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O ULTRAGE DA CAF CONTRA O SENEGAL

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JUSTIÇA DESPORTIVA OU ARBITRARIEDADE ADMINISTRATIVA? O futebol africano viveu, nos últimos dias, um dos momentos mais sombrios da sua história institucional. A decisão do júri de recurso da Confederação Africana de Futebol (CAF) de retirar o título de campeão africano à selecção do Senegal , conquistado em 2025, para o atribuir a Marrocos , constitui um atentado inaceitável contra os mais elementares princípios da ética desportiva. O comunicado do Governo senegalês , emitido a 18 de Março de 2026, expressa com meridiana clareza aquilo que qualquer cidadão amante do desporto sente diante desta situação: consternação, indignação e a firme convicção de que algo de profundamente errado se passa nos corredores do poder futbolístico africano . A VERDADE DO TERRAÇO NÃO SE APAGA COM CANETADAS O futebol sempre viveu da magia do imprevisível, da glória conquistada no gramado, do suor dos atletas que durante noventa minutos entregam tudo em representação dos seus povos. O Senegal venceu. Venceu...

Moçambique: Entre a Vingança, as Alianças e a Renovação da Esperança

Será agora que a cobra vai fumar o cigarro? Ainda muita tinta vai rolar antes das cabeças.

Longe das narrativas habituais nos últimos 5 (cinco) pleitos eleitorais, monopolizados pela Frelimo e a Renamo, embora com algumas turbulências não menos importantes como a do MDM, a emergência da CAD (Coligação da Aliança Democrática) prometia desconstruir os paradigmas tradicionais da política moçambicana.

Porém, antes mesmo da entrada em cena da CAD, havia sinais de uma "vitória antecipada" por parte da Frelimo e o 2º lugar para a Renamo, firmada pela monobra incoerente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Conselho Constitucional (CC). Neste cenário, figuras proeminentes, como o antigo estadista deste país e um dos antigos reitores da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), mostraram sua indignação diante das manobras que vinham frustrando parte da população moçambicana, habituada aos dissabores do governo do dia. 

Mas, surpreendentemente, o fenômeno Venâncio Mondlane - VM7 emergiu com suas qualidades pessoais e intelectuais, rodeado de magos e deuses, loucos e sábios anónimos, ainda que rotulados negativamente pelos "fanáticos" da Frelimo e da Renamo. Seu desempenho como um "mágico" na cena política acendeu as esperanças de mudança de paradigma no futuro político de Moçambique, despertando reações de ódio e tentativas de sabotagem, com essa aliança revelada na Manhiça.

Especula-se sobre a existência de "contentores com material de campanha" de uma certa figura política apodrecendo em contentores, talvez num dos portos nacionais, cuja a tentativa de frustrar a CAD que ascendia com recursos sei-lá de onde, inundava o figurino em qualquer lado que existesse alguma câmera ligada para exportar a imagem para as redes sociais, isso podia representar uma "raiva" aos tradicionais partidos, que se quer estender a outros potenciais adversários, fora dos "esquemas trançados". Neste cenário, a CAD parece ter se posicionado melhor, oferecendo uma alternativa directa ao povo, passando testemunho de suporte do VM7 ao PODEMOS 

O importante é que esse momento, ainda que breve, é melhor que desperte a felicidade, a esperança e a festa entre os moçambicanos, que agora veem novas abordagens na campanha, com a comparação de agendas e pilares políticos nos manifestos, em vez de meras promessas.

Na sexta edição das eleições em Moçambique, a realidade se mostra diferente de todas as outras. Resta o alinhamento entre as forças de segurança - Imparcialidade, a lucidez dos professores - neutralidade e o despertar da população - responsabilidade, para a possibilidade de aceitar a mudança, mesmo que implique sofrimento.

Cedo ou tarde, haverá problemas a serem geridos até o último momento. Uns movidos pela vingança, outros pelas alianças e coligações. Mas, ao final, a esperança de um Moçambique melhor, erguido pelo próprio povo, deverá prevalecer.


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