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MEDITERRÂNEO OU TÚMULO DOS AFRICANOS DESESPERADOS NOS SEUS PAÍSES

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Quem culpar quando África falha aos seus? Por Elias Marcos Dave O Mediterrâneo tem sido, nos últimos anos, palco de uma tragédia silenciosa, mas profundamente humana. Em 2026, os números são alarmantes: quase mil mortos ou desaparecidos só nos primeiros meses. Para muitos cidadãos africanos, incluindo moçambicanos que acompanham o fenómeno à distância, a pergunta que ecoa nas conversas de rua e nas redes sociais é incómoda, mas necessária: “Será que esta sangria não começa, antes de tudo, pela despreocupação dos nossos próprios dirigentes em construir uma África próspera?” Este artigo não pretende dar respostas fáceis, mas sim abrir a caixa negra de um debate que muitos preferem evitar. A rota da morte como espelho da desilusão A travessia do Mediterrâneo Central, que liga a Líbia e a Tunísia à Itália ou Malta, consolidou-se como a mais mortal do mundo. Em 2026, o aumento de mortes nesta rota ultrapassou os 150% em comparação com o mesmo período de 2025. Por trás de cada estatística, ...

AMAR TRANSCENDE LIMITES E É POR CAUSA DISSO QUE É PERIGOSO

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O Amor é Belo Quando é Inocente e Não Tem a Consciência de Si Há uma beleza particular no amor que ainda não se questionou, que não fez exames, que não pediu provas nem garantias. É o amor que simplesmente acontece, como a chuva que cai sem pedir licença ao céu. Este amor inocente carrega em si uma pureza quase infantil, uma entrega sem cálculo, e é justamente nesta vulnerabilidade que reside tanto o seu encanto quanto o seu perigo. Quando dois corações se encontram sem que nenhum deles tenha feito os exames recomendados — aqueles testes de compatibilidade emocional, de histórico afectivo, de condições psicológicas para ama r — o que nasce entre eles é uma criatura frágil e teimosa. É um amor que desconhece os próprios limites, que ignora os sinais vermelhos, que avança mesmo quando a prudência aconselharia recuo. E talvez seja exactamente isto que o torna memorável: a sua capacidade de existir apesar de tudo, de florescer em terreno não examinado. Este amor inconsciente de si mesmo n...