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“PAGA PARA MIM, SOU TEU PROFESSOR”

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Quando a hierarquia se dissolve na bebedeira Uma análise do caso que abala a Escola Secundária da Liberdade, na Matola, e expõs as fragilidades das relações de autoridade dentro e fora da sala de aulas. Não são raras as vezes que há esse cenário de violência no ambiente escolar, se não for entre professores e alunos, como nesse caso, tem havido também situações entre professores, alunos e até entre alunos e os agentes de serviço, etc.  Foi numa barraca, dessas de esquina com bancos de madeira e garrafas vazias a fazer de cinzeiro, que a linha ténue entre o respeito institucional e a mais crua falta de limites foi atravessada. Um aluno da Escola Secundária da Liberdade, no município da Matola, como dizem, agrediu fisicamente o seu professor durante uma sessão de consumo de bebidas alcoólicas. O motivo? A segunda rodada. Segundo testemunhas, o encontro entre ambos acontecera fora do contexto escolar, longe dos quadros, do giz e dos manuais que a cada ciclo governamental se escasseia...

Será Uma Ilusão do Retorno ao "ILIMITADO"? Ou Será "Ingratidão" Exigir Mais?

O Jogo de Cartas das Operadoras de Telecomunicações em Moçambique causado pelo INCM. 

Não resta dúvida que o INCM estragou as boas relações entre os clientes com as Operadoras das Telefonias Móveis, particularmente as estrangeiras Vodacom e a Movitel. Típico de que que nenhum forasteiro deve beneficiar o povo moçambicano. Vimos isso com a situação dos transportes aéreos, as empresas estrangeiras, que foram sabotadas por dar oportunidades aos pobres de voar a preços acessíveis. 

A saga das tarifas das telecomunicações em Moçambique tem sido um jogo de gato e rato, nos últimos tempos, entre as operadoras advogadas pela agitação "desnecessária" do INCM e os consumidores. Após a revolta popular contra o aumento substancial das tarifas, as operadoras parecem ter encontrado uma maneira astuta de acalmar os ânimos entre o INCM e os Clientes, mas sem realmente atender às demandas dos consumidores. Será difícil agradar os dois. 

O retorno do aclamado pacote "ilimitado" é, na verdade, uma ilusão cuidadosamente orquestrada. Sim, as chamadas e SMS são restabelecidas nos valores anteriores, mas os dados móveis, a commodity mais valiosa nos tempos modernos, permanecem drasticamente reduzidos. É como oferecer um pacote de viagem com passagens aéreas gratuitas, mas cobrar uma fortuna pelo hotel e refeições.

Essa manobra das operadoras é semelhante às tácticas enganosas de alguns comerciantes inescrupulosos que inflacionam os preços e, em seguida, colocam uma etiqueta de "promoção" para criar a ilusão de uma barganha. É uma prática fraudulenta e uma afronta à inteligência dos consumidores. 

Exemplo: 

Açúcar = 100 Mt por Kg - anterior 

Agora - Promoção: 120 Mtn por kg. 

A questão fundamental aqui é a falta de transparência e a desconexão entre as operadoras e as reais necessidades dos consumidores, que o INCM teima em perceber e atender. Ao invés de um diálogo aberto e uma compreensão mútua, estamos testemunhando um jogo de cartas onde as operadoras estão tentando ditar as regras e manipular a percepção pública.

É ainda incompreensível que as operadoras enfrentem desafios financeiros e precisem de ajustes tarifários, o que alguns dizem em conlio com o INCM, mas essa não é a maneira correcta de abordar a questão, segundo a ARC. Ao invés de enganar os consumidores com pacotes ilusórios, as operadoras deveriam envolver todas as partes interessadas, incluindo o governo, reguladores e representantes dos consumidores, em um diálogo construtivo e transparente.

Somente através de uma abordagem colaborativa e baseada em compromissos mútuos, poderemos encontrar uma solução justa e sustentável para o sector de telecomunicações em Moçambique. Aliás, pese embora todos aspectos estratégicos de desenvolvimento parece não merecerem atenção concreta nesse país. 

Enquanto isso, é crucial que os consumidores permaneçam vigilantes e não sejam enganados por tácticas enganosas disfarçadas de "promoções". Pois, de governantes, autoridades e dirigentes há que se duvidar se temos ultimamente. Quanto mais vemos comicionistas, lobbistas, etc. Entre outros actores mercantilistas no poder sobre um povo pacífico que todos têm cede de explora-lo e reprimi-lo até onde poderem. 

Valha-nos Deus, se existe algures, que a liberdade de escolha e a transparência fossem os pilares de um mercado saudável em Moçambique. Pois, seria esta a hora de as operadoras reconhecerem que os consumidores não são meros peões em um jogo de cartas, mas parceiros iguais nessa jornada.

Evaristo Pereira dos Santos
eva301023@gmail.com 

Maputo, 20 de Junho de 2024.

Outro porém, a Movitel parece estar agastada com os jogos de cintura do governo.


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