistemas educativos treinaram pessoas para aceitar verdades prontas. O resultado? Adultos que:

- Têm dificuldade em questionar;
- Temem discordar de autoridades;
- São facilmente capturados por discursos emocionais e manipuladores.

Pensar por si próprio exige liberdade intelectual para:

- Duvidar;
- Perguntar;
- Investigar;
- Construir respostas.

Quando a educação prioriza apenas a obediência, limita o potencial criativo e crítico das gerações futuras. Forma-se gente que sabe repetir — mas não sabe compreender.

Saber fazer… mas fazer o quê?

Fala-se muito em educação de “saber fazer”. Mas essa pergunta raramente é feita: fazer o quê, e com que consciência?

Sem pensamento crítico, o “saber fazer” pode ser usado para:

- Manipular;
- Explorar;
- Dividir;
- Destruir. 

Com pensamento crítico, o saber transforma-se em:

- Inovação; 
- Resolução de problemas;
- Convivência democrática;
- Progresso social.

Educação e o terrorismo em Cabo Delgado

Se, ao longo dos anos, tivesse havido um investimento profundo numa educação crítica e libertadora nas zonas hoje afectadas pela violência extremista, talvez o cenário fosse diferente.

Uma juventude treinada para:

- Questionar narrativas radicais;
- Reconhecer manipulações; 
- Valorizar a convivência social;
- Compreender o mundo além do discurso emocional,

teria menos probabilidade de ser capturada por promessas ilusórias travestidas de fé, poder ou recompensa futura.

Extremismos crescem onde faltam:
- Oportunidades;
- Sentido de pertença;

Educação não elimina todos os conflitos, mas reduz drasticamente o terreno fértil da manipulação.

Educação começa em casa

A escola não pode carregar sozinha essa missão. A base forma-se em casa:
- No exemplo;
- No diálogo;
- Na forma como os adultos lidam com diferenças;
- Na liberdade que se dá às crianças para perguntar “porquê”.

Mesmo nos contextos difíceis — onde a rua substitui o tecto — a sociedade precisa criar referências positivas que ajudem a moldar homens e mulheres conscientes.

Educação, ética e política

Uma sociedade formada para pensar exigiria muito mais dos seus dirigentes. Talvez já tivéssemos:
- Cultura política de responsabilidade;
- Menor tolerância a promessas vazias;
- Exigência de coerência entre discurso e acção.

Povos que pensam vigiam melhor o poder.
Povos que apenas obedecem tornam-se plateia da própria exploração.

Educação emancipadora, não domesticadora

O que se defende aqui é uma educação que:
✔ liberta o potencial intelectual
✔ forma cidadãos participativos
✔ desenvolve consciência moral
✔ fortalece a capacidade de analisar a realidade. 

Não se trata de atacar crenças, mas de impedir que a fé — qualquer fé — seja usada como ferramenta de manipulação humana. Como diria Paulo Freire, numa metáfora perfeita:

não basta ensinar a boiar — é preciso ensinar a nadar.

Conclusão

A educação que Moçambique precisa não é a que produz silêncio.
É a que produz voz. Não é a que gera medo de questionar. É a que forma pessoas capazes de perguntar, compreender e transformar. Porque no fim, a maior defesa de uma nação não são apenas armas, leis ou fronteiras —
é a mente dos seus cidadãos.

Saudações,

Comentários

  1. A educação torna frágil pela manipulação dos resultados qualitativos e quantitativos de aprendizagem, tudo isso feito para agradar os patrocinadores de alguns projectos.
    Assim sendo a maioria dos estudantes estão mais para obedecer doque criticar as informações.

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