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HERÓIS MOÇAMBICANOS ONTEM, HOJE E AMANHÃ

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Entre o Sacrifício Fundador e a Disputa Pelo Sentido do Heroísmo O 3 de Fevereiro de 2026 volta a encontrar Moçambique num exercício delicado de memória. Celebramos o Dia dos Heróis Moçambicanos evocando, antes de tudo, Eduardo Chivambo Mondlane , assassinado em 1969 por uma bomba dissimulada num livro — um acto que não matou apenas um homem, mas tentou silenciar um projecto colectivo de unidade nacional. Mondlane permanece como símbolo maior da resistência ao colonialismo português , arquitecto de uma ideia rara e ambiciosa: um país plural, unido para além de etnias, línguas e geografias. Mas o que torna o heroísmo moçambicano verdadeiramente singular não reside apenas nas figuras consagradas, repetidas nos discursos oficiais e nos manuais escolares. O extraordinário está, muitas vezes, no que não se vê. Está nos nomes que não foram gravados em estátuas, nas histórias que sobreviveram apenas pela oralidade, nas aldeias onde resistir significava esconder combatentes, partilhar o pouc...

DOS MÊMES MOTIVACIONAIS À PROSPERIDADE REAL

O que separa a fantasia digital da riqueza tangível – e o segredo escondido em Moçambique

Imagem aleatória sobre coragem, fé e determinação. 

Independentemente desde o seu surgimento a internet como a conhecemos e nas suas variadas formas de acesso e exploração, até ao advento das redes sociais, sempre foi o palco onde circula uma ideia tentadora: “Os mais ricos do mundo são empreendedores visionários, investidores ousados e artistas geniais — ninguém fica bilionário com salário fixo.”

Aliás, até aquando do teatro do julgamento dos sortudos das Dívidas Ocultas, um dos reus, dentre o mais famoso o qual nem fazia parte do governo, despertou uma prática que desde então, influência muitos moçambicanos: ninguém fica rico trabalhando no Estado - ficar através do salário. Daí, os que estão empregados passaram a procurar se integrar nos esquemas fraudulentos existentes ou criar novos, deixando a moral e a ética aos céticos às boas maneiras e justiça (os pobres). 

Mas a verdade, longe dos memes, é mais complexa — e mais útil para quem vive realidades como a nossa, em Moçambique. Agora com as redes sociais, já vimos tabelas vazadas, de pessoas que através dos seus estudos e bom posicionamento em certas instituições do aparelho do Estado ou a margem, recebem milhões e com regalias absurdas que lhes permite pelos menos em poucos meses estarem na classe de milionários e se firmar ainda mais se destacarem se forem mais criativos. 

De acordo com a Forbes 2025, 71% dos bilionários são empreendedores; 24% são investidores ou herdeiros estratégicos; 3% vêm do desporto ou da arte; e menos de 2% dependem exclusivamente de salários. A educação, embora não garanta riqueza, continua a ser o trampolim de quem deseja subir. Já falamos disso no parágrafo acima, apenas frizar que os funcionários da NVIDIA podem ser a prova também. 

Se em países desenvolvidos, o capital privado devora 89% dos novos ganhos. Já em Moçambique, a concentração é brutal: 1% da população detém 70% da riqueza nacional. O verdadeiro “engano” não é trabalhar por salário — é acreditar que o sistema actual permitirá igualdade de oportunidades sem coragem e inovação.

O segredo moçambicano: ousar com o que se tem

Se os rumores dos raptos e perseguições, ate chantagens e investigações não ecoassem nos investidores e comerciantes rurais nos distritos, o governo conseguisse optimizar a burocracia e, ao invés de lavar, soubesse adoptar outras medidas de incentivar os "patrões" tradicionais a declararem os seus bens e depositarem no tesouro ou serem rastreaveis, sem o perigo nem ameaça de saquear, veríamos que há muitos ricos em Moçambique, também. 

Pois, a prosperidade, como dizem, começa onde muitos só veem limitação. E os nossos milionários clandestinos e tradicionais POR medo das consequências que mencionamos, já desviartuaram esses esquemas e multiplicam os seus ganhos observando e preservando as boas maneiras de operar em qualquer mercado sem ferir a lei e nem se envolvendo com instituições do Estado com agentes de intenções predatórias. Eis oportunidades reais, sustentadas por dados e terreno fértil:

Agricultura inteligente e circular 🌱 – Pequenas hortas urbanas e compostagem podem render até 50% ao ano, com investimento mínimo e uso de apps como FarmDrive.

Turismo comunitário 🏝️ – Com 2.500 km de costa, Moçambique pode transformar o ecoturismo em fonte de renda digital, vendendo experiências e artesanato online.

Energia solar e tecnologia verde ☀️ – Kits solares portáteis rendem retorno em 2 anos, criando microempresas nos mercados locais.

Carvão vegetal controlado 🔥 – Apesar da fiscalização, nas zonas urbanas com controlo moderado, é um negócio lucrativo quando feito de forma sustentável, com replantio e origem certificada.

Em Nampula, empreendedores locais multiplicaram capitais modestos em menos de dois anos, combinando trabalho, criatividade e persistência. Sem mencionar que há muitos metidos no ramo de mercearias e transportes públicos, que gera uma receita absurda enquanto mantém o dinheiro guardado em casa como se de traficantes se tratasse. 

A lição é simples: a verdadeira riqueza em Moçambique não vem de Wall Street — nasce da terra, do sol e da coragem. Dá crença que tudo é possível e Deus proverá se por as mãos na massa. 

Contudo, 🍃 o primeiro passo não é imitar milionários digitais, mas transformar o que tens em algo que gera valor real. 🍃 Coisas palpáveis, o seu envolvimento e sua alma em qualquer actividade que perspective retornos limpo e a longo prazo, longe dos holofotes do bairro, vila, cidade e olhos de qualquer um, até às autoridades virem atrás. Aqueles senhores de esquemas que ao invés de ajudar, prejudicam a economia nacional e nos fazendo crer que só Wallstreet têm as boas maneiras de enriquecer.

Bom, não mencionamos a bruxaria por questões éticas de ser e respeitar a nossa essência africana. Pois, mesmo o Vale de Silício, na sua magestosa plenitude, é assegurado por rituais que as teorias de conspiração já se fartaram de falar sobre isso. Temos também como proteger o pouco que nos faz milionários e garante o sucesso em qualquer actividade. Excepto escrever para si e partilhar nas redes sociais, com retornos insignificantes que nem ajudam tanto a manter a paixão de blogar sem inscritos, nem visualizações por falta de polémicas baratas e especulações bombásticas. Que dá dinheiro também. 

Abraços ✍️ do Rato que Morde e Sopra



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