A CUMPLICIDADE SILENCIOSA NA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Um Chamado à Consciência ao Deboche que Mata Há uma verdade incómoda que teima em ser ignorada: a violência contra a mulher não se resume ao acto físico do agressor . Ela é precedida, acompanhada e, muitas vezes, celebrada por uma legião de cúmplices que nunca tocam na vítima, mas que lhe roubam a dignidade com palavras, risos e silêncios. O que vemos repetidamente nas redes sociais e nas conversas de corredor é a manifestação de uma ferida profunda na nossa sociedade. Homens que passam dias a debochar de uma mulher, a sugerir, a insinuar, a reduzir a sua dor a uma anedota obscena. Enquanto uma franja (felizmente minoritária, mas barulhenta) comete os actos mais bárbaros, a maioria contenta-se em ser plateia. E nesse papel de espectador que se delicia, torna-se parte activa do problema. Esta dinâmica perversa revela o quanto a violência de género é estrutural e sistémica. Não é um desvio de conduta de alguns indivíduos; é um fenómeno social que transcende fronteiras e classes, aliment...