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MUDARAM O GOVERNANTE, A HUNGRIA AINDA ENTRA EM CHOQUE

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Novo Primeiro-Ministro Promete Prender Netanyahu – A Virada que Abala a Europa e Testa a União Não será uma tesão de mijo dos primeiros dias? Porque no coração da Europa Central, um anúncio que parece saído de um filme de espionagem internacional acaba de abalar as estruturas diplomáticas: o recém-eleito primeiro-ministro húngaro declarou, sem rodeios, que Benjamin Netanyahu será detido mal ponha os pés em território húngaro. Esta declaração, que surge dias após a tomada de posse, não é mera retórica de campanha. Ela abre uma janela para reflectirmos, com profundidade, sobre as expectativas que depositámos no novo regime e sobre o que esta postura revela acerca do futuro da Hungria no tabuleiro geopolítico global. Muitos de nós, observadores atentos das dinâmicas europeias, imaginávamos que o fim da era Orbán traria uma visão mais alinhada com os valores da União Europeia – uma Hungria menos isolada, mais integrada no projecto comum, menos propensa a flertes com líderes autoritários o...

“PAGA PARA MIM, SOU TEU PROFESSOR”

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Quando a hierarquia se dissolve na bebedeira Uma análise do caso que abala a Escola Secundária da Liberdade, na Matola, e expõs as fragilidades das relações de autoridade dentro e fora da sala de aulas. Não são raras as vezes que há esse cenário de violência no ambiente escolar, se não for entre professores e alunos, como nesse caso, tem havido também situações entre professores, alunos e até entre alunos e os agentes de serviço, etc.  Foi numa barraca, dessas de esquina com bancos de madeira e garrafas vazias a fazer de cinzeiro, que a linha ténue entre o respeito institucional e a mais crua falta de limites foi atravessada. Um aluno da Escola Secundária da Liberdade, no município da Matola, como dizem, agrediu fisicamente o seu professor durante uma sessão de consumo de bebidas alcoólicas. O motivo? A segunda rodada. Segundo testemunhas, o encontro entre ambos acontecera fora do contexto escolar, longe dos quadros, do giz e dos manuais que a cada ciclo governamental se escasseia...

A ARTE DE TRANSFORMAR O BANAL EM ÍCONE E ÍCONE EM PRODUTO VIRAL 🥵

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Quando a Embalagem Vira Roupa — e o Luxo Vira Piada Há uma cena que o século XXI repetiu tantas vezes que já ninguém estranha: uma grife de moda de luxo apresenta uma peça absolutamente absurda, o mundo inteiro ri, partilha, indigna-se, e dois dias depois o artigo está esgotado. O ciclo é tão previsível quanto o próprio absurdo que o alimenta. Desta vez, o motivo da gargalhada e da comoção é um conjunto de camisa e calções — se é que se pode chamar assim — inteiramente construído a partir de caixas de cartão ondulado, daquelas que chegam até à nossa porta com etiquetas "FRAGILE" a vermelho, fita-cola de embalar e o logótipo inconfundível de um gigante do comércio electrónico. O preço? Cerca de dez mil dólares americanos. O escândalo? Nenhum. Ou talvez, precisamente, tudo. Importa contextualizar. A casa por detrás desta peça não é uma recém-chegada às polémicas. Sob a direcção criativa de Demna — o designer georgiano que transformou uma maison centenária num laboratório perma...

O REGISTO QUE O AMANHÃ NÃO PERDOA

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A imagem fica. O futuro, nem sempre. Passa a grande festa das mulheres e pesadelos para alguns relacionamentos mal estruturado, s compostos por indivíduos ou seres humanos que mal se importam ou pelo menos fingem saber o que querem nos diversos casos. Porém, há outro lado sombrio que marca os momentos dessa festa, que às vezes, o evento acolhe uma celebração comovente e misturada de várias emoções e exageros incontroláveis, etc. Sinal de que nesses ambientes, nos esquecemos frequentemente que vivemos numa época em que a memória já não depende apenas da mente.  Depende do ecrã. Depende da ligação à internet. Depende de um dedo que carregou num botão sem pensar nas consequências — ou pensando apenas no instante, sem considerar o amanhã, a individualidade dos envolvidos na captação da imagem em alusão e dentre outros aspectos, relevantes ou não, dependendo dos registos.  Nesse contexto, a mulher africana, e a moçambicana em particular, cresce num mundo de contradições cruéis. É-...

