A HIPOCRISIA DAS EXIGÊNCIAS FEMININAS
Moçambique é um país abençoado por recursos naturais abundantes, mas aprisionado por um sistema político marcado pela corrupção, fraude eleitoral e resignação colectiva. Das autárquicas de 2023 às presidenciais de 2024, o povo assistiu a irregularidades graves, protestou timidamente e acabou por consentir a manutenção do mesmo poder que o oprime.
As denúncias de enchimento de urnas, manipulação de resultados e repressão violenta foram amplamente documentadas por observadores independentes. Ainda assim, o sistema prevaleceu. A validação dos resultados pelo Conselho Constitucional e a aceitação passiva dos derrotados consolidaram o statu quo. O custo humano foi elevado: mortos, feridos, detenções arbitrárias e medo instalado como política de Estado.
Hoje, o Parlamento falha em responder às necessidades reais da população. A saúde está em colapso, a educação estagnada, as infra-estruturas degradadas e os recursos nacionais continuam a beneficiar elites políticas e interesses estrangeiros. A polícia protege o regime; as Forças Armadas calam-se; o povo adapta-se.
Esta não é apenas uma crítica ao poder, mas um espelho desconfortável da nossa passividade colectiva. Nenhuma mudança estrutural é possível enquanto o cidadão normalizar a fraude, a repressão e a mediocridade política. Exigir dignidade, ética e eleições justas não é radicalismo — é o mínimo civilizacional.
Este texto não foi escrito para conforto, mas para despertar. Um povo que consente a injustiça não é apenas vítima: torna-se cúmplice. Moçambique só mudará quando o medo der lugar à consciência e à exigência de justiça real.
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