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A BELEZA ALÉM DA MEDIDA

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Uma Reflexão Natural Sobre a Atracção por Mulheres Cheinhas Hoje, ao reflectir sobre a complexidade do desejo humano, deparei-me com uma questão que, na sua aparente simplicidade, toca em aspectos profundos da nossa natureza: “É normal sentir atracção por mulheres cheinhas ?”. Esta indagação, que surge no espaço público, merece mais do que uma resposta breve. Merece uma viagem pelas ciências, pela história e pela própria alma humana, para compreendermos que a atracção, longe de se curvar a padrões rígidos, é um fenómeno tão diverso quanto a própria humanidade.

MODA VS. NECESSIDADE NUM MUNDO À BEIRA DO ABISMO

Contraste Que Devia Ser Gritante, Porém é Mudo ou Silenciado

Em um momento em que o mundo atravessa períodos turbulentos, marcados por incertezas e convulsões, terrorismo em Cabo Delgado, ameaça de guerras iminentes e recentemente cheia na zona sul, enquanto no geral o custo de vida aperta mais quanto as taxas e impostos impostos nas actuais reformas fiscais:  na Europa e Médio Oriente, pairando como um barril de pólvora prestes a explodir, somos confrontados com imagens que revelam uma realidade chocante, frequentemente ignorada por muitos.

Não pretendemos desviar a atenção dos moçambicanos de questões cruciais que merecem foco. Pelo contrário, buscamos despertar uma consciência mais lúcida sobre como nos posicionamos diante de factos concretos. Enquanto alguns atribuem os problemas dos últimos 10 anos a decisões governamentais controversas, debates sobre convulsões na América Latina e processos eleitorais questionáveis em Moçambique continuam a agitar a mentalidade de muitos pelas consequências que se contabilizam no cenário político.

Contudo, antes de nos deixarmos levar por reações viscerais, é crucial reflectir sobre como a disparidade global é por vezes banalizada ou até mesmo estetizada. A imagem em questão apresenta um contraste gritante que exemplifica esta realidade:

Na parte superior, vemos duas jovens mulheres caminhando numa rua movimentada de uma cidade desenvolvida. Suas roupas - jeans rasgados e tops curtos - são escolhas estilísticas deliberadas, reflectindo tendências de moda e liberdade de expressão.

Em contraste directo, 

a parte inferior mostra três crianças pequenas em condições visivelmente precárias. Suas roupas estão rasgadas e desgastadas por necessidade, não por escolha estética, evidenciando uma pobreza extrema.

Esta justaposição levanta questões profundas sobre desigualdade global, privilégio e prioridades sociais, que chegam a qualquerizar os discursos que acompanhamos nessa época de incertezas e desesperos, principalmente algumas figuras que não nos garantem mudança alguma pela formatação que fazem parte:

1. Escolha vs. Necessidade - O luxo de "destruir" roupas por estilo contrasta com a realidade de quem não tem opção além de usar o que está disponível.

2. Consumismo vs. Sobrevivência - A cultura de consumo se choca com a luta pela sobrevivência básica.

3. Visibilidade vs. Invisibilidade - O centro das atenções urbanas versus o isolamento e esquecimento.

4. Recursos vs. Escassez -distribuição desigual de recursos no mundo é escancarada.

Como observado, por um internauta a quem desda já o saudamos com vénia pela habilidade de observar esses aspectos, "Enquanto umas o fazem por moda, outros não tem escolha!" Esta frase captura precisamente a dicotomia apresentada, convidando-nos a reflectir sobre as contradições de um sistema global que permite a coexistência de tais extremos. Aliás, surpreendentemente a pouco tempo o conceituado Pep Guardiola, treinador do Munchester City pronunciou-se sobre a causa Palestina, enquanto vemos algumas lojas e instituições ou até a presidência com caixas ou qualquer coisa para destinada a depositar ajudas aos necessitados, vítimas das cheias que somalizam quantidades avultadas em milhões de dólares e toneladas de ajudas humanitárias vindas de cá e de todo mundo.

A conclusão de que "Assim vai o mundo que nos foi imposto, o dito 'livre e democrático'!!!", ainda do mesmo internauta, questiona criticamente se um mundo com tais disparidades pode realmente ser considerado livre ou democrático para todos. 

Sugere que o sistema actual beneficia alguns às custas de muitos outros.

É importante reconhecer que diversos sectores da sociedade, desde fotógrafos e cineastas até acadêmicos e analistas, muitas vezes constroem suas carreiras e garantem sua renda retratando e analisando essas disparidades. Isso nos leva a questionar: 

até que ponto a exposição dessas realidades contribui para mudanças efectivas, e quando se torna apenas mais um produto de consumo em si?

Esta reflexão nos desafia a questionar nossas prioridades sociais, padrões de consumo e o que realmente significa viver em um mundo justo e equitativo. Ao mesmo tempo, nos convida a considerar como podemos abordar questões globais complexas sem perder de vista as necessidades e realidades locais, especialmente em contextos como o de Moçambique, onde esta semana decorre qualquer evento relacionado à moda na cidade de Maputo". 

Créditos: Mentes Livres & O Verbalyzador no WhatsApp.


 

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