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A BELEZA ALÉM DA MEDIDA

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Uma Reflexão Natural Sobre a Atracção por Mulheres Cheinhas Hoje, ao reflectir sobre a complexidade do desejo humano, deparei-me com uma questão que, na sua aparente simplicidade, toca em aspectos profundos da nossa natureza: “É normal sentir atracção por mulheres cheinhas ?”. Esta indagação, que surge no espaço público, merece mais do que uma resposta breve. Merece uma viagem pelas ciências, pela história e pela própria alma humana, para compreendermos que a atracção, longe de se curvar a padrões rígidos, é um fenómeno tão diverso quanto a própria humanidade.

O DESPREZO DE CLASSE MISTURADO COM RACISMO INTERNALIZADO

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Pedir desconto na rua: a humilhação que sabemos fazer tão bem Há uma, duas ou mais fotografias que não me sai da cabeça: uma mana idosa, sentada no chão poeirento, cabeça baixa, mãos postas como quem reza, uma bacia azul com quiabos e dois cachos de banana à frente, ou outro produto mas caseiro ou aquele de mukero , mesmo. Parece uma imagem de luto. E é. É o luto diário de quem vende a própria dignidade a retalho. Em Moçambique , temos um talento especial: pagamos 800 meticais por um bife mal passado num restaurante com ar condicionado, damos 100 de gorjeta ao empregado só porque sorriu, passamos o cartão no Shoprite sem olhar para o total, mas quando chegamos diante daquela mana da bacia, daquele miúdo que pedala 40 km com sacos de carvão, daquela jovem que traz peixe da Costa do Sol às costas, viramos leões de negociação. De repente, 50 meticais pelo molho de matapa é “roubo”, 30 meticais pelos quiabos é “exagerado”, e ainda exigimos bacela como se fosse direito constituciona...

O AMOR NÃO É UM PALCO

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A Ilusão da Performance e o Colapso da Intimidade Moderna Durante esta semana, fui surpreendido por um padrão inquietante que se repetia nas conversas, nos posts e nos pequenos desabafos espalhados pelas redes sociais . Brigas entre casais, acusações recíprocas, insatisfações íntimas, reclamações sobre a “performance” dos parceiros e, por vezes, desilusões construídas a partir de expectativas mal definidas . Tudo isto era apresentado como se alguém, algures, tivesse obrigação de possuir a resposta certa, o gesto certo, a posição certa, a atitude certa — uma espécie de manual emocional que ninguém escreveu, mas que todos parecem exigir, pois, até algumas televisões e rádios propalaram sobre isso. Ao observar este mosaico de inquietações, concluí que não se trata apenas de crises individuais. É o reflexo de algo maior: o impacto da mídia, da cultura de exibição e da forma distorcida como as redes sociais moldam as nossas relações. Nunca tive uma opinião definitiva sobre este fenómeno —...