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A mostrar mensagens de junho, 2026

O ROSTO MAIS CRUEL DO PODER EM ÁFRICA

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Quando a Arma se Volta Contra o Próprio Povo que Devia Defender/Proteger, Falhamos por Completo Há imagens que não precisam de legenda longa para ferir a alma. Uma senhora idosa, curvada pelo peso de sacos e trouxas que carrega na cabeça e nas mãos, caminha com a resignação de quem já viu de tudo. Ao lado, um homem fardado, armado com uma AK-47, aponta-lhe a arma quase como quem aponta um dedo acusador. Não há guerra declarada na imagem. Não há inimigo visível. Apenas uma avó e um uniforme que esqueceu o seu verdadeiro dever. Esta cena, repetida em tantas esquinas do continente, obriga-nos a uma reflexão incómoda - o que acontece quando aquele quem devia proteger se transforma em ameaça? Quando o Estado, em vez de servir o cidadão, o humilha e o reduz a suspeito permanente? É o drama silencioso da economia informal, onde mulheres e idosos carregam o sustento das famílias sobre as costas, enfrentando não só o cansaço físico, mas também o olhar armado de quem deveria garantir a ordem. N...

OS CONTORNOS DA PROSTITUIÇÃO ON-LINE: LIBERDADE OU DESESPERO

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O Lado Oculto das Mulheres que Vendem o Corpo Online Num mundo cada vez mais conectado, onde os ecrãs substituem as ruas e as câmaras captam o que antes ficava escondido, surge uma história que nos obriga a parar e questionar as verdades que damos como certas. Imagine 27 jovens, muitas delas recrutadas em diferentes partes de um país, reunidas num edifício não para estudar ou trabalhar num escritório, mas para se despirem diante de estranhos do outro lado do mundo. Elas não eram crianças inocentes raptadas, mas adultas que, segundo relatos, aceitaram novos nomes para proteger as famílias e ganhavam dinheiro com um público ocidental ávido por conteúdo proibido na sua própria terra. Este cenário não é apenas notícia de uma rusga policial. É um espelho incômodo da nossa era digital. Por um lado, ouvimos vozes que defendem: “São maiores de idade, o alvo são clientes no Ocidente, e estão a tentar ganhar a vida”. Afinal, num tempo em que a economia aperta e as oportunidades parecem reservad...

ENTRE O LANCHE PARTILHADO E AS NOITES NO MATO

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Às Nossas Lindas Crianças de Moçambique e da África No dia 1 de Junho de cada ano, Moçambique veste-se de cores, sorrisos e pequenos gestos de solidariedade. Nas escolas onde as famílias conseguem, os miúdos levam lanchinhos – bolachas, sumo, pão com manteiga ou o que o orçamento permitir – para partilharem com os professores e colegas.  É um dia de convívio, de alegria colectiva, mas também, para muitas crianças do ensino primário, o último dia de aulas antes das longas férias que só terminam em Janeiro. É um costume enraizado em muitas comunidades moçambicanas: o dia em que a escola se transforma num espaço de partilha e de celebração antecipada das férias.  No entanto, por trás dessa imagem colorida, esconde-se uma realidade mais complexa e desigual.  O Lado Luminoso e o Lado Sombrio da Mesma Data Para as crianças de famílias que podem, o 1 de Junho é sinónimo de festa. Levar o lanche, vestir a melhor farda, tirar fotos com os amigos e sentir o orgulho de terminar mai...