O SABOR DA SOLIDÃO NA VIDA MODERNA
A UEFA pune a fé e abraça o vazio. Eis a verdade nua que assusta: num estádio lotado, uma torcida ergue uma mensagem simples de esperança – “Que a nossa fé vos guie à vitória” – e leva uma multa pesada de quase 100 mil euros. O motivo oficial? “Mensagem inadequada” que “mina a integridade do futebol”. Mas quando o mesmo palco recebe imagens de demónios, pentagramas e apelos ao mal, até a propaganda de LGBTQetc, o silêncio é ensurdecedor. Isto não é regulamento. É guerra cultural disfarçada de desporto.
Pensem bem, meus amigos. O futebol nasceu nas ruas de Inglaterra, entre gente humilde que via no jogo mais do que bola: era suor, comunidade e, para muitos, um eco da fé que sustenta o dia a dia. Hoje, essa mesma paixão é censurada quando carrega o nome de Cristo. Enquanto isso, agendas políticas – arco-íris, BLM, até pausas para o Ramadão – passam sem um pio. A mensagem é clara: a cristandade incomoda. O resto é “inclusão”.
Porquê? Porque a fé cristã não se dobra. Ela afirma que há certo e errado, que a vitória vem de cima, não de comités de Bruxelas. E isso assusta quem quer um mundo sem raízes, sem Deus, só com consumo e regras mutáveis.
Eu vejo nisso o retrato de uma Europa que se esqueceu de si mesma. Enquanto aqui Quénia, onde a fé é pão de cada dia – nas igrejas cheias em Nairobi, nas orações das mães nos bairros, nos campos onde o futebol une miúdos sem nada –, olhamos para o outro lado do continente e pensamos: como é possível ter tanto e valorizar tão pouco? A fé não é adereço. É força. É o que nos levanta quando o árbitro rouba, quando o adversário é mais forte, quando a vida aperta. Punir isso num estádio é como proibir o hino nacional: é negar a alma do povo, como Ruto tem nos tentado fazer.
E o pior? Esta hipocrisia não fica no relvado. É sintoma de uma elite global que escolhe inimigos com precisão cirúrgica. O cristão é “perigoso” porque lembra valores eternos. O resto? Tolerado, celebrado, financiado. Ou houve essa multa por que o Cristo representado pelos sérvios tinha aquela aparência do Jesus negro? Seja como for. Mas a história ensina: quem persegue a cruz acaba por encontrar a sua própria derrota. A torcida que ergueu aquela coreografia sabia disso. Nós também sabemos.
Por isso, a minha reflexão é simples e directa: chega de fingir neutralidade. O futebol é do povo, não de burocratas sem fé. Defendamos o direito de acreditar alto, de celebrar a esperança sem medo de multa. Porque, no fim do jogo, o que fica não é o placar. É a alma. E a nossa, graças a Deus, ainda brilha.
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