“Por uma educação que nos ajuda a pensar e não que nos ensine a obedecer” Escrevia sobre isso no canal do WhatsApp “ O Verbalyzador ” quando a indignação me atravessou o pensamento como um relâmpago: as manobras obscuras de certos líderes religiosos e figuras locais que, aproveitando-se da fragilidade social e educativa, influenciam jovens em distritos como Palma e Mocímboa da Praia , em Cabo Delgado , abrindo espaço para interpretações radicais e discursos de violência que nada constroem para o futuro de Moçambique . Quase por coincidência, o grupo começou a ferver num debate intenso. E ali ficou claro algo inquietante: onde a educação é frágil, a manipulação floresce. Países pobres em estrutura, mas ricos em recursos, raramente caem por falta de riquezas naturais — caem por falta de formação crítica das pessoas. Foi então que amadureceu em mim um voto: apostar numa educação de qualidade como prioridade nacional. Antes de colheitas, vêm as sementes. E antes de estabilidade so...