Aviso Importante: Promoção de eleições pacíficas e respeitosas

Que Haja Festa, Mas Sem Indícios de Intolerância Política

Chegam imagens da Matola-Rio neste âmbito do arranque da campanha eleitoral com panfletos da Frelimo arrancados do muro de uma propriedade privada e espalhados no chão. Estas imagens, assim como outras que mostram cidadãos rasgando camisetas e outros tipos de materiais de campanha de qualquer partido ou formação política, não são bem-vindas neste período.

Para além das questões relacionadas aos custos elevados na produção deste material, que alguns especulam ser proveniente do erário público, é importante ressaltar que, conscientemente, trata-se de um ato errado e reprovável, independentemente do tipo de sentimento que se queira expressar. 

Da mesma forma, aqueles que colam, estampam ou pintam panfletos de seus candidatos e partidos deveriam, no mínimo, solicitar autorização dos proprietários dos quintais, muros ou qualquer estrutura para deixarem seus materiais de campanha.

Muitos construíram ou ergueram essas estruturas e bens com grande sacrifício, e seria doloroso, talvez, depois de enfrentar tantas barreiras e desafios impostos pela administração, ver alguém colocando material de campanha em sua propriedade sem consentimento. 

A mágoa pode ainda pairar em algum lugar do indivíduo. Ocorrendo isso sem sua permissão, pode-se gerar uma reação violenta como forma de expressar o desagrado pelo acto. Sem nos esquecer que as responsabilidades recaem aos indivíduos que forem flagrados e identificados com esse tipo de atitudes. Cada um é responsável pelos seus actos. 

Portanto, é necessário que haja calma, paciência, tolerância e perseverança no exercício da actividade de campanha. Sabe-se que há muita raiva, frustração, encanto e entusiasmo, tudo misturado, variando os estados sentimentais e emocionais de acordo com os indivíduos, informações e formações com as quais nos deparamos durante esse processo. No entanto, é preciso lembrar sempre que esses momentos são passageiros e que, no final, sempre precisaremos uns dos outros.

As músicas e canções que estão sendo fenomenais de algum modo deveriam também observar esse apelo e pautar-se pela elaboração de conteúdos moderados. A transmissão e transferência de ódio só destroem e nunca fazem bem a ninguém. Optemos pelo civismo extremo, respeito mútuo e convivência pacífica.

Seria de louvar também que não fossem interrompidas as aulas, assistências aos doentes e outros actos administrativos e vitais em detrimento de funcionários sentirem-se obrigados, por ordens superiores, se fazer presente nas campanhas ao invés de trabalhar. Aliás, perdão por essa observação.

Ademais, se não menos importante, chamar atenção à disciplina no exercício dos simpatizantes, membros e equipas de trabalho directamente envolvidas nas actividades activas de propagandas e campanhas políticas, pautar pela ética e moral. Bem como serem um pouco mais criativos e atentos. Pois algumas atitudes e deslizes podem ninar a imagem dos seus candidatos e partidos que apoiam e representam.

A interpretação pode divergir das intenções dos autores.

Em suma, é fundamental que a campanha eleitoral seja conduzida de forma respeitosa, preservando o patrimônio público e privado, e promovendo um debate político saudável e construtivo. Somente assim poderemos fortalecer nossa democracia e construir um futuro melhor para todos os cidadãos.

Comentários

  1. Boa observação e bom apelo, mas o que se observa é que não há democracia em Moçambique.

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  2. Até aí digo que tem boa observação, mas no nosso país a oposição não tem esperança porquê os opositores são muito ameaçados, daí que tem da mudança. Em Moçambique, Todos Todos ministérios já foram frelimizados.

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