QUANDO O DNA APAGA A PATERNIDADE E ACENDE A MONSTRUOSIDADE
Um conto de Bukedea que envergonha a humanidade Foi em Bukedea, num recanto do Uganda onde o sol queima a terra e as histórias de opressão germam sem rebuço, que um homem decidiu reescrever as leis da natureza com a caneta podre da conveniência. Após um teste de ADN revelar que a sua filha de 19 anos, nesse caso criada, educada e amada como sua filha durante quase duas décadas, boom, não era biologicamente sua, o veredicto não foi de desilusão paternal. Foi de oportunismo cru: “Não vou desperdiçar dinheiro a educar uma rapariga tão bonita até à universidade. Agora que não é minha filha, quero que seja minha esposa”. E a jovem, num gesto que mais parece eco de sobrevivência do que consentimento livre, aceitou. Casamento marcado. O que dizer diante de tamanha putrefacção moral sem vomitar as palavras? É preciso esfriar o peito para analisar, mas o que arde aqui não é só o sangue, é a consciência colectiva de uma sociedade que ainda aplaude, ou tolera, a transformação de uma filha em tro...

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