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ABUSO DA VIGILÂNCIA DIGITAL E A FRAGILIDADE DA PRIVACIDADE.

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Quando a Vigilância Digital Se Torna Arma de Vingança e a Ilusão da Segurança Pública Numa era em que a tecnologia avança a um ritmo vertiginoso, superando a nossa capacidade colectiva de regular os seus impactos, um caso recente nos Estados Unidos ecoa como um alerta estridente para a humanidade inteira. Um xerife no estado da Louisiana foi demitido após utilizar câmaras de leitura automatizada de matrículas (conhecidas como Flock) para rastrear a placa do veículo da sua ex-noiva mais de 3.000 vezes. O panóptico íntimo fez com que um xerife rastreasse a ex-noiva 3.000 vezes. Este não é um incidente isolado ou um mero erro de sistema; trata-se do décimo terceiro agente da lei, a nível nacional, a ser demitido ou suspenso por violar o uso ético e legal destas mesmas ferramentas. Para além das fronteiras geográficas onde o facto ocorreu, esta narrativa impõe uma reflexão profunda sobre o abismo entre a segurança prometida e a vigilância imposta. No cerne desta questão reside uma das mai...

CONHEÇA O "ESTADO" QUE TRANSFORMA A ESTRADA EM CRIME

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Quando as Câmaras te Seguem até Onde a sua Liberdade Começa. Polícia americana usa câmaras Flock para transformar viagens legais em motivo de busca. Até onde vai a nossa privacidade? Numa América que se vangloria de ser a terra da liberdade, um homem cruza a fronteira do Wisconsin para o Michigan. Compra canábis legal. Regressa. É parado. A viatura é revistada. O motivo? As câmaras Flock registaram que ele “viaja frequentemente para o Michigan, Estado conhecido como fonte de marijuana porque aí é legal”. Não havia cheiro prévio, não havia denúncia concreta, não havia flagrante. Havia apenas o padrão de deslocação capturado por uma rede de leitores automáticos de matrículas partilhada entre milhares de corporações policiais. O padrão bastou. O padrão virou “causa provável”. Eis a nova gramática do poder: o movimento livre deixa de ser direito e passa a ser indício. O que ontem era deslocação legítima, hoje é suspeita estatística. O cidadão já não precisa de cometer crime. Basta circula...