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CASADAS EM CASA, SOLTEIRAS NO SERVIÇO

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O Duplo Padrão que Corrói Relações e Confiança O comentário de um internauta respondendo ao Paulino Intepo , em reacção ao artigo “ A Natureza de Relacionamentos Amorosos no Trabalho ”, publicado no Verbalyzador , levanta uma questão sensível, profunda e recorrente na sociedade moçambicana — e não só: o fenómeno do duplo padrão de comportamento de algumas mulheres casadas, frequentemente resumido numa expressão popular e inquietante: casadas em casa, solteiras no serviço. Este comportamento não é novo, mas ganhou maior visibilidade com a ascensão das redes sociais, a circulação de imagens virais e relatos quotidianos partilhados em grupos de WhatsApp , páginas de Facebook e blogs. Fotografias e cenas que mostram proximidade física excessiva no local de trabalho — mãos entrelaçadas sob mesas de escritório, mulheres sentadas no colo de colegas, abraços prolongados, risos sugestivos, poses provocantes em ambientes profissionais — tornaram-se símbolos de uma erosão silenciosa dos limites...

ISHOWSPEED E O ESPELHO AFRICANO

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Quando um Estrangeiro Promove a África Melhor que as Nossas Celebridades Num continente de culturas vibrantes, tradições milenares e paisagens arrebatadoras, há uma ironia difícil de ignorar: um jovem americano está a fazer mais pela promoção positiva da África do que muitas das nossas próprias celebridades. A reflexão ganhou força após um post do utilizador @Shadaya_Knight na rede social X, que resumiu a situação com uma clareza desconcertante: “IShowSpeed has done more than our own African celebrities in actually marketing Africa to the rest of the world… He is actually showing it's cool to be African.” As imagens que acompanham esta observação mostram IShowSpeed imerso em comunidades tradicionais africanas: carregando objectos à cabeça, vestindo trajes tribais, interagindo com guerreiros Maasai. Não como figurante turístico, mas como participante activo. Essas imagens funcionam como um espelho desconfortável para as elites culturais africanas, incluindo as de Moçambique. 🌍 Um ...

O BISPO QUE TEM MAIS MEDO DAS TRANÇAS DO QUE DO DIABO

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O escândalo do Crisma negado em Lichinga Se nós negros fossemos pessoas normais com a consciência no lugar, esse acto de terminaria o fim, ou pelo menos a decadência da Igreja Católica em Moçambique. Quer dizer, se fossemos pessoas racionais a igreja gastaria bilhões por muitos anos para se recuperar. Ao menos, se esse artigo chagasse aos de mais saberiam algo importante do que não foi um acto puramente simples. Mas prontos...  A fotografia correu o país como fogo em capim seco e gasolina: um jovem de joelhos, de cabeça baixa, diante de dom Atanasio Amisse Canira , bispo de Lichinga , que lhe nega o sacramento da Confirmação porque o rapaz ousou apresentar-se com tranças no cabelo. O ano era 2025, mas lembra-nos os contos que davam conta sobre Jawas ou Yaos que dizem que se alimentavam da carne dos corpos de padres mortos em resistência a submissão na altura da penetração colonial, e, em pleno século XXI, a Diocese de Lichinga decidiu que a graça do Espírito Santo pode ser bloq...