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CASADAS EM CASA, SOLTEIRAS NO SERVIÇO

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O Duplo Padrão que Corrói Relações e Confiança O comentário de um internauta respondendo ao Paulino Intepo , em reacção ao artigo “ A Natureza de Relacionamentos Amorosos no Trabalho ”, publicado no Verbalyzador , levanta uma questão sensível, profunda e recorrente na sociedade moçambicana — e não só: o fenómeno do duplo padrão de comportamento de algumas mulheres casadas, frequentemente resumido numa expressão popular e inquietante: casadas em casa, solteiras no serviço. Este comportamento não é novo, mas ganhou maior visibilidade com a ascensão das redes sociais, a circulação de imagens virais e relatos quotidianos partilhados em grupos de WhatsApp , páginas de Facebook e blogs. Fotografias e cenas que mostram proximidade física excessiva no local de trabalho — mãos entrelaçadas sob mesas de escritório, mulheres sentadas no colo de colegas, abraços prolongados, risos sugestivos, poses provocantes em ambientes profissionais — tornaram-se símbolos de uma erosão silenciosa dos limites...

DRONES NA AGRICULTURA AFRICANA

A lição da Nigéria, depois do Zimbábue que devíamos aprender.

A África está a entrar numa nova era tecnológica, mas nem todos os países avançam ao mesmo ritmo. No dia 28 de Novembro de 2025, o jovem nigeriano Femi Adekoya publicou três fotografias a preto-e-branco que dão um verdadeiro murro no estômago da burocracia africana. Ao anunciar que a sua empresa, a IAPrecision, recebeu finalmente o Security Clearance e o End User Certificate, ele mostrou aquilo que muitos governos ainda fingem não perceber: a agricultura do século XXI depende de drones, precisão e coragem política.

O impacto destas imagens vai muito além da estética. O drone agrícola – um hexacóptero japonês com tanque de 40 litros, capaz de cobrir dez hectares por hora – simboliza o despertar de um Estado que entende que a segurança nacional inclui produtividade agrícola, redução de perdas e retenção de jovens talentos.

Na Nigéria, três ministérios (Defesa, Aviação Civil e Agricultura) alinharam-se para acelerar um processo que, em Moçambique, normalmente morre em gavetas. Enquanto a Nigéria abre as portas à tecnologia, por cá continuamos a tratar drones como brinquedos perigosos. A ANAC leva meses — às vezes anos — para emitir autorizações de voo comercial. O Ministério da Defesa exige documentos desconhecidos até pelas próprias empresas. E, enquanto isso, o milho continua a ser devorado pela lagarta-do-cartucho e o caju perde quase metade da sua colheita por falta de pulverização atempada.

A verdade é dura: Moçambique tem terras, tem jovens engenheiros preparados e até algumas empresas corajosas a operar drones em Manica, Nampula e Zambézia. Mas falta o que a Nigéria acaba de demonstrar — coragem política. Hoje, um drone agrícola é tão estratégico como qualquer armamento militar. Quem controla a produtividade controla a soberania alimentar.

As fotografias de Femi Adekoya são um aviso. Um espelho. Um grito silencioso para que Moçambique deixe de ver o futuro como ameaça. O progresso não cai do céu por milagre: chega por hélices de carbono, baterias de lítio e decisões governamentais que deixem de temer a inovação.

Na Nigéria, um jovem já levanta voo sem pedir licença ao passado. Em Moçambique, continuamos no chão, à espera de permissão para sonhar mais alto. Talvez estas imagens nos deem a vergonha suficiente para finalmente começarmos a voar.

Femi Adekoya, segurando um drones agrícolas


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