A REVOLUÇÃO DA GERAÇÃO Z CONTRA O ÁLCOOL
A Geração Z está a Acabar com o Álcool? É o que dizem algumas fontes ocidentais, uma realidade aparentemente distante da nossa em Moçambique e África no geral, por várias razões e factores sobre postos às realidades de cada povo, face aos seus modelos e opções políticas. O que se registou no mundo fora é que:
A Indústria Perdeu 830 Mil Milhões de Dólares em Quatro Anos!
Por Que os Jovens Estão a Beber Menos e o Que Isso Significa para o Mundo
A indústria global de bebidas alcoólicas está a viver um dos momentos mais difíceis da sua história recente. De acordo com dados da Bloomberg, um índice que acompanha cerca de 50 das maiores empresas de cerveja, vinho e destilados perdeu cerca de 830 mil milhões de dólares em valor de mercado nos últimos quatro anos (de 2021 a 2025), uma queda de 46% desde o pico em Junho de 2021. Esta perda colossal não vem de uma recessão qualquer, mas de uma mudança profunda nos hábitos da Geração Z — os nascidos entre meados dos anos 1990 e início dos 2010 —, que consomem muito menos álcool do que os millennials, a Geração X ou os boomers.
Pesquisas recentes confirmam: em vários países, a Geração Z lidera o movimento de moderação ou abstinência. Nos Estados Unidos, o Gallup regista o nível mais baixo de consumo de álcool em adultos desde 1939, com apenas 54% a beberem. Na Alemanha, o consumo caiu para 61% entre os jovens da Gen Z, com muitos a reduzirem ou pararem por razões de saúde. No Brasil, estudos da Euromonitor e MindMiners mostram que 56-64% dos jovens evitam ou reduzem o álcool, com taxas de abstinência a subirem drasticamente entre 18-34 anos. Globalmente, cerca de 65% da Gen Z planeia reduzir o consumo em 2026, e quase 40% visam um estilo de vida completamente seco o ano inteiro.
Mas porquê esta viragem tão forte?
As razões são várias e bem documentadas:
- Saúde e bem-estar em primeiro lugar — A Gen Z cresceu com acesso imediato a informação científica: a Organização Mundial da Saúde diz que não há nível seguro de consumo de álcool, e alertas ligam a bebida a cancros, danos no fígado e problemas mentais. Muitos jovens priorizam saúde mental, fitness e "vida clean", evitando ressacas, ansiedade ou arrependimentos.
- Medo das redes sociais e exposição — Ninguém quer ser filmado a fazer figuras tristes e ver o vídeo viral no TikTok ou Instagram. Isso cria um "autocontrole" maior: beber menos para não arriscar reputação ou empregos futuros.
- Dinheiro apertado e prioridades diferentes — Com custos de vida altos, inflação e incerteza económica, gastar em bebidas caras parece desperdício. Em vez disso, investem em experiências como viagens curtas, concertos, desporto ou gadgets. Socializar mudou: menos bares, mais "coffee parties", videojogos online ou encontros em casa.
- Alternativas que explodem — O mercado de bebidas sem álcool ou low-alcohol cresce a ritmos loucos: mocktails, kombucha, cervejas zero, energéticos com sabores premium. Marcas como Heineken 0.0 ou Athletic Brewing viram sucesso porque oferecem o ritual social sem o álcool.
Há quem diga que a tendência está a estabilizar — em 2025, alguns dados mostram que mais jovens da Gen Z beberam nos últimos meses (de 66% para 73% em certos mercados), e a adesão a "Dry January" caiu ligeiramente. Mas analistas como os da IWSR e Morgan Stanley veem uma mudança estrutural: a Gen Z bebe de forma mais selectiva, com menos frequência e em menores quantidades. Não é o fim do álcool, mas o fim do excesso como norma.
Para a indústria, o impacto é brutal. Gigantes enfrentam stocks envelhecidos, pausas de produção (como a Jim Beam em 2026) e pressão para inovar. Muitos lançam linhas zero álcool com embalagens apelativas para redes sociais, campanhas de bem-estar e sabores que conquistam o paladar jovem. Quem não se adaptar arrisca ficar para trás.
No fundo, esta revolução da Geração Z mostra uma juventude mais consciente, equilibrada e menos disposta a repetir padrões antigos. Pode ser mau para as acções das cervejeiras, mas é bom sinal para a saúde pública e para um futuro com menos problemas ligados ao abuso de álcool.
E tu, estimado leitor? Notas esta mudança à tua volta? A tua geração bebe menos ou mantém o estilo antigo? Conta aí nos comentários! 🍹

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