Publicação em destaque

CASADAS EM CASA, SOLTEIRAS NO SERVIÇO

Imagem
O Duplo Padrão que Corrói Relações e Confiança O comentário de um internauta respondendo ao Paulino Intepo , em reacção ao artigo “ A Natureza de Relacionamentos Amorosos no Trabalho ”, publicado no Verbalyzador , levanta uma questão sensível, profunda e recorrente na sociedade moçambicana — e não só: o fenómeno do duplo padrão de comportamento de algumas mulheres casadas, frequentemente resumido numa expressão popular e inquietante: casadas em casa, solteiras no serviço. Este comportamento não é novo, mas ganhou maior visibilidade com a ascensão das redes sociais, a circulação de imagens virais e relatos quotidianos partilhados em grupos de WhatsApp , páginas de Facebook e blogs. Fotografias e cenas que mostram proximidade física excessiva no local de trabalho — mãos entrelaçadas sob mesas de escritório, mulheres sentadas no colo de colegas, abraços prolongados, risos sugestivos, poses provocantes em ambientes profissionais — tornaram-se símbolos de uma erosão silenciosa dos limites...

A POSSIBILIDADE DE REGENERAÇÃO DENTÁRIA NOS HUMANOS

A Cura que Existe, Mas que o Mundo Ainda Não Quer Libertar

A saúde bocal em Moçambique continua a ser uma das áreas mais negligenciadas do sistema nacional de saúde. Apesar de a boca ser o ponto de entrada para inúmeras doenças, desde infecções silenciosas até complicações cardíacas e renais, o país mantém uma adesão muito baixa às consultas odontológicas, à prevenção e às rotinas de higiene bocal. A cultura da dor como único motivo de ida ao dentista permanece arraigada, e isso reflecte-se directamente em perdas dentárias precoces, desconforto crónico, baixa autoestima e limitações funcionais graves.

Para agravar a situação, os serviços de medicina dentária estão concentrados nas capitais provinciais e nas poucas clínicas privadas acessíveis apenas para quem pode pagar. Em muitos distritos, uma simples extracção ainda é feita como último recurso, por falta de recursos, equipamentos, profissionais e políticas públicas consistentes de promoção da saúde bocal. Há famílias inteiras que vivem anos com problemas dentários não assistidos, e crianças que crescem sem qualquer orientação mínima para prevenir cáries ou doenças periodontais.

É nesse cenário de fragilidade nacional — e de evidente desigualdade global — que surge uma das descobertas científicas mais impressionantes dos últimos tempos.

Cientistas sul-coreanos desenvolveram um micro-adesivo bioactivo capaz de regenerar dentes naturais, activando células-tronco adormecidas dentro da mandíbula. O processo, que promete substituir dentaduras e implantes, estimula a produção natural de esmalte, dentina e até a estrutura completa do dente, fazendo nascer um novo dente com sensibilidade e funcionalidade reais.

A aplicação é simples: o adesivo é colocado sobre o local onde o dente foi perdido, emitindo sinais bioquímicos que despertam a capacidade regenerativa que os seres humanos possuíam em eras biológicas remotas. Se os ensaios clínicos continuarem a resultar positivamente, esta tecnologia poderá mudar radicalmente a história da odontologia mundial — e dar esperança a milhões.

Aliás, imaginem os nossos país e avós com dentes renascidos! (😂😂) 

Mas aqui surge o paradoxo: embora a tecnologia exista, continua eternamente em “fase de testes”.

É difícil ignorar que, sempre que a ciência descobre algo realmente revolucionário — sobretudo curas definitivas — surgem entraves, adiamentos, exigências adicionais, falta de financiamento e um silêncio estratégico que atravessa fronteiras. Muitos avanços que poderiam democratizar a saúde global ficam parados na prateleira invisível dos interesses económicos. E ninguém que conheça minimamente a política global da indústria farmacêutica pode fingir surpresa.

Por isso, talvez o problema não seja precisar de mais testes, mas sim os donos do mundo ainda não terem definido como lucrar com a cura. Num planeta onde a doença é uma das maiores fontes de rendimento económico, a cura definitiva raramente é bem-vinda. E não é difícil imaginar porque é que um adesivo que faz crescer dentes naturais não encaixa bem num mercado construído sobre próteses, implantes e intervenções repetidas.

Moçambique, como tantos países africanos, seria dos mais beneficiados por esta tecnologia — exactamente por isso, é dos que mais tarda em vê-la chegar.

Enquanto isso, os testes continuam. Ou, pelo menos, é isso que dizem.

👉 O que acha desta descoberta? Acredita que estas curas demoram por falta de ciência ou por excesso de interesses?

Deixe o seu comentário, partilhe este artigo e ajude a ampliar o debate. O Verbalyzador cresce com a sua voz — participe!

Comentários