QUAIS AS LIÇÕES DE RESILIÊNCIA DOS QUE VIVEM EM CASAS COLECTIVAS (COMPOUND)

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Casas de Compound: Onde a Pobreza Ensina o que o Dinheiro Nunca Compra Imagine acordar num prédio onde as paredes parecem sussurrar segredos de gerações inteiras. O zinco range com o vento, a roupa estendida nas varandas conta histórias de quem luta para secar o suor do dia anterior e, lá em baixo, no pátio comum, o cheiro a comida misturado com o fumo dos geradores improvisados lembra que a vida não pede licença: ela simplesmente acontece. Não são mansões de betão polido nem condomínios com portão eléctrico. São as casas de compound – aquelas estruturas que, à primeira vista, parecem prestes a desabar, mas que resistem com uma teimosia quase divina. E é precisamente aí, no coração dessa aparente decadência, que se esconde uma das maiores lições da nossa África contemporânea: a verdadeira riqueza não se mede em tijolos, mas na capacidade de transformar limitação em laço humano. Pense no dia-a-dia. Não há privacidade que se preze. As vozes dos vizinhos atravessam as paredes finas como ...

O 7 DE ABRIL QUE QUEREMOS: DATA OU DESTINO?

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A Mulher que Ninguém Quer Ver Há uma imagem que Moçambique insiste em produzir todos os anos com a pontualidade de um decreto governamental: a mulher de capulana nova, sorridente, aplaudida no palanque, homenageada com discursos que duram mais do que as soluções que prometem. O 7 de Abril chega, e com ele, uma liturgia conhecida de todos — flores, vivas, promessas e, logo a seguir, o silêncio de sempre. Há que ser honesto: existe uma distância assustadora entre a mulher que celebramos e a mulher que existe. Este artigo não é uma homenagem convencional. Não há aqui espaço para o elogio fácil nem para o discurso protocolar que esvazia de sentido uma data que deveria incomodar, provocar, obrigar à reflexão. Escrevo sobre a mulher moçambicana com o respeito que se tem por alguém cuja história é demasiado complexa para caber num slogan de cartaz. "Celebrar a mulher um dia por ano é o mesmo que regar uma planta uma vez e esperar que ela sobreviva os outros trezentos e sessenta e quatro...

CASAMENTO COM VERDADEIRA BÊNÇÃO EXISTE SIM

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Pare de Imitar Luxo e Faça Como Este Casal que Escolheu Órfãos em Vez de Presentes Só podia ser na Turquia... Pois, nós moçambicanos e africanos em geral vivemos um tempo em que os casamentos se transformaram, muitas vezes, num espectáculo de opulência. Vemos casais a gastar fortunas em vestidos importados, decorações que parecem saídas de revistas de elite, carros de luxo e até chegadas de helicóptero à igreja, só para impressionar convidados importantes. É como se a felicidade e o sucesso do matrimónio se medissem pelo dinheiro que se gasta ou pela imagem de riqueza que se projeta. Mas será que isso traz mesmo bênção verdadeira? Eu duvido. Pus-me a pensar e reflecti muito sobre um casal que decidiu celebrar o amor de forma completamente diferente. Em vez de pedir presentes caros, jóias ou envelopes com dinheiro, eles pediram aos convidados que trouxessem crianças órfãs para partilharem o dia especial. Mais de cem crianças que vivem sem o calor de uma família completa apareceram no c...

O QUE HÁ DE ERRADO NESTA IMAGEM?

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A Imagem Que Revela Uma Ferida Colonial Ainda Aberta Aquela imagem, num primeiro relance, aperta o coração: três crianças africanas, ajoelhadas em terra batida, de olhos fechados, mãozinhas juntas, diante de um crucifixo. Comovente. Parece inocência. Parece fé. Mas quem olha com atenção — e com honestidade — começa a sentir um incómodo profundo. E esse incómodo merece ser dito, sem medo de ferir susceptibilidades.