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A LÓGICA DO ABSURDO AO RUBRO

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Quando a Gratidão Escolhe um Templo em Vez de um Hospital Após sobreviver ao câncer de garganta e submeter-se a quimioterapia e radioterapia na Alemanha, o ex-ministro das Relações Exteriores de Uganda, Sam Kutesa 🇺🇬, construiu uma igreja em honra à sua sobrevivência, em vez de um hospital. Ele também convidou o presidente para inaugurá-la. A imagem é, no mínimo, perturbadora para quem tem alguma concorrência sã. Um antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Uganda, Sam Kutesa, após sobreviver a um cancro da garganta graças a seis meses de tratamento de ponta na Alemanha, opta por construir uma igreja monumento em vez de um centro oncológico na sua terra natal . Paralelamente, um profeta queniano, que alega curar os aleijados, viaja para a Itália para uma cirurgia ao joelho, regressando para continuar a sua missão de "curas milagrosas". Estes dois casos, embora ocorridos em países diferentes, expõem uma ferida profunda e um padrão de pensamento que merece uma reflexão in...

A FACTURA QUE NUNCA FOI ESQUECIDA.

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Como uma humilhação milionária se tornou o combustível silencioso para a maior virada tecnológica do século! Em 1997, a China comprou máquinas usadas por uma fortuna. O vexame financeiro e moral deu origem a uma obsessão nacional silenciosa . Aprenda, entenda ou lembres-se dessa curta lição.  Sim, o ano era 1997. A China, sedenta por infraestrutura, precisava rasgar as entranhas da sua própria terra para construir o futuro. Virou-se para a Alemanha e desembolsou 700 milhões de iuans. O que recebeu em troca? Duas tuneladoras. Usadas. Carcomidas pelo tempo de serviço alheio. Tuneladoras : são equipamentos de perfuração que abrem caminho através da rocha ou do solo, criando túneis para metrôs, estradas, oleodutos, cabos elétricos ou sistemas de drenagem. Mas a factura não parou ali. O contracto trazia uma cláusula que queimava mais do que o valor das máquinas: cada engenheiro alemão enviado para orientar a montagem custava 800 euros adicionais. Por dia. Um único dia daquele conhecime...

O ESPELHO CRUEL DE UMA REALIDADE QUE INSISTE EM NÃO MUDAR

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Ainda em 2026, a África Ainda Evacua Doentes de Bicicleta e Como? Uma mulher deitada numa rede improvisada ao longo de um pau, suspensa entre duas bicicletas, é transportada por um caminho de terra batida e caminhos que os pés das pessoas e bicicletas fazem, entre casas de adobe e telhados de colmo. À sua volta, a vida continua: árvores verdes, um homem que empurra outra bicicleta, o sol a bater no chão avermelhado. A legenda é seca e directa: evacuação sanitária num país africano em 2026. Evacuação sanitária num país africano em 2026. Esta cena não é ficção nem nostalgia, muito menos teatro. É o retrato vivo de um continente onde, em pleno século XXI, o acesso a cuidados de saúde de emergência continua, em muitas zonas rurais, a depender da força humana, da inventividade comunitária e de meios que o resto do mundo considera ultrapassados há gerações. A rede entre duas bicicletas suspensa no pau, não é apenas um meio de transporte. É um manifesto silencioso. Diz-nos que, onde não cheg...

O CABELO "PODEROSO" E FANTÁSTICO QUE ABALOU O SISTEMA.

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A Revolta "Agridoce" Silenciosa de Zulaikha Patel Era Agosto de 2016 quando uma rapariga de treze anos, de uniforme escolar e cabelo afro solto ao vento, enfrentou seguranças privados e uma instituição centenária. O vídeo, gravado por um telemóvel e partilhado no Instagram, correria o mundo: Zulaikha Patel, de braços cruzados e punhos cerrados, olhava de frente para um sistema que lhe dizia que o seu cabelo natural era "exótico" e precisava ser "domado". O que está em jogo quando uma escola, no século XXI, proíbe raparigas negras de usarem o cabelo como ele cresce? O que revela essa proibição sobre as feridas ainda abertas de um continente que se pretende livre? A permanência do apartheid nos regulamentos A Pretoria High School for Girls foi fundada em 1902 e, até 1990, era uma escola exclusivamente para brancas. Vinte e seis anos depois do fim oficial do apartheid, o seu código de conduta ainda prescrevia que os penteados deveriam ser "conservadores...

