A BONECA CRAVADA COM ALFINETES ENTERRADA POR BAIXO DE UMA OBRA

Quando o Invisível Desafia o Progresso Humano

Escrevera uma vez a renomada escritora moçambicana, Paulina Chiziane na sua obra: O Sétimo Juramento, enquanto um dos jornalistas da velha nossa Rádio Moçambique a partir do Chimoio, na Província de Manica, reconhece que "são coisas da nossa terra", que no entanto, o Verbalyzador tem a tarefa fatídica de descreve-las e imortalizar nesse canto onde o estimado leitor, por alguma circunstância acessou. O que achamos que não foi por mero acaso, há um propósito nisso. 

Trabalhadores de um estaleiro descobrem boneca de juju cheia de alfinetes enterrada e removem-nos cuidadosamente para libertar alguém preso espiritualmente.

Imagine um canteiro de obras onde o ruído das máquinas anuncia construção e avanço. De repente, a terra abre-se e entrega um segredo sombrio: uma figura humana tosca, escura pela lama, perfurada por vários alfinetes. Os trabalhadores não a descartam com indiferença. Em silêncio, pegam nela, observam e começam a extrair os alfinetes um por um, proclamando, a cada retirada, que a pessoa representada por aquela boneca está finalmente liberta.

Este acto singelo convida-nos a uma reflexão profunda sobre o que realmente move o mundo. Nas tradições que reconhecem o poder da magia simpática, o objecto não é mera representação - é extensão. Cada alfinete cravado simboliza e, para muitos, concretiza um bloqueio: oportunidades fechadas, saúde comprometida, progresso travado, como se alguém tivesse decidido amarrar o destino alheio por meio de inveja ou maldade. Retirá-los não é superstição passageira; é um gesto de rebelião contra o invisível, um acto de restituição de liberdade.

Alguns observadores vêem aqui uma dimensão espiritual maior. Recordam que a luta humana não se resume ao que se vê ou toca: “Não é contra carne e sangue que lutamos, mas contra principados, contra potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas.” (Efésios 6:12). A boneca torna-se, neste olhar, um instrumento de forças que operam nas sombras. O acto dos trabalhadores ganha contornos de intercessão - um confronto silencioso onde a fé e a intenção se unem para romper cadeias que a razão sozinha não dissolve.

Outros destacam o impacto prático e existencial. Há histórias de vidas que só florescem tardiamente, como se um nó invisível tivesse retardado o sucesso até ao momento certo. Quando os alfinetes saem, parece que o tempo retoma o ritmo. A estagnação dá lugar ao movimento. O ritual, mesmo simples, cria um marco: antes, amarrado; depois, livre para avançar.

O cenário amplifica a lição. Num lugar de betão e ferro, símbolos da modernidade que promete controlar tudo, surge um artefacto antigo que recorda os limites do material. O progresso constrói edifícios, mas não apaga as crenças profundas que habitam o coração humano. Pelo contrário: ao escavar a terra para lançar fundações, expõe-se o que estava enterrado - literal e metaforicamente. Mostra que, mesmo no século XXI, o ser humano continua a navegar entre o visível e o invisível, entre a ciência e o mistério.

Do ponto de vista psicológico, o ritual oferece catarse e empoderamento. Em vez de se render ao destino ou ao “azar”, a pessoa (ou quem actua por ela) intervém activamente. A acção concreta - retirar os alfinetes - gera esperança, reduz ansiedade e reforça a sensação de controlo sobre o que parecia incontrolável. Mesmo que cépticos vejam apenas placebo, o efeito sobre a mente e sobre a motivação é real e transformador.

Há quem associe a cena a um enredo de terror, e a imagem realmente arrepia: uma figura humana enterrada, perfurada, esperando ser descoberta. Mas ir além do susto revela algo mais humano. O medo do desconhecido é universal. Ele revela a nossa vulnerabilidade perante forças que não dominamos - inveja alheia, palavras tóxicas, traumas não resolvidos - e a nossa capacidade de reagir com coragem.

No essencial, este episódio interpela cada um de nós:  

Quais alfinetes invisíveis nos imobilizam hoje?  

Medos enraizados, crenças limitadoras, influências negativas que ainda perfuram o nosso potencial?  

E como buscamos a nossa libertação - por meio de rituais, oração, introspecção ou acção determinada?

Os trabalhadores, com as mãos sujas de terra e o coração aberto ao invisível, recordam-nos uma verdade antiga: a liberdade muitas vezes começa com um gesto simples, mas carregado de intenção. Não é preciso entender tudo para agir. Basta acreditar que é possível romper as amarras.

Porque a maior prisão talvez não esteja na boneca enterrada, mas na resignação de quem pensa que nada pode fazer contra o que não vê. E, ao contrário, cada alfinete retirado é um lembrete vivo: a libertação está mais perto do que imaginamos, muitas vezes basta estender a mão e puxar.

E não perdemos nada além de ganhar no plano astral, se partilhamos artigos como estes com mais pessoas nas várias plataformas. Pois, partilhar é também uma forma de amar, libertar e salvar alguma alma presa algures, que eu deparar-se com conteúdos como estes, permaneça a lição, que antes da carregar a maldição para quem liberta os outros, tenha o dobro de luz e protecção do libertado e de quem o prendeu. 

Que Deus abençoe a si e aos seus de mais compatriotas presos com Alfinetes e amarras Invisíveis que precisamos desprender. Uma vez que o barco apesar de seguro no cais ou num porto, não ali o seu propósito.

Vides o video AQUI

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