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RÚSSIA DESENVOLVE MOTOR DE PLASMA É REACENDE O SONHO DE MARTE EM 30 DIAS

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Avanço tecnológico real, disputa geopolítica e o futuro da propulsão espacial nuclear Em Fevereiro de 2025, um anúncio oriundo da indústria científica russa voltou a agitar o imaginário colectivo global: o desenvolvimento de um protótipo laboratorial de motor eléctrico de plasma, capaz — em teoria — de reduzir drasticamente o tempo de viagem até Marte, dos actuais cerca de 300 dias para apenas 30 a 60 dias. A notícia rapidamente ultrapassou os círculos científicos e espalhou-se pelas redes sociais, alimentando narrativas de supremacia tecnológica, rivalidade geopolítica e uma nova etapa da corrida espacial. Mas para além do entusiasmo, impõe-se uma leitura mais fria, crítica e estratégica do que realmente está em causa.

O Lado Oculto das Redes Sociais: Desvendando as Fazendas de Fraude Digital.

Uma Fraud Farms - Fazenda de fraude digital.

Aparentemente não é de hoje a existência de gente de má fé, sempre por trás de aprontar alguma fraude para trapacear o mundo. Seja pela sobrevivência ou mesmo por necessidades alheias, ligadas à vontades que só eles sabem. E, assim que as cheias no sul tenderem a baixar o nível das águas, bem como redução dos índices das intempéries, os perigos que se seguem é a exposição das vítimas das cheias e inundações, como os alvos favoritos dos malfeitores. 

A função das fazendas digitais, onde uma delas é falsificar visualizações nas plataformas virtuais para alimentar o ego de quem tem cede por popularidade e não pode conseguir de forma honesta, bem como simular "likes" e etc. para fins obscuros, tem uma composição e operação complexa. É nesse contexto que aparecem as farmas ou fazendas de cliques

Mas o que são as fazendas ou farmas de cliques?

As fazendas ou farmas de cliques, também conhecidas como "click farms" ou "fraud farms", são operações que empregam trabalhadores mal remunerados para realizar ataques fraudulentos em larga escala na internet. Essas operações podem variar em tamanho, desde uma pessoa operando vários dispositivos até grandes armazéns repletos de smartphones e computadores.

Como funcionam?

É mediante utilização de dezenas de smartphones quase autônomos, no qual avaliam páginas e aplicativos com diferentes perfis, enquanto também podem simular o envolvimento humano em redes sociais e outros apps. Bem como, às vezes podem vender serviços de curtidas e comentários para simular credibilidade. 

Não passam muitos anos que houve burlas em aplicativos o qual envolviam uma simples prática de clicar neste e naquele vídeo em troca de quantias significativas, como tarefas a serem recompensadas onde a remuneração devia, primeiro depositar algum valor como investimento e com vários pacotes aliciantes.

Objectivos da prática 

1. Aumentar a popularidade de programas ou páginas;

2. Manipular algoritmos das redes sociais;

3. Inflar números de influência e engajamento;

4. Disseminar informações falsas. 

O problema não é a tecnologia, são os incentivos

A existência dessas fazendas de fraude não é um problema novo ou exclusivo da internet. Um exemplo histórico similar são as operações de pirataria de mídias físicas, como retratado no filme italiano "Mixed by Erry", que conta a história de irmãos que produziram milhões de fitas K7 e CDs piratas nos anos 80 e 90.

Para o caso de Moçambique, houve notícias de desmantelamento de uma rede do género na cidade de Nampula, no bairro Namicopo. Provavelmente existem unidades de redes iguais a operarem no país. Porém, a dificuldade é rastrear esse tipo de organizações criminosas. 

Impactos e reflexões

No mundo pessoal:

  • Alimentam a vaidade; e
  • Criam uma falsa percepção de popularidade. 

No mundo empresarial:

  • Vendem uma mentira; e
  • Priorizam engajamento sobre qualidade. 

Na sociedade:

  • Promovem o efeito manada;
  • Valorizam visualizações acima do conteúdo; e, 
  • Reflectem valores superficiais ou não agregam nenhum valor.

O que podemos fazer?

1. Ser mais selectivo com o conteúdo que consumimos em todas plataformas virtuais;

2. Valorizar a qualidade sobre a quantidade de curtidas e visualizações;

3. Questionar a importância dada aos "likes" e até mesmo seguidores ou inscritos nas redes sociais e nas páginas;

4. Fazer escolhas mais conscientes no uso da tecnologia durante a nossa interacção com o ambiente digital. 


Conclusão

Embora a organização técnica dessas operações seja impressionante, o verdadeiro desafio está em mudar os valores da sociedade que alimentam essa indústria. Precisamos repensar nossa relação com as redes sociais e priorizar substância sobre aparência.

Paulino.arcanjo@yahoo.com 

Mitande, 03 de Julho de 2024. 

Comentários

  1. Ya eu já fui vítima alguém tá usar minha conta até o FB quase fechar a minha conta

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