O PREÇO DAS ARMAS VERSUS O VALOR DAS VIDAS HUMANAS.
O Preço do Silêncio: Quando as Balas Valem Mais que Vidas Por Abílio Moisés , Mueda - Cabo Delgado. Há palavras que, mesmo escritas no vazio digital de uma rede social, carregam um peso que transcende o ecrã. Foi assim quando me deparei com a publicação que circulava nas redes, um desabafo cru sobre o custo de uma arma e o destino das balas que ela cospe. Dizia-se, e com razão, que “o preço desta arma podia criar-lhe um emprego; as balas que ele desperdiça podiam alimentar crianças”. Esta afirmação, aparentemente simples, é um murro no estômago de qualquer um que ainda conserve um mínimo de humanidade. Ela não denuncia apenas a violência; ela expõe a profunda irracionalidade que subjaz à guerra, ao conflito armado e, mais perigosamente, à mentalidade que os perpetua. Porque a questão não é meramente económica. É filosófica. É moral. É uma questão de escolha. A Economia da Morte Vamos fazer as contas, já que os números parecem ser a única linguagem que os senhores da guerra compr...