A IRONIA DA INVULNERABILIDADE: QUANDO O AMULETO FALHA E A FÉ NÃO PROTEGE OS TERRORISTAS.

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Se é por Allah que Cometem Atrocidades, por que os Terroristas Africanos Precisam de Talismãs de Magia Negra? Tenho dito quando me perguntam, o porquê destes textos ou reflexões ao invés de escrever livros? É que livro preciso de mais tempo, estrutura e um sistema sofisticado de uma cultura que não me agrada me submeter (bajular editores). Já este textos curtos, apenas compensam e satisfazem as minhas insónias e curiosidades sobre a humanidade.  Já por agora, a imagem que ilustra este artigo é um retrato cru e silencioso do paradoxo que assola os campos de batalha do continente africano. Sobre a terra árida, um homem jaz inerte, vítima das suas próprias armas ou das forças que lhe fizeram frente. Ao seu lado, uma fiel AK-47 e um rádio transmissor que outrora coordenavam os ataques. Mas o detalhe mais perturbador não está na tecnologia de morte, e sim no que ele carrega junto ao corpo: um amuleto de corda, entrelaçado com um objecto envolto em mistério, sobre a sua barriga. Este é ...

DAS LIÇÕES DE FERIAS NAS COOPERATIVA AO SÁBADO QUE NÃO DESCANSA

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O que Aprendemos com o Lazer como Moeda ao Produtivismo Invisível Da experiência do Sábado que não descansa ao lazer como moeda de produtividade invisível Há quem diga que o sábado nasceu para o descanso. Outros, devotos do sétimo dia, declaram-no sagrado. Mas existe um terceiro grupo, cada vez mais numeroso e silencioso, que não pertence a nenhum dos primeiros dois - e, para não se sentir estranho, adopta o fim-de-semana como um prolongamento da semana laboral, apenas com outra indumentária. Troca-se a gravata pelo avental; a mesa de reuniões pelo balcão de vendas; o relatório pela horta. A actividade muda; a intenção permanece intacta: gerar rendimento, preparar o terreno produtivo dos dias seguintes, garantir que a segunda-feira chegue já com semente plantada. Chamemos-lhe, com alguma ironia filosófica, o *produtivismo de fim-de-semana*: a incapacidade contemporânea de estar em repouso sem culpa, de usufruir o tempo sem calcular o seu retorno económico. Mas houve um tempo (e não é ...

A ARQUITECTURA DA NOITE E A DEMOLIÇÃO DA INTIMIDADE

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O Sagrado e o Profano: Porque o Casal Que Se Respeita Não Baza Para a Discoteca Há um equívoco moderno, profundamente romantizado, que insiste em confundir a solidez da conjugalidade com a fluidez da vida nocturna. Diz-se, com uma ligeireza quase ofensiva, que "casais modernos vão à discoteca juntos". Como se a maturidade de um vínculo fosse medida pela sua capacidade de sobreviver a ambientes que, na sua própria concepção arquitectónica e sensorial, foram desenhados para a dissolução do "nós". Que fique claro, não se trata aqui de tecer um juízo moral barato ou um decreto machista sobre o direito de ir e vir. A questão é mais profunda e dolorosamente filosófica. O cerne da reflexão é este: existem ambientes cuja frequência não eleva, mas corrói a espinha dorsal do sagrado conjugal, independentemente da solidez do relacionamento. Trata-se de uma incompatibilidade de arquiteturas, onde a estrutura do espaço anula a estrutura do laço. Recorramos à metáfora visual: de...