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A mostrar mensagens de julho, 2026

O PRAZER DA JAULA DOURADA

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Como a Indiferença Estrutural nos Transforma em Turistas da Própria Miséria Por Nelson Chitlango * Há uma corrente silenciosa, quase invisível, que tem moldado o ethos de certas camadas da juventude urbana em Moçambique. Não se trata de um movimento político ou de uma agenda social. Trata-se, antes, de uma vibe: a arte de viver alheio aos problemas estruturais do país, tratando a política como ruído, o bairro como cenário e a comunidade como um conceito abstracto e distante.  O foco torna-se exclusivamente a vida interior, os caprichos, a curtição e a vaidade. À superfície, esta postura parece uma conquista de liberdade individual. No fundo, porém, ela esconde um pacto silencioso com a dissonância cognitiva que merece ser escrutinado com lentes filosóficas e sociológicas.

O GESTO DE UM CRIMINOSO QUE EXPÕE OS NOSSOS PADRÕES DUPLOS

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Pouco antes de morrer, o criminoso Mark Read recusou um transplante de fígado Sim, a história é verídica. Mark “Chopper” Read, criminoso australiano notório, declarou em entrevista à ABC News Austrália, em agosto de 2009, que recusava entrar na lista de espera para transplante de fígado. A frase exacta: “ I’m not going to ask for a liver transplant, it’s not fair. I’m 55-years-old; I’m not going to put my name down against some 10-year-old kid .” Ele tinha cirrose hepática (contratada na prisão por hepatite C) e morreu em 2013 de cancro do fígado, sem realizar o procedimento.  Criminoso australiano Mark “Chopper” Read recusou transplante de fígado para não competir com criança.  E se trata-se de um dirigente, político ou desses vossos líderes à monte, qual deles acham que ia ceder? Acompanhe o resto da reflexão clicando AQUI : O CRIMINOSO QUE ESCOLHEU MORRER COM DIGNIDADE .

SE BAIXARES A GUARDA, ELES ACENDEM AS VELAS POR Ti.

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A Lição Vital da Vigilância nas Relações Humanas Somos profundamente fascinados pelos conselhos e lições que vagueiam por aí. Além de usar o nosso escasso recurso ostentando vaidades inúteis e passageiras, sentimo-nos bem quando os partilhamos dessa forma. Imagine, numa mesa simples, copos de plástico ou vidro, risos que ecoam e uma noite que parece apenas mais uma entre amigos, mas que pode esconder-se o momento em que tudo muda.  Quer dizer, um segundo de distração, um olhar que não acompanha o gesto do outro, e o que era convívio transforma-se em armadilha. Se baixares a guarda, mesmo que por um instante, eles podem acender as velas por ti. Paulino Intepo deu-nos lições que ainda serão públicas no tempo oportuno, na sua obra sobre "a Chaga dos Envenenamentos". Onde, retrata sobre as situações de jovens promissores da sua época que partiram desta, para outra por veneno introduzido nas bebedeiras. Esta não é uma história de paranoia vazia, meus senhores. É o reconhecimento